Por João Vergílio Gallerani Cuter

Algumas idéias simples para, com o dinheiro que temos, levar a educação básica para um outro patamar:

1. Acabar com a farra do livro didático. Adotar um conjunto unificado de livros didáticos para todo o território nacional. Além de economizar (muito!), isso racionaliza o processo de avaliação e reciclagem de professores. Imaginem o quanto seria mais simples, prático e eficiente um sistema de reciclagem à distância, caso todos os professores tivessem que lidar com o mesmo material em sala de aula. A orientação poderia ser pontual, específica: NESTA aula, a maneira mais eficiente de transmitir o conteúdo é ESTA. Imaginem como a troca de experiências entre professores ficaria facilitada. E como o material didático poderia ir sendo melhorado a partir do retorno dado pelos professores da rede.

2. Criação de um sistema duplo de ensino. Um, voltado para os alunos mais talentosos, com escolas-modelo de altíssimo nível, aproveitando a experiência exitosa das escolas militares. Uma escola dessas para cada grupo de 2 milhões de habitantes representaria um gasto relativamente modesto. Regime de internato, com bolsa de estudos, e educação no mesmo nível oferecido nas escolas particulares de elite. Um ingresso anual de cem alunos em cada escola modelo poria milhares de alunos carentes nos mais concorridos cursos das melhores universidades do país todos os anos. Sem quotas. Por mérito.

3. Para o restante, boas escolas técnicas antenadas com o mercado e as características regionais. Ou seja: centralização absoluta no núcleo de disciplinas básicas, com um currículo objetivo e simplificado, e descentralização no núcleo de disciplinas técnicas, aproveitando aí a experiência e até mesmo a estrutura das escolas do sistema S.

4. Três módulos anuais de três meses cada um, com um mês de férias entre os módulos. Quem não tirasse nota mínima, perderia as férias, sendo obrigado a fazer um curso de recuperação intensivo nas matérias em que foi reprovado. Se, ao final do ano, o aluno não obtiver aprovação, repete.

5. Sistema de bônus associado a um conjunto de metas adequado a cada escola. Exatamente nos moldes que a secretária está tentando implementar em São Paulo.

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Respostas a este tópico

Trouxe para cá esta colocação que estava lá no blog. E eu dizia:

João Vergílio, apesar do seu esforço, não dá para concordar com sua proposta. Apenas a quarta idéia me pareceu interessante mas, acredito, ela poderia ser viabilizada sem a quebra da tradição do período de férias regulares.

Sua proposta de dois sistemas (ou modelos, ou o nome que se queira dar) repete um debate antigo em educação, há muito superado pelo equívoco/discriminação que ele encerrava.

Concordo em acabar com a farra do livro didático. Até aí. O restante da proposta está prejudicada e o debate sobre este assunto também já avançou muito. Resumindo: vejo na tua proposta muito boa intenção mas muita coisa já superada no debate da educação no Brasil.
Taí, João Vergílio, deste seu post eu gostei. Nao adiantam "laivos" de filosofia ou sociologia -- como tb nao bastam tantas teorias educacionais até ótimas, mas nao correlacionadas com os problemas concretos das disciplinas concretas. Acho que se deve estudar Piaget ou Vigotski, mas tb, por ex., na minha área, os problemas específicos que interferem na alfabetização, ou princípios de textualidade.

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Maria Dirce e Salazar,

Sou plenamente favorável, é claro, a que os professores recebam a melhor formação possível. Nada contra aulas de sociologia e filosofia nos currículos, como matérias adicionais. O ideal, aliás, seria que todo estudante universitário fosse obrigado a eleger alguma matéria fora de seu currículo, dada em outra unidade. Se gostar de filosofia, que vá estudar filosofia direitinho, na faculdade correspondente, e não fazer mais um desses cursinhos generalistas em que na primeira aula se lê o Mito da Caverna de Platão como se fosse um texto de auto-ajuda, e na segunda aula já se passa aos parágrafos iniciais do Discurso do Método com uma leveza de fazer inveja às bailarinas do Bolshoi. Se é para estudar filosofia, que se estude direito. Eu, se fosse optar, acho que escolheria um bom curso de introdução à astronomia. Por que as pessoas pensam que a filosofia pode operar milagres?
Mas o problema aqui é outro. Mais uma vez, estamos nos esquecendo de que é preciso primeiro fazer direitinho o bolo, antes de lhe metermos as cerejas por cima. Precisamos, primeiro, estruturar direitinho o núcleo central dos cursos de formação de professores, dando maior objetividade ao currículo. Os cursos devem ter um sentido prático. Ensinar técnicas pedagógicas específicas. Quem vai dar aulas de matemática tem que dominar certas técnicas de ensino. Quem vai dar aulas de história tem que dominar outras. E muito estágio. Muito. Com supervisão efetiva, e participação efetiva nas atividades de classe.
Quando tivermos estruturado os cursos de licenciatura dessa forma, podemos até pensar em inserir aulas de filosofia no currículo. Mas, aí, que seja filosofia de verdade. Um semestre inteiro lendo um diálogo simples de Platão, por exemplo, com comentadores, e tudo mais. Três páginas por semana, no máximo, tentando entender cada palavrinha que está escrita no papel. Nada de textinhos soltos, nem de aulas meia-boca, que só rendem papinho de bar, e nada mais.
Temos que pôr os pés no chão, e começar a pensar em soluções efetivas. Práticas. Que mudem o Brasil. É disso que se trata.
João, você nao desenvolverá professores adequados nunca com esse tipo de enfoque. Se os próprios professores nao forem incentivados a pensar e compreender o que fazem, nada poderão fazer por seus alunos. Uma boa formação para professores nao é "treiná-los" a dar aula assim ou assado, é ajudá-los a compreender as dificuldades dos alunos e dos problemas que esses devem poder resolver, e a partir daí encontrar meios de ajudá-los a resolvê-los (isso do ponto de vista da disciplina a ser ensinada; há tb outros aspectos que interferem no ensino, e sobre os quais os professores deveriam ter um espaço para refletir).

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Sandra,

Há coisas que é necessário descentralizar. A formatação dos cursos técnicos, por exemplo, que passa pelas vocações econômicas regionais. Agora, no núcleo comum, dadas as condições atuais, descentralização significa apenas dispersão de recursos escassos. Veja o caso da Finlândia, que é sempre tomada como exemplo. A maior parte dos professores tem mestrado (bons mestrados, e não esse faz-de-conta que se espalhou como uma praga pelas particulares), todos os alunos têm condições de comprar os livros didáticos indicados pelo professor, as escolas são equipadíssimas, o contorno social do estudante é riquíssimo. Aí, você pode descentralizar. No Brasil é simplesmente uma loucura, Sandra. Considere o patamar de que estamos partindo. Precisamos oferecer cursos de reciclagem a um enorme contingente de professores num país pobre e de dimensões continentais. Imagine que todos utilizassem o mesmo material didático, e tivessem que seguir um mesmo programa de ensino. Você faz a reciclagem à distância de forma muito mais objetiva, eficiente. Os resultados aparecem logo na aula seguinte. Por que insistir numa idéia só pela sonoridade simpática que ela adquiriu? Na prática, ela não funciona.
A idéia dos ciclos trimestrais permite corrigir a rota do aluno antes que ele quebre a cara contra a parede no final do ano. É a progressão continuada, só que inscrita no interior do ano letivo, e não espraiada por um ciclo de quatro anos, quando já é tarde demais para se fazer qualquer coisa. Com ciclos trimestrais, a luz vermelha acende quando ainda há tempo de se apagar o incêndio, e a recuperação, durante o mês de férias, pode ser efetiva.
É claro que não se trata de selecionar crianças de seis anos com teste de QI. Os testes para ingresso teriam que ser feitos após os quatro primeiros anos de estudo. Corresponderiam mais ou menos aos antigos "exames de admissão" ao ginásio. Você não tem idade para se lembrar disso. Paravam a cidade toda. O Colégio do Estado de Sorocaba abria duas classes de trinta alunos cada uma, e todos concorriam. Temos que parar com essa aversão à idéia de seleção, Sandra. VAI HAVER SELEÇÃO, quer você e eu queiramos, quer não. O sistema atual exlui jovens pobres dos melhores cursos nas melhores universidades do país. Depois de fazer o estrago, damos umas "quotas" de brinde, para que os pobres possam fazer um curso de Serviço Social no Cafundó do Judas. Minha idéia é identificar os talentos precocemente e lhes dar todo o apoio necessário para que brilhem no futuro. O que há de tão errado nisso?

Abraço.

João
De novo eu, João. Fui aluna de uma "escola de excelência" dessas. Me ajudou muito. No meu ano eram mais de 4 mil candidatos para 70 vagas. Resultado: TODA a minha turma, eu disse TODA, era formada de crianças que até ali tinham sido primeiras alunas de turma. E, com exceção de 2, todas as outras de classe média, como eu. É uma coisa ótima para os que entram (se bem que tb tem aspectos ruins, mas isso seria uma discussão longa; só uns exemplinhos, análise sintática de Camões, muito conteúdo idiota, muita copiação de caderno); mas e os outros, devem ser desde os 11 anos destinados a peões?

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Sandra,

Há coisas que é necessário descentralizar. A formatação dos cursos técnicos, por exemplo, que passa pelas vocações econômicas regionais. Agora, no núcleo comum, dadas as condições atuais, descentralização significa apenas dispersão de recursos escassos. Veja o caso da Finlândia, que é sempre tomada como exemplo. A maior parte dos professores tem mestrado (bons mestrados, e não esse faz-de-conta que se espalhou como uma praga pelas particulares), todos os alunos têm condições de comprar os livros didáticos indicados pelo professor, as escolas são equipadíssimas, o contorno social do estudante é riquíssimo. Aí, você pode descentralizar. No Brasil é simplesmente uma loucura, Sandra. Considere o patamar de que estamos partindo. Precisamos oferecer cursos de reciclagem a um enorme contingente de professores num país pobre e de dimensões continentais. Imagine que todos utilizassem o mesmo material didático, e tivessem que seguir um mesmo programa de ensino. Você faz a reciclagem à distância de forma muito mais objetiva, eficiente. Os resultados aparecem logo na aula seguinte. Por que insistir numa idéia só pela sonoridade simpática que ela adquiriu? Na prática, ela não funciona.
A idéia dos ciclos trimestrais permite corrigir a rota do aluno antes que ele quebre a cara contra a parede no final do ano. É a progressão continuada, só que inscrita no interior do ano letivo, e não espraiada por um ciclo de quatro anos, quando já é tarde demais para se fazer qualquer coisa. Com ciclos trimestrais, a luz vermelha acende quando ainda há tempo de se apagar o incêndio, e a recuperação, durante o mês de férias, pode ser efetiva.
É claro que não se trata de selecionar crianças de seis anos com teste de QI. Os testes para ingresso teriam que ser feitos após os quatro primeiros anos de estudo. Corresponderiam mais ou menos aos antigos "exames de admissão" ao ginásio. Você não tem idade para se lembrar disso. Paravam a cidade toda. O Colégio do Estado de Sorocaba abria duas classes de trinta alunos cada uma, e todos concorriam. Temos que parar com essa aversão à idéia de seleção, Sandra. VAI HAVER SELEÇÃO, quer você e eu queiramos, quer não. O sistema atual exlui jovens pobres dos melhores cursos nas melhores universidades do país. Depois de fazer o estrago, damos umas "quotas" de brinde, para que os pobres possam fazer um curso de Serviço Social no Cafundó do Judas. Minha idéia é identificar os talentos precocemente e lhes dar todo o apoio necessário para que brilhem no futuro. O que há de tão errado nisso?

Abraço.

João
João, sua idéia de base é boa, mas essa história de uniformização nao. Nao precisa de ser o Civita. Que professores universitários, pedagogos, e, sobretudo, PROFESSORES MAIS EXPERIENTES, formem grupos de trabalho, criem VÁRIOS materiais, adequados a diferentes estilos de alunos e professores, e que os professores possam escolher, criticar, sugerir alterações, etc. Tudo estaria na rede, de graça, as escolas precisariam apenas de uma impressora, afinal, pelo menos esse nível mínimo de investimento é necessário... As equipes de supervisão teriam em seus computadores acesso ao material escolhido pelos professores, qual o problema? Ou você quer que eles estejam dando a mesma resposta para todos? Aí, nao só nao estará sendo deixado espaço nenhum para reflexao, como nao estará nem mesmo sendo considerado o fato de que diferentes professores terão diferentes questões... Ah, e detalhe: há mais de uma anarquista nesta comunidade, nao confunda as duas...

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Anarquista,

Ninguém está propondo que os professores deixem de pensar e de compreender aquilo que fazem, até porque isso seria impossível. Seres humanos estão condenados a pensar e a tentar compreender aquilo que fazem. Foi assim que ganhamos a luta evolutiva há muitos milênios. O que estou propondo é apenas que tenhamos a possibilidade de racionalizar ao máximo o trabalho de reciclagem e de suporte aos professores. Que seja possível, por exemplo, ter uma mesma equipe de suporte dando assistência a professores que estão em pontos diferentes do território. E que esse suporte seja efetivo, pontual. Que resolva problemas concretos, do dia-a-dia, e não se perca em generalidades. Você já viu o quanto o Governo Federal despeja de dinheiro anualmente nas editoras? É um absurdo que isso aconteça num país pobre como o nosso. Seria muito mais racional termos um material único, com a chancela do Governo Federal, distribuído gratuitamente em todo o país. O feed-back dos professores da rede iria permitindo que, aos poucos, esse material fosse ficando cada vez melhor, mais bem elaborado. Cada vez que vocês levantam a bandeira da descentralização, o Victor Civita dá um pulinho de contentamento. Chega de dar dinheiro de bandeja para essa turma, poxa.
Anarquista, sua visão do assunto é muito semelhante à minha. Devo dizer que é muito bom ver alguém com posições parecidas.
Levamos para as salas de aulas muito daquilo que somos, muito de nossa formação básica.
Posso estar muito enganado em minhas convicções mas penso uma educação mais humana e menos técnica. Penso na valorização do indivíduo, respeitando suas fragilidades e enaltecendo suas qualidades. Professores com humildade suficiente para entender que aquele aluno com deficiências merece toda atenção para que ele venha a se integrar com os mais avançados.
Tenho 15 anos de sala de aula no ensino técnico e nunca recebí uma avaliação negativa de meus alunos.
Motivos?
1- Humildade para entender que devo ajudar os alunos a superarem suas deficiências mediante uma escalada rumo ao alto de sua auto-estima.
2-Empatia para ver nesse aluno aquele que fui um dia e que teve suas deficiência também.
3- "Seduzir" o aluno com as práticas referentes aos conteúdos teóricos.
4- Capacidade de mostrar ao aluno as aplicações do aprendizado em seu dia-a-dia.
Não sou dono fluência textual da maioria dos comentaristas, principalmente devido à minha principal característica que é a simplicidade ao me expressar. Tenho idéias para aplicação em educação. Talvez não as saiba expressar de forma erudita o suficiente para agradar pessoas que destinam verbas, mas continuo achando que a integração de tecnologias multimídia, professores e alunos poderia gerar um crescimento pessoal e institucional muito grande.
Mas, ja tentei aprovar meu humilde projeto em várias instituições e nunca consegui.
Para encerrar eu acredito que o professor deve ser valorizado em todos os sentidos para que o aluno possa ser igualmente valorizado.
Há 15 anos vejo os alunos receberem melhores salários que seus professores com poucos anos de trabalho.
Em minha opinião bônus é um band-aid para curar fratura exposta. E é um bônus, jamais será um salário ou fará parte do mesmo. Suas futuras aposentadorias que o digam.
É, acho que do debate nasce luz. Ainda nao concordo muito com esse modelo, mas com essas restrições que você coloca nesse seu post, a coisa melhora um pouco. Porém a idéia teria que ser estender esse nível cada vez mais, até atingir a rede como um todo, e nao ficar nessa de "para os mais talentosos". Porque esses mais talentosos já sao mais privilegiados, João, isso já foi mais que provado. Nao necessariamente privilégio só econômico, mas um grau de letramento maior dos pais, famílias menos desestruturadas, maior apoio familiar, etc.

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Assim, disponibilizando na rede, tudo bem. O importante é acabar a farra atual e introduzir a possibilidade de acompanhamento online em escala nacional.
Quanto à questão das escolas-modelo, eu não estou propondo a volta ao modelo do antigo ginásio. Só citei como exemplo, para evidenciar que exames desse tipo são perfeitamente possíveis. O exame seria restrito a alunos da rede pública. A classe média que pague bons colégios para seus filhos e impostos para o Governo fazer a redistribuição.
Hoje em dia, TODOS os alunos carentes são selecionados para serem peões. A seleção vai haver, de uma forma ou de outra. O vestibular serve para isso, mesmo. O problema é como equilibrarmos um pouco mais o jogo, criando mecanismos de mobilidade efetivos para quem nasce na favela.
Acho que você devia apresentar seu projeto aqui. Pelo menos você está imerso na prática, tem resultados. Se eu fosse você nao me preocuparia muito com a falta de "grandes discursos" e de erudição teórica. Aliás, quer saber? Cultura humanista é importante. Mas cultura científico-matemática tb é, mesmo para a formação do raciocínio crítico, cidadania, etc. Sou lingüista e, no desenvolvimento dos meus estudos, sofro com a grande dificuldade de ter feito Normal, onde nao se aprendia quase nada de Matemática e Ciências. Hoje me interesso por Neurociência, e nao tenho base para entender certos assuntos. Sou obrigada às vezes a fazer como fazia em criança, em que lia certos livros, como o Viagem ao Céu de Lobato, e pulava todos os trechos em que ele queria ensinar demais no meio da história. Agora pulo as equações, sou obrigada a acreditar que os autores estao fazendo bom uso delas.


Lacyr said:
Anarquista, sua visão do assunto é muito semelhante à minha. Devo dizer que é muito bom ver alguém com posições parecidas.
Levamos para as salas de aulas muito daquilo que somos, muito de nossa formação básica.
Posso estar muito enganado em minhas convicções mas penso uma educação mais humana e menos técnica. Penso na valorização do indivíduo, respeitando suas fragilidades e enaltecendo suas qualidades. Professores com humildade suficiente para entender que aquele aluno com deficiências merece toda atenção para que ele venha a se integrar com os mais avançados.
Tenho 15 anos de sala de aula no ensino técnico e nunca recebí uma avaliação negativa de meus alunos.
Motivos?
1- Humildade para entender que devo ajudar os alunos a superarem suas deficiências mediante uma escalada rumo ao alto de sua auto-estima.
2-Empatia para ver nesse aluno aquele que fui um dia e que teve suas deficiência também.
3- "Seduzir" o aluno com as práticas referentes aos conteúdos teóricos.
4- Capacidade de mostrar ao aluno as aplicações do aprendizado em seu dia-a-dia.
Não sou dono fluência textual da maioria dos comentaristas, principalmente devido à minha principal característica que é a simplicidade ao me expressar. Tenho idéias para aplicação em educação. Talvez não as saiba expressar de forma erudita o suficiente para agradar pessoas que destinam verbas, mas continuo achando que a integração de tecnologias multimídia, professores e alunos poderia gerar um crescimento pessoal e institucional muito grande.
Mas, ja tentei aprovar meu humilde projeto em várias instituições e nunca consegui.
Para encerrar eu acredito que o professor deve ser valorizado em todos os sentidos para que o aluno possa ser igualmente valorizado.
Há 15 anos vejo os alunos receberem melhores salários que seus professores com poucos anos de trabalho.
Em minha opinião bônus é um band-aid para curar fratura exposta. E é um bônus, jamais será um salário ou fará parte do mesmo. Suas futuras aposentadorias que o digam.
Referia-me ao nível secundário. Formar/informar cérebros preparados para o exercício do pensamento nas suas formas mais amplas. Filosofia LEIGA básica e para os alunos.
Obviamente, pressupõe a capacitação dos professores.

Maria Dirce said:
Pedro Salazar said:
Reincorporação de disciplinas Humanísticas, pelo menos, no currículo dos professores (filosofia e sociologia, por exemplos)
Nietzsche: "Não há nada que o estado deva temer mais do que a filosofia". Referia-se ao absurdo (na opinião do filósofo) da filosofia ser "patrocinada" pelo estado. - ATENÇÃO: Citação de memória, próxima na letra e fiel no espírito.

Analogia exagerada para a compreensão:

MUSCULAÇÃO: Aumento da capacidade muscular.

FILOSOFIA: Aumento da capacidade cerebral (sinápses).

Não acho produtivo ignorar que aqui tratamos, na verdade, de dois aspectos do mesmo tema.

1- Medidas de curto prazo ou imediatas.
2- Elaboração de estruturas de médio e longo prazo.

Abraços fraternais a todos
A forma teatral da trajetória de Sócrates, pode ser mais eficaz na preparação da leitura de Platão do que ir direto para um Fedon (embora a leitura de Platão seja agradável).

No processo educativo, experiencei, que, quando as emoções e o riso compõem o processo de transimssão da informação, a ""encerebração"" é mais eficiente. Desculpe a licença (ou violação) do vocabulário.
João Virgílio.
Concordo com o "arroz com feijão", mas o gosto e o hábito da leitura pode advir das emoções geradas na referida "pecinha"

Pedro Salazar said:
Uma pecinha de teatro com o 'mito' do oráculo de apolo proclamando quem era o mais sábio da grécia; o raciocínio de Socrates decorrente da honestidade intelectual em conflito com a crença no oráculo; sua decisão "Sei que nada sei" e uns diálogos encenados tendo a estrutura da maiêutica embutida.
O problema: a idade ideal para o ingresso na disciplina.

OBS: Todas as minhas considerações são voltadas para o ensino médio. Deixo a outros mais capacitados a discussão do nível superior.

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Tudo bem, Salazar... Mas não vamos nos esquecer do principal: o feijão com arroz. Sem desenvolver habilidades básicas de leitura, pôr um aluno diante de um texto de Platão seria tão contraproducente quanto pôr um iniciante diante de uma partitura que esteja acima de suas capacidades e dizer - "Não importa que pareça difícil. Vá tentando, que você consegue." É um método que só funciona com gênios. Com pessoas normais, como eu e você, é um desastre. Melhor fazer o aluno treinar algumas escalas antes.

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