Alexandre,

Sou seu colega de ramo já há 29 anos.
Não dá para ter uma idéia precisa de como seremos afetados e quais os reflexos no mercado imobliário brasileiro causados pela crise estaduniense.
Hoje de manhã estava otimista, agora de tarde já estou preocupado, face as notícias da bolsa e do dolar.
Em princípio acho que não seremos muito afetados, a não ser que haja uma quebradeira generalizada da economia. Aí, vamos ladeira abaixo e de roldão com o resto da economia.
Mas o mercado imobiliário está super aquecido. Não exportamos nem importamos casas. É o ramo genuinamente nacional e também aquele que mais emprega.
Perceba, então, como somos importantes para a economia do Brasil. Existe uma demanda não atendida de habitação de 7 milhões de unidades (não tenho certeza destes números).
O governo evidentemente sabe disso, tanto é que a CEF abriu as torneiras do crédito imobiliário e tomou medidas há muito tempo pleiteadas pelos nossos orgãos de classe, na facilitação das regras para a tomada do financiamento. Nada a ver com irresponsabilidade estaduniense, na farra do boi dos créditos "podres".
Como voce sabe o preço dos materiais básicos disparou. O ferro subiu 40% neste ano. O cimento 70%, e ainda sumiu das prateleiras. Areia, pedras, tijolos também sumiram muito (menos do que ferro e cimento). A mão de obra está (com justiça)supervalorizada e escassa. Já os materiais de acabamento, devido a grande concorrência no setor, vem tendo pouco aumento de preço.
Resumindo, Alexandre, acho que até uma pisada no freio no mercado imobiliário nacional é muito bem vinda, para a estabilização dos preços dos materiais, que, claro, são repassados aos preços.

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Caro Francisco: concordo com você. Desde que não seja muito 'violento', uma pisada no freio agora até que vem bem........
A propósito - vc trabalha em que parte da cadeia do segmento ?
abs !
Alexandre

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