Obra: Ouve O Silêncio - Claudio Santoro & Vinicius de Moraes
Intérprete: Chiara Santoro
Piano: Eugenia Tamburri

'' Cala
Ouve o silêncio
Ouve o silêncio
Que nos fala tristemente
Desse amor que não podemos ter
Não fala
Fala baixinho
Diz bem de leve um segredo
Um verso de esperança em nosso amor
Não, oh, meu amor!
Canta a beleza de viver!
Saúda o sol e a alegria de amar
Em nossa grande solidão ''

* Chiara Santoro é natural do Rio de Janeiro, formou-se em canto lírico pela UniRio, sob a orientação da professora Mirna Rubim, onde participou das Oficinas de Ópera com Carol McDavit e cantou como Despina em "Cosi Fan Tutte" e Susanna em "As Bodas de Fígaro". Em 2006 transferiu-se para Roma, onde estudou no Conservatório di Santa Cecilia na classe de Elvira Spica e participou da montagem de "Une education manquée" de Chabrier, dirigida por Cesare Buratti. Participou em 2007 do Opera Studio da Accademia Nazionale di Santa Cecilia onde estudou com Renata Scotto. No Brasil, fez parte do projeto Ópera de Bolso, no Teatro Carlos Gomes, sob a direção de André Heller, na montagem de "O Rapto do Serralho" de Mozart, no papel de Blondchen. Apresentou-se na Alemanha por duas vezes em 2009, convidada pelo regente Erwin Meyer como solista no "Requiem" de Mozart, com a Praga Symphonietta e o Kammerchor de Oberkirch. Obteve o 1º lugar no VII Concurso Nacional de Canto A. Gi. Mus. em Roma, em 2009.

** Claudio Santoro -
Manaus, 23/11/1919 - Brasilia, 27/3/1989
Nascido em Manaus, Estado do Amazonas (1919), desembarcou no Rio de Janeiro aos 13 anos de idade para aper­feiçoar-se, após distinguir-se como violinista precoce.
Depois de estudos iniciais, aproxima-se de Koellreutter. Após uma experiência consistente com o dodecafonismo, busca uma estética mais lírica e afinada com os ideais de lutas de classe. Em 1947, vai estudar em Paris, com Nadia Boulanger, e volta em 1950, trabalhando em programas infantis na Rádio Tupi. Os vínculos criados no Exterior sempre o levaram a reger e apresentar novas obras na União Soviética e em outros países europeus. Na década de 60, já atuando na recentemente inaugurada Universidade de Brasília, teve, por diversas circunstâncias, de transferir-se para o Exterior, fixando-se na Alemanha, onde mais tarde tornou-se professor de Regência e Composição na Universidade de Heidelberg, Mannheim. Faleceu em 1989. Santoro foi membro da Academia Brasileira de Música (cadeira nº 21) e de seu vasto catálogo, destacam-se a dodecafônica Música para cordas, os concertos, as 14 sinfonias, a Fantasia para violino e orquestra, Verborgenheit, o Ponteio e as Três abstrações, ambas para cordas, e a Brasiliana, para orquestra.

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