O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele se inspirou nas sementes de uma planta (Arctium) que grudavam frequentemente em sua roupa e no pelo de seu cão, durante as caminhadas que faziam pelos Alpes. Após examinar atentamente essas sementes, através de um microscópio, Georges distinguiu nelas filamentos entrelaçados que terminavam em pequenos ganchos: era isso a causa da aderência das sementes a pelos ou tecidos.
E concluiu ser possível a criação de um produto que unisse os dois materiais de uma maneira simples, porém reversível. Desenvolveu e patenteou o VELCRO, e passou em seguida a comercializá-lo através de sua companhia Velcro S.A. O nome faz referência a duas palavras em francês: velours (que significa veludo) e crochet (que significa gancho).
A partir do relatório descritivo de sua patente nos Estados Unidos (US 2,717,437) pode-se ver a simplicidade dessa invenção.  Atualmente, as aplicações do produto são inúmeras e a palavra velcro tornou-se um termo genérico para se referir ao material.

 

Tensiômetro aneróide: VELCRO na braçadeira


É uma das muitas funcionalidades da vida moderna com a origem em um projeto "bio-inspirado".

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Comentário de Maria Cássia D'Ambrósio em 22 novembro 2011 às 23:08

Paulo,

Há tempos eu li que esse suiço encontrou a planta (se não me engano o carrapixo )  em uma viagem que fez ao Brasil. Apesar da descoberta ter sido feita aqui, patenteou o velcro dizendo que a planta foi encontrada em seu país.

Será?!

Comentário de Paulo Gurgel Carlos da Silva em 22 novembro 2011 às 23:53

Maria Cassia,

A planta que origina os carrapichos tem o nome científico de Arctium lappa.

Se a descoberta do suiço aconteceu no Brasil e foi a seguir transplantada para os Alpes não tenho como confirmar ou negar a versão.

De qualquer modo, valeu a criatividade do suiço.

No Nordeste também chamamos o velcro de carrapicho.

Comentário de Paulo Gurgel Carlos da Silva em 22 novembro 2011 às 23:55

Obrigado, amiga Valquiria.

Um abraço (sem as aderências do velcro).

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 23 novembro 2011 às 0:24

 

GURGEL,

MARIA CÁSSIA

e VALQUÍRIA,

 

Para vocês, entendidos

no assunto Velcro, substituto

do ZÍPER, um aviso:

Se um dia forem comprar

ZÍPER no sul do Paraná,

peçam FECHO ECLER.

Quando morei em Ponta Grossa,

e numa loja pedi um ZÍPER, ninguém

sabia o que era. Assim também

aconteceu quando pedi uma

lâmpada. Lá era FOCO.

Ah, e quando minha mulher

pediu num armarinho

um RETRÓS!

Perguntaram a ela? RETRÓS?

Eh! um carretel de LINHA.

Eles: LINHA, o que é isso?

Ela teve pegar um carretel

pra explicar. Aí eles:

Ah, um rolo de FIO?

Mas, o CARRAPICHO também

está presente nos matos de

meu Triângulo Mineiro.

Gruda na roupa e pica

deixando um coceira

por alguns dias.

É o nosso Brasil!

 

Abraço,

 

Marco Antônio

Comentário de Paulo Gurgel Carlos da Silva em 23 novembro 2011 às 11:09

No Ceará:

Os nomes zíper e fecho ecler são compreendidos; foco, com alguma explicação; retrós, nem pensar; e linha, fio e carrapicho, tudo bem.

Um abraço social (sem aderências), amigo Marco Antônio.

Comentário de Maria Cássia D'Ambrósio em 23 novembro 2011 às 22:21

Valquíria, Marco e Paulo,

Que Brasil fantástico!

Por aqui é comum zíper, fecho ecler, retrós, carretel de linha ... mas, foco não.

Aqui é bolacha . No Rio é biscoito.

Aqui é mandioquinha salsa. No Rio batata baroa.

Uai!!!

Mas, de qualquer forma, voltando ao velcro, a criação é fantástica. Mas, o que era ressaltado do texto que li era o fato de vivermos em um país tão variado, tão exuberante, e de repente coisas comuns como o carrapixo não nos levou à criação do velcro !

 

Na minha opinião, não nos falta criatividade. O que nos falta é confiança .

Bjs.

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 23 novembro 2011 às 22:43

 

MARIA CÁSSIA,

 

Nós não inventamos o VELCRO,

mas inventamos a MÁQUINA DE

ESCREVER, coisa que vim a

saber faz pouco tempo (uma

padre paulista é o inventor).

Bem, voltemos ao Paraná

com seu vocabulário especial:

gaita: sanfoneiro

birulina: clipe

vina: salsicha

ripa: osso da costela de boi

graxa? gordura da costela de boi

No açougue:

galinha: em Minas grango

leitão: em Minas leitoa

Quando ao dizer que

os dois foram juntos,

o paranaense diz:

um foi com o outro

e outro foi com o um.

Falando em remédio

pra tosse, o paranaense

fiz comprimido líquido.

Da fruta ainda não

madura, como a banana,

o mineiro diz que está

apertando, o paranaense

diz que está amarrando.

Bom, estas foram as que

ouvi nos quatro anos

em que vivi em Ponta Grossa.

 

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