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Wikileaks: EUA se interessaram por investimentos no Piauí, rico em matérias primas

 

Correio do Brasil

 

Em documento de 2 de fevereiro de 2010, embaixada viu oportunidades e afirmou que ia se engajar mais com o segundo estado mais pobre do nordeste

 

Por: Rodrigo Aron, especial para a Pública

 

Publicado em 10/07/2011, 10:02

Última atualização às 10:02

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São Paulo – Na avaliação dos Estados Unidos, o Nordeste brasileiro é rico em matérias primas e ecológicas, mas não tem suporte estrutural para explorar tais riquezas, segundo um documento diplomático vazado pelo WikiLeaks e revelado pela agência Pública. No entanto, a embaixada enviou um representante especialmente ao empobrecido Piauí  para participar de uma conferência organizada pelo governador Wellington Dias (PT) na capital Teresina no começo de 2010.

Um assessor econômico norte-americano participou da conferência, e apresentou em parceria com o governo dos Estados Unidos propostas de oportunidades a serem avaliadas pelo do Serviço do Comercio Estrangeiro, da Agência de Desenvolvimento dos Estados Unidos, e do Banco de Importação e Exportação dos Estados Unidos.

Enquanto estavam incluídos na audiência funcionários, líderes empresariais, e estudantes de relações internacionais, os organizadores esperavam que houvesse uma forte presença de empresas privadas com capacidade de estabelecer parcerias internacionais.

O documento nota que o Piauí tem a renda per capita mais baixa do Nordeste, com menos de R$ 5,00, o resto do Nordeste tem uma renda de apenas R$ 7,00 – enquanto nos estados do Sul a renda chega a ser maior que R$ 19,50, essa gritante diferença faz com que investidores internacionais nem ao menos cogitem a hipótese de levar seus projetos para o Piauí.

A falta de infraestrutura é seguida por outros desafios como a falta de material humano qualificado e a total falta de conhecimento de investidores sobre o estado. Investidores internacionais que atuam nos estados sulinos de São Paulo e Rio de Janeiro não sabem o que é o Piauí.

EUA vêem “oportunidades”

Segundo o documento, o desenvolvimento da infraestrutura teria maior impacto para atrair mais investimentos para o Piauí. Melhorar principalmente o transporte nas estradas de ferro conectando as cidades do Piauí aos portos iria melhorar o crescimento orgânico no interior do estado.

O documento aponta como solução a introdução de livre comércio ou Zonas de Processo de Exportação (ZPE), como as que operam hoje em dia nas cidades de Parnaíba e Pavussu. A introdução das ZPEs “pode baixar o custo de comercio no Piauí e acrescentar uma nível de comercio nacional e internacional fluindo através do estado”, diz o documento.

O documento também cita outros projetos econômicos promissores, na visão dos EUA, que seriam beneficiados pela melhora de infra-estrutura: exploração de rochas ornamentais, opalas, e matéria-prima mineral.

Mais engajamento

“Se o Brasil quer alcançar o cada vez mais impressionante nível de prosperidade do sul e sudeste como um todo, as regiões tradicionalmente mais pobres como o nordeste tem que atingir as metas de crescimento”, diz o documento.

No entanto, o documento enumera os desafios a serem superados pelo estado: estrutura ruim, falta de conhecimento de oportunidades internacionais, e falta de competência entre governo e parceiros locais.

“A missão no Brasil vai buscar engajamento positivo com o Piauí e vai buscar suprir especificamente a necessidade de capital humano através da promoção de oportunidades para visitantes internacionais, e vai buscar suprir necessidades sociais e econômicas através de fundos do Departamento de Estado”.

 

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