VAIAS PARA A TORCIDA E ADMINISTRAÇÃO DO FLUMINENSE

A torcida do Fluminense é a mais bonita do Brasil e a mais eficiente na arte de produzir espetáculos, porém é também a mais exigente e essa cobrança tem descambado para o preconceito em relação a técnicos, jogadores, administradores e até torcedores e o resultado disso é que somos o único grande clube a experimentar a terceira divisão no futebol brasileiro.

O Fred, mesmo bichado, foi o maior e mais importante jogador a vestir nossa camisa nos últimos cinqüenta anos, desde que me tornei um tricolor, lá na Corujinha, ouvindo a Rádio Globo que, quando conseguíamos sintonizar na resenha das oito, falava vinte e cinco minutos do Flamengo e os outros cinco do resto. Mesmo assim o Fred chegou a ser até perseguido por torcedores, inclusive fora dos campos.

A torcida tricolor idolatrou o Tuta, a ponto de o Grêmio se interessar por ele e jogar uma Libertadores fora, na esperança dos seus gols que não vieram e daí para frente não se falou mais naquela peça. O Adriano Magrão fez muitos gols pelo Fluminense, inclusive na conquista da Copa do Brasil em 2007 e, por puro preconceito, sempre foi hostilizado pela torcida, cujo preferido era o Tuta.

O Dodô chegou em 2008 jogando muito, porém a torcida nunca o apoiou, porque o jogador pertenceu ao Botafogo e passou a idolatrar o Coração Valente, que amarelou na fase final da Libertadores e não conseguiu marcar um único gol, nem de pênalti na final, que se somasse aos outros três do “mercenário” e nos desse o título.

O Cuca, juntamente com o Fred e demais guerreiros, nos tiraram de um buraco tido como certo por todos e ainda assim a torcida, após aquele grande feito, já achava que o Cuca não servia para dirigir o Fluminense.

O Abel Braga, mesmo durante a memorável campanha de 2012 no Campeonato Brasileiro, já era tratado por muitos torcedores do Fluminense pelo “carinhoso” apelido de “Abelanta” e, como prêmio pela brilhante conquista, passou a ser visto como vilão nas Laranjeiras.

Vi muitos comentários de tricolores que consideravam a possível vinda do Ronaldinho Gaúcho no início do corrente ano, como uma ameaça ao retorno do Conca, mesmo que ocorra somente em 2025. No final, além dos dois que não vieram, expulsaram o “mercenário” Tiago Neves, venderam o Nem e o Deco aposentou.

Agora, como é que a administração de um clube de futebol que se desfaz do elenco, contrata um técnico caro como o Wanderley Luxemburgo para comandar o que sobrou? Como é que um jogador que tem a saúde comprometida como o Fred, além de ser o principal atleta e única estrela do clube, sente um problema muscular e é mantido em campo por mais de vinte minutos?

Como é que uma diretoria e uma torcida ignoraram uma crise que se estabeleceu no Fluminense após o terceiro gol contra o Palmeiras que nos deu o título brasileiro de 2012?

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