A crise dos mísseis em Cuba

Fotografia do departamento de defesa americano mostra a base de mísseis soviéticos em Cuba

Fotografia do departamento de defesa americano mostra a base de mísseis soviéticos em Cuba

 

Reproduzo hoje trecho do livro Os Grandes Líderes: Fidel Castro. Esta parte do livro trata do episódio mais tenso da Guerra Fria: A Crise dos Mísseis, ocasionada pela instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, apontados para os Estados Unidos. Segundo o governo soviético, os mísseis eram uma retaliação aos mísseis nucleares americanos instalados na Turquia cujo alvo seria a União Soviética. Este conflito geopolítico poderia ter dado início a uma guerra nuclear.

 

A CRISE DOS MÍSSEIS

por John J. Vail

A Revolução Cubana lançou uma grande sombra sobre a política norte-americana. Cuba tornou-se o tema central da eleição presidencial de 1960. O candidato democrata John F. Kennedy, que Castro chamara de um "milionário analfabeto e ignorante", acusou a administração Eisenhower de permitir que uma "ameaça comunista" se instalasse no hemisfério ocidental. "Devemos deixar clara nossa intenção de fazer cumprir a Doutrina Monroe", disse Kennedy. "Não ficaremos satisfeitos enquanto a democracia não for restabelecida em Cuba. As forças que lutam pela liberdade no exílio e nas montanhas de Cuba devem ser apoiadas e auxiliadas:' O vice-presidente Richard Nixon, adversário republicano de Kennedy, queria manter secretos os planos de invasão de Cuba. No entanto, quando a campanha começou a esquentar, os dois candidatos pediam ruidosamente ajuda para as forças anticastristas.

Em outubro, Eisenhower suspendeu todas as exportações dos Estados Unidos para Cuba. Fidel Castro, por sua vez; confiscou as companhias norte-americanas que restavam no território cubano. Convencido de que os Estados Unidos invadiriam Cuba antes que Eisenhower deixasse o cargo, em 21 de janeiro, Castro quase ordenou aos membros do corpo de funcionários da embaixada norte-americana que deixassem Cuba. No dia 3 de janeiro de 1961, os Estados Unidos cortaram as relações diplomáticas com Cuba.

Castro advertiu os Estados Unidos de que uma invasão significaria uma luta até a morte e, paralelamente, intensificou o treinamento de milícias. "Armaremos até os gatos", pilheriou ele, "se pudermos ensiná-Ios como segurar uma arma."

Pouco depois de sua eleição, em novembro, Kennedy havia sido informado dos planos secretos de invasão. Nos primeiros dias de sua administração, ainda estava bastante indeciso quanto a ir adiante com o projeto. O novo presidente temia que, bem ou mal sucedida, uma Intervenção militar em Cuba resultasse num revés político e moral para os Estados Unidos na América Latina e no Terceiro Mundo.

Contudo, a nova administração norte-americana, incluindo os secretários de Estado e da Defesa, Dean Rusk e Robert McNamara, apoiava a invasão, e o chefe da ClA, Allen Dulles, garantiu ao presidente Kennedy que ela seria recebida com um levante popular contra Castro. Kennedy estava encurralado por sua própria retórica linhadura usada durante a campanha presidencial. Cancelar uma invasão que ele endossara de todo o coração seria expor seu governo a severas críticas do Congresso e da imprensa. Com todos esses fatores em mente, Kennedy ordenou à ClA que continuasse os preparativos para a invasão.


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/A-Crise-dos-Msseis-em-Cuba/blog.htm

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