23001 VEREADOR DO RIO HOMENAGEM 95 Anos SEVERINO THEODORO DE MELO

Nascido em 1917, no Rio Grande do Norte, Severino Teodoro de Mello foi insurreto em novembro de 1935, o que viria a lhe custar quase sete anos de cadeia nas masmorras do Estado Novo.

Com a autoridade de quem contribuiu para reerguer o PCB após a redemocratização de 1945,homem do chamado aparelho comunista, Teodoro de Mello conviveu, como nenhum outro dirigente do Partido, com Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. Ele era, inclusive, responsável pela segurança pessoal do legendário secretário-geral do PCB, morando com Prestes durante anos a fio, driblando sempre as forças da repressão.

Mello vivenciou praticamente todas as viradas históricas do PCB. Viveu de perto a fase radical do Manifesto de Agosto de 1950. Mais tarde, com Giocondo Dias, Carlos Marighella e outros camaradas, vivenciou o impacto do Relatório Kruschev entre nós. Mello não hesitou em apoiar então a Declaração de Março de 1958, verdadeiro divisor de águas na história do PCB. Com base nela, o PCB começaria a incorporar ao seu ideário político a democracia como valor estratégico (e não apenas tático) na luta pela superação da ordem capitalista.

Após o Golpe de 64, Mello não se desesperou. Pelo contrário. Tentou até persuadir velhos companheiros, como Carlos Marighella, a evitar o caminho do confronto armado com a ditadura. Calejado nos embates militares, Mello tinha a convicção de que a ditadura seria derrotada pelo movimento de massas e não derrubada pela força das armas.

Responsável, uma vez mais, pelo aparelho de Luiz Carlos Prestes (com quem fugiria no dia mesmo do Golpe), Mello se integrou à frente de resistência democrática. Participou da reestruturação do PCB no Nordeste do país e atuou no trabalho de fronteira, salvando a vida de muitos companheiros perseguidos pela ditadura. Passou cerca de doze anos na mais absoluta clandestinidade, até poder deixar o Brasil. Destino: União Soviética, onde comporia, o secretariado do PCB no exílio. Depois, iria viver na França, ganhando o Brasil com a anistia de 1979. Com o fim da ditadura militar, assume um lugar na Comissão Executiva do Partido.

Em 1992, logo após o desmoronamento da antiga União Soviética, Mello apóia resolutamente a transformação do PCB em PPS. Ajudou a mudar o Partido, mas nunca mudou de Partido: Teodoro de Mello ainda foi membro da Direção Nacional do PPS, reconduzido que foi pelos delegados do XIV Congresso, de 2004. Tem mais de 75 anos de luta partidária, compondo a espinha dorsal do movimento comunista brasileiro, esta Inconfidência do século XX.

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