VÍTIMA DE GUANTÁNAMO TENTA SOBREVIVER NA ESPANHA

Walid Ibrahim Mustafa Abu Hijazi é um palestino de 30 anos, que foi libertado há dois meses do cárcere ilegal de Guantânamo, a masmorra clandestina criada por George W. Bush. Ele passou ali oito anos, foi o prisioneiro número 49, trazido pelos americanos do Paquistão, onde ele procurava emprego como carpinteiro. Jamais entrou em qualquer combate, nunca foi processado nos EUA, onde hoje não é considerado um elemento perigoso.
Libertado no processo de desativação daquele campo de concentração, pelo presidente Barack Obama, recebeu a hospitalidade do governo espanhol, que não pode revelar sua localização, como parte do acordo com os EUA. Está morando em um hotel, por caridade da proprietária. Ambos se comunicam por gestos, já que ela só fala espanhol e ele só fala árabe e algumas palavras em inglês. "Estou bem graças a Alá, preciso de tempo" é uma das frases que mais repete.
Nos primeiros dias na Espanha ele descia e subia escadas pulando com os dois pés. Estava condicionado a andar com os pés acorrentados. Recebe assistência psicológica de uma ONG, e fala com sua família na Palestina por telefone, mas está longe de poder encontrá-la. Ele não pode sair da Espanha (advogados já disseram que isso é ilegal, já que não lhe pesa qualquer acusação, muito menos condenação)., mas o governo alega que faz parte do acordo com o governo americano.
Foi considerado pelos feitores de Guantânamo "combatente inimigo" e, como tal, sem direitos. Foi torturado física e mentalmente, e isso é visível pelo seu estado até hoje.
Espero que o Brasil, ainda que em sigilo, esteja acolhendo algumas dessas vítimas do terrorismo de Estado implantando pelo criminoso George W. Bush. É uma questão humanitária, e uma posição política de um país que repele a guerra ilegal, a tortura, os crimes de guerra, os genocídios.

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Comentário de Stella Maris em 5 maio 2010 às 23:21
Eh, Antonio, este é o país(EUA) que fala em direitos humanos, democracia, liberdade de imprensa e outros bla..bla..blas. tb. como vc, espero que o Brasil esteja fazendo este papel humanitário(de acolhimento) bjus.
Comentário de Antonio Barbosa Filho em 7 maio 2010 às 8:28
Esqueci um detalhe: o ex-prisioneiro não deixa que fechem a janela de seu quarto, dia e noite, com frio ou calor...por que será, hein?
Comentário de Stella Maris em 7 maio 2010 às 11:03
Antonio, conheci um caso de perto,ref. a maus tratos, a vitima ficou com pavor a escuro e porta fechada, até para ir ao banheiro era de portas abertas. bjs.
Comentário de Humberto Alencar Oliveira em 16 maio 2010 às 21:01
Muito bom ! precisamos dessas informacoes ,ja que a grande nao as da ,Mais se fosse um preso político cubano????? Rsss Abs
Comentário de Humberto Alencar Oliveira em 16 maio 2010 às 21:01
Corrigindo ! Grande mídia
Comentário de Stella Maris em 18 maio 2010 às 13:14
Antonio. Hoje, me lembrando de Frei Tito, que foi tão torturado que ficou com problemas psicologicos, sou amiga da família, e em nossas conversas, o recordamos muito. Qualquer dia desses tiro uma foto da casa onde ele nasceu e te mando . bjs.
Comentário de Paulo Neto em 21 junho 2010 às 2:09
Ok, Antonio , agradeço e aceito o convite, mas quero deixar claro minha posição política. Sou Democrata (nenhuma alusão ao ignóbil partido muda-nome brasileiro) , portanto estou igualmente distanciado ideologicamente de quaisquer ditaduras sejam de direita, centro ou de esquerda, portanto para mim, Pinochet, Stalin, Geisel, Fidel e qualquer outro Detentor do Poder Não Eleito e/ou Não Mantido Pela Extrita e LIVRE Vontade Popular, sob qualquer pretexto, estão todos no mesmo saco imundo. Se a "média opiniática" deste grupo for , por exemplo, pró-Fidel e/ou pró-Chavez (um ditador mal-disfarçado de democrata), vou estar contra, mesmo admitindo não gostar do eterno ímpeto dominador Norte-Americano. No mais, um abraço a todos - cheguei !

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