Quando era menino, nada mais me apaixonava que literatura e filmes de ficção científica.


   Não que existisse o gênero de ficção bem definido. Misturava-se com os de aventuras. Nos seriados de Flash Gordon  - em preto e branco - e os outros, da RKO.


   Os anos se passam. E a partir de Blade Runner adquiriu-se uma outra perspectiva, nova.


   Kubrick, também inglês, não chegou a conseguir este status de sofisticação filosófica. E da apreciação critica dentro deste gênero.

 

   Embora ‘Laranja Mecânica’ e ‘2001’ tenham tentado semelhante êxito. Mas nenhum na proporção que apenas ‘Blade Runner’ arrebataria.


   Bom, os de mais idade que me corrijam mas, logo que lançado, ‘Blade Runner’ passou sem um certo e um tanto afago, do crítico ou crítica especializados.

 
   Com advento das locadoras de fitas e, desta forma lido e re-lido, teve o filme sua grandiosidade reconhecida ( na verdade, o grande argumento que é, de ver-se ). A  ideia original é de um conto de Phillip K. D***.


   Nesta mesma linha de determinismo filosófico ( em que todas as nossas escolhas estariam de fato fechadas à liberdade ) outro filme onírico, sob um romantismo geralmente não concedido ao gênero, é ‘Brasil, o Filme’ ( delírio  genial do
enfant terrible T. Gilliam ). Filme, conta-se, plasmado como edição e narrativa, nas intensas e repetidas audições de 'Aquarelas  do Brasil' de Ary Barroso, por parte do ouvido (e imaginação) do  diretor.


   Ou diz-se que o diretor teria reinterpretado visualmente, e muito no exato clima, a musica que ele pessoalmente escolhera para o filme...


   Ora, a ficção vai tomando ares de realidade: não as artes da navegação espacial, ou ainda da robótica –  imitando, nos impasses filosóficos, a vida.

 

   Mas a realidade da disseminação (pela via tecnológica) da nossa (atribuída, e externa à nossa vontade) falta de escolha.


   Dizendo de outra maneira: caminhamos para uma encruzilhada. Que por ora inda não vemos.


   Mas haveremos de senti-la.


   Numa imprensa que renega o fato que lhe é adverso como notícia, o próximo passo é tolher, por via da ilegalidade, nossa liberdade.

 

   A de circulação de informações ou a de opiniões,  pela internet. Enfim a de produzirmos e analisarmos notícia...


   Ação ( você encontra-se pasmado? ) patrocinada - em sua via tecnológica e mais, por dentro, no submundo -  por esta mesma imprensa.


   Lições inexoráveis, num redemoinho de repeticão histórica da herança humana. De uma velha, surrada  e tradicional ciência política - na sua justeza de aplicação, do caso concreto...


   Você - pessoalmente... - duvida?

 

 

 

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