Nascido em 11 de fevereiro de 1904 (há exatos 106 anos) o paulista e multiinstrumentista (violão, cavaquinho e banjo) José do Patrocínio Oliveira, o Zezinho, tocou com grandes nomes como Pixinguinha, Nélson Souto e Garoto.

Em 1941, o músico assinou um contrato com a 20th Century Fox para atuar em filmes com Carmen Miranda e o Bando da Lua. Foi lá que conheceu a Disney e acabou por emprestar não só o jeito descolado, mas também sua voz ao papagaio.

No auge do sucesso de Carmen Miranda, Zé Carioca emplacou outros dois filmes em Hollywood: “Três Cavalheiros” (1945), conhecido por aqui como “Você já foi à Bahia?” — em que dança ao lado de Aurora Miranda, irmã de Carmen — e “Cante com a Disney” (1948).




“Muita gente pensa que o Zezinho fez aquela voz do Zé Carioca especialmente para os desenhos. Não fez, era a voz dele mesmo”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que conheceu Zezinho por intermédio do pai, na infância.


Em 1957, aos 22 anos, Boni reencontrou o músico e manteve com ele uma amizade que durou 30 anos – em que não faltavam “causos” sobre como era a vida de personagem de desenho animado.
“Disney dizia que o Zezinho tinha até nariz de papagaio. E o levava para o estúdio, botava um chapéu nele, dava um guarda-chuva na mão dele e pedia para ele andar, sambar, rebolar... Os desenhistas ficavam assistindo para fazer o papagaio se mexer do mesmo jeito. E o Zezinho dizia: ‘Mas eu não sei rebolar, sou paulista!”


Permaneceu nos EUA, trabalhando para a Disney Produções e atuando como músico. Nos últimos anos de vida, apresentou-se diversas vezes no Restaurante Marquis Martoni, em Hollywood. Morou por décadas nos E.U.A e por lá se casou, voltando ao Brasil por várias ocasiões.

Em 1987, depois de muita boemia, Zezinho morreu. E saiu de cena no melhor estilo Zé Carioca. “Na lápide dele está escrito: ‘Demais!’ Porque para ele tudo era ‘demais’”, diz o empresário José do Patrocínio Oliveira Júnior, o filho do papagaio. Ou melhor, do músico.


Fonte:
- Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
- Revista de História da Biblioteca Nacional

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Comentário de Antonio Carlos Pedro em 12 fevereiro 2010 às 1:02
Muito legal.
Não posso que ter ingressado no portal mudou minha vida;
mas digo com clareza, a vida é mais prazerosa no convívio da e de e com inteligência.
Zé Brasileiro.
abraço fraterno.
Pedro
Comentário de Laura Macedo em 12 fevereiro 2010 às 1:10
Pedro,
Valeu pela participação. Apareça sempre.
Abraços.
Comentário de Antonio Carlos Pedro em 12 fevereiro 2010 às 2:35
Você também. De igual tamanho.
abs.
pedro

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