Ao invés de admitir o fim da carcaça como inevitável e normal, a maioria dos humanos transforma a vida numa inglória batalha contra a morte física. É uma verdadeira briga de foice, ao ponto de retratarem a figura da morte empunhando a sua, sem direito a derrota, mesmo que seja num próximo round.

Otimismo a toda prova. O enfermo apresenta um quadro praticamente irreversível e as pessoas insistem em negar aquela realidade, ao invés de prepará-lo para uma passagem que se apresenta cada vez mais plausível e essa atitude acaba gerando inúmeras decepções para todos, quando os milagres não se confirmam.

Na questão da morte sempre existe o "praticamente", pois Deus, aqui acolá, dá uma de mestre e desmonta os que estipulam prazos de permanência no Planeta, provando para seus habitantes que quem manda no pedaço é Ele, que não conhece o impossível.

Isso é fato, há exemplos até de quem foi puxado pela camisa após a travessia daquela porta para o desconhecido, porém são ocorrências raras, além de não existir ainda uma receita infalível que se transforme em milagre, inclusive no campo da Fé, por mais que tentem nos convencer os religiosos de um modo geral.

Impressionante como o mundo foge da verdade quando não agrada. Contamos hoje com muitas empresas no mercado que se dedicam à comercialização dos chamados “planos de assistência familiar”, que na verdade tem como objetivo ajudar os familiares a se livrarem do finado, não só em relação à destinação do corpo, como a parte documental necessária ao sepultamento e demais trâmites legais.

Agora, ninguém se preocupa com outros problemas do chamado “paciente terminal” além da cura, a não ser o próprio, que envolto no silêncio, entre uma visita e outra, uma vez consciente, vai remoendo no liquidificador mental as dúvidas sobre o outro mundo misturadas com as questões materiais que surgem após o desencarne.

Mas, como é que vamos tratar das coisas espirituais se ninguém sabe ao certo o que acontecerá após a morte? Realmente, assim a primeira vista, o questionamento faz sentido. E por acaso alguém saberá dizer o que vai acontecer no dia seguinte enquanto viver? A gente faz o seguro de vida e garante uns trocados para quem fica. E para quem vai?

Para quem vai, e aí não existem exceções, a Palavra de Deus está ao alcance de todos e Ele nos concedeu a capacidade de raciocinar, justamente para que não precisemos nos valer da inteligência alheia, porém é importante ouvir opiniões as mais diversas a respeito da “mensagem divina” e, fazendo uso da razão, eleger aquela que se mostre mais sensata, ou chegar as nossas próprias conclusões ouvindo o coração.

Portanto, devemos encarar a morte com naturalidade e, se isso não for possível em determinado momento, se faz necessário buscar o Deus que existe dentro de cada um de nós, conscientes de que Suas promessas para a posteridade serão sempre precedidas da viagem de volta, cujo bilhete era a única bagagem da vinda.

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