Quando os pobres chamaram atenção na Alemanha

 

Rosa Luxemburgo - Revolucionária Alemã

 

Em toda a História muito pouca importância tem-se dado as mulheres, até mesmo na História do Comunismo no Brasil os sujeitos históricos que aparecem em nossa mente são Luis Carlos Prestes, Lamarca, Marighella entre outros. Na história do mundo então nem se fala, as mulheres são quase esquecidas. Poucos se lembram que o Dia do Trabalho surgiu para lembrar o dia do massacre das operárias grevistas americanas, que foram trancadas numa fábrica e queimadas por seus patrões e pela polícia, que colocou fogo no prédio. Também poucos se lembram que a Revolução de Fevereiro, que derrubou o Czar na Rússia em 1917, começou com um protesto de mulheres que pediam leite para seus filhos. A revolucionária alemã Rosa Luxemburgo também é pouco conhecida para a maioria das pessoas. Ela foi uma das primeiras a prever que a Rússia corria o risco de não se transformar numa sociedade socialista, mas numa ditadura governada por uma casta de burocratas privilegiados. Mesmo assim nunca deixou de acreditar na Revolução e foi assassinada porque continuava a insuflar o povo alemão contra os capitalistas. O texto que reproduzo se chama No Albergue, nele Rosa Luxemburgo nos faz refletir sobre os indigentes, os extremamente pobres, que muitas das vezes são tratados como invisíveis por todas as outras classes sociais.

 

NO ALBERGUE

O clima de festa em que se encontrava a capital do Reich foi cruelmente abalado. Mal as almas piedosas acabaram de entoar o velho e belo cântico, oh! Feliz Natal, bem-aventurado e cheio de graça, espalhou-se a notícia de que no albergue dos sem-teto ocorrera uma intoxicação em massa. As vítimas foram velhos e moços: o comerciante Joseph Geihe, 21 anos; o operário Karl Melchior, 47anos; Lucian Szczyptierowski, 65 anos – a casa dia chegavam novas listas de sem-teto intoxicados. A morte foi ao seu encontro por toda parte: no albergue, na prisão, no pavilhão de aquecimento público, simplesmente na rua ou agachados em algum celeiro. Antes que o toque dos sinos anunciasse o novo ano 150 sem-teto agonizavam, 70 haviam morrido.

 

Continue lendo no link:

http://www.comunistas.spruz.com/pt/Quando-os-pobres-chamaram-ateno-...

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Respostas a este tópico

Uma correção que não tira meritos da postagem.

Roza era polonesa de nascimento, naturalizou-se em 1897 após uma casamento de conveniência com um cidadão alemão.

 

Correto, mas a polônia nessa época estava anexada a Alemanha, não era? deve ser por isso que eu me confundi.
Tem videos sobre isso no meu blog.

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