A favor da pena de morte, do aborto e descriminalização das drogas.

Em geral somos muito hipócritas quando afirmamos o contrário.

Para começar, a pena de morte, somos contra até nos depararmos com um assassino contumaz ou sofrermos algum ato grave de criminalidade.

Para que prender por anos a fio um criminoso ou assassino irrecuperável ( sim, porque nossas prisões não recuperam ninguém) e ainda gastarem-se recursos públicos para tal, sendo que seriam muito mais bem empregados se gastos na educação do povo ou na saúde. 

Quanto ao aborto, repito o que já escrevi por aqui; Deveria haver uma lei obrigando a todos que são contra o aborto a adotarem todas as crianças que seriam abortadas. E novamente, somos contra até nos depararmos com um caso real e próximo.

Porque ou o governo libera o aborto para evitar milhares de mortes pelos "clandestinos" ou impeça todos os cidadãos que não tem condições de criarem e educarem uma criança de terem relações sexuais ( o que é impossível). 

Vamos as drogas, é uma grande imbecilidade imaginar-se que proibindo um ato prazeroso, este irá diminuir.

E qual alegação ?

Que faz mal à saúde, que pode destruir famílias, que pode provocar violência e criminalidade ?

Ora, primeiro que se dê educação e informação a todos da sociedade.

E depois que se puna exemplarmente os violentos e criminosos.

Em relação à saúde, todos devemos ter plena liberdade de se destruir caso assim desejemos.

Quanto a "destruição familiar", o estado deve simplesmente colocar psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde além de clinicas á disposição da população para tratamento dos viciados. 

Exibições: 1308

Responder esta

Respostas a este tópico

Stella Maris

Como a mulher ainda não é capaz da autofecundação, a gravidez, e o destino a ser dado ao nascituro, é algo a ser decidido a dois: pela mãe/gravida e pelo pai. Nesse caso - gravidez - a mulher não é dona de seu próprio corpo. 

//// É preciso começar a   desconstruir, a partir da própria tradição cristã, as bases culturais e teológicas que impedem as pessoas, especialmente as mulheres, de viver a sexualidade e a reprodução com autonomia e liberdade.////

A tradição cristã ou bases culturais ou teológicas não impedem ninguém de viver sua sexualidade ou usufruir de autonomia e liberdade na reprodução. As pessoas são livres e, sobretudo, exercem seu direito de plena liberdade sexual.

Aborto não é reprodução. Interromper a gravidez é a terceirização e responsabilização, por toda uma sociedade, de um engano/deslize cometido a dois. Com ônus financeiro para todos, em especial, de todo um sistema de saúde [SUS] que tem problemas muito mais sérios.  Há mazelas que atingem o bem estar e saúde das mulheres no Brasil que são muito mais graves e, não raro, exigem soluções emergenciais. Câncer do colo do útero, por exemplo.

///.... No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero são elevadas, constituindo-se em um grave problema de Saúde Pública. A série histórica divulgada pelo Ministério da Saúde contempla dados que vão de 1979 a 2005. Nesse período as taxas de mortalidade ajustadas por idade passaram de 4,97 para 5,29 por 100.000 mulheres, o que representa um incremento de 6,4% em 26 anos.Certamente, há muitos fatores que contribuem para esse cenário, mas três aspectos podem ajudar a compreender melhor o problema e merecem destaque: a cobertura do exame Papanicolaou, seu desempenho e o estadiamento no qual os casos são diagnosticados....///

 

http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v30n5/a02v30n5.pdf

 

A coisa do aborto é, antes de tudo, uma questão de responsabilidade, da mulher, com seu próprio corpo; e não a permuta desse encargo com o Estado.  

 

O SUS tem problemas mais sérios que a morte de milhares de mulheres por abortos clandestinos? Só mulheres pobres, porque as outras fazem em clínicas. Ora, ora. Queria ver se fosse filha sua que estivesse grávida nessas circunstâncias e precisasse recorrer a um aborteiro de esquina. Mais um cara que tem a cabeça feita pela religiao, e que quer impor seus valores religiosos a todos.  

"Nesse caso - gravidez - a mulher não é dona de seu próprio corpo".

Existe por acaso situação, em que o homem defenda que não seja dono do seu próprio corpo? Se existisse defensores do alheamento do corpo masculino, como você é do corpo feminino, eles amanheceriam pendurados pelas tripas nos postes das esquinas.

"A tradição cristã ou bases culturais ou teológicas não impedem ninguém de viver sua sexualidade ou usufruir de autonomia e liberdade na reprodução. As pessoas são livres e, sobretudo, exercem seu direito de plena liberdade sexual".


As tradições e as bases culturais e teológicas dos credos monoteístas, sobre a sexualidade, estão expressas na interpretação cotidiana do nono mandamento, o único, entre os dez ditos de origem direta da palavra divina, a abordar tema da sexualidade. Diz lá o mandamento para não cobiçar a mulher do próximo. Supõe-se que o cobiçador levaria toda culpa no cartório, pois cobiçar mulher seria próprio dele, não delas. Mas, perguntando e já respondendo, quem são mesmo as apedrejadas ao longo da história? A moral sexual dos monoteístas é uma moral de hipócritas.

"Aborto não é reprodução".

Não, pedro bó, aborto é interrupção da reprodução.

"... de um engano/deslize cometido a dois".

Isto mostra bem como funciona sua moral sexual: "As pessoas são livres e, sobretudo, exercem seu direito de plena liberdade sexual", mas o ato sexual pode ser entendido como "engano/deslize".

"A coisa do aborto é, antes de tudo, uma questão de responsabilidade, da mulher, com seu próprio corpo... "

Então as mulheres não podem tratar do seu corpo no sistema PÚBLICO de saúde? Aqui eu paro para vomitar...

Anarquista 

Um dos fatores de risco para o câncer de colo de útero é a infecção pelo vírus do Papiloma humano.

 ///... Atualmente, a teoria mais aceita para a explicação do aparecimento do câncer do colo do útero repousa na transmissão sexual. Desde 1992, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a persistência da infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) em altas cargas virais representa o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença./// 

 

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/falando_cancer_colo_...

 

Doenças sexualmente transmissíveis [dentre elas o vírus HIV] ocorrem quando não se usa camisinha. Ou seja, gravidez indesejada, grosso modo, só revela, com efeito, a desatino e falta de respeito, com o próprio corpo, que a mulher tem.  

 

O aborto seria apenas a desfecho de uma insensatez que começou, lá atrás, ao se olvidar as precauções para um sexo seguro. E no final do enredo o SUS [e todos os contribuintes] arca com o ônus de “consertar” a besteira.

 

Entao deixa essas desatinadas morrerem... Tem cada um que né por nada nao... 

Olha, eu fiquei com uma dificuldade danada de entender este título aí. Fiquei pensando, pensando se a pontuação estaria certinha. Ou se seria, quem sabe, algo a ser pontuado por exemplo assim: A favor. Da pena de morte? Do aborto! E descriminalização das drogas..... Mas não, a pontuação foi clara: um mais um e mais um  é igual a três. Três “a favores”.

Depois pensei mais, li os colegas, especialmente o Dr Mayo e me pus a ruminar: Será que o autor do post acha que, mutatis mutandis, a contracepção responsável está para o aborto como o aborto está para pena de morte? Ou dizendo de outro modo: antes prevenir do que remediar? Quando insistia em me convencer de que não podia ser isto, depois de ler algumas vezes o tópico, eis que o próprio  Gabriel me esclarece alhures:

“Coloquei esses 3 assuntos em pauta porque são interligados, aborto, drogas e criminalidade. Certamente se fizessem uma pesquisa iriam constatar que em geral, o feto que não foi abortado, passa a ser uma criança indesejada, adolescente drogado e violento e não raro se transforma num adulto criminoso”.

Agora deu pra entender, embora não ousaria dizer que fez sentido.

Se de um lado, a leitura do  Dr Mayo do “antes prevenir do que remediar, é feita insistindo na importância da divulgação do conhecimento e acesso a métodos contraceptivos para,  segundo ele assim começar  “pela pressão social impondo às autoridades (...)  não só o acesso aos meios de prevenção, em sua totalidade, pelas populações economicamente desfavorecidas, como campanhas verdadeiramente educativas, e não meros posicionamentos pseudo-ideológicos(...)

De outro lado, uma outra interpretação do antes prevenir do que remediar, a nos sugerir que o aborto de hoje evita, com vantagens, o uso da pena de morte amanhã. Pena, à qual também se coloca favorável. Pelo menos é o que depreendi das palavras literais do colega Gabriel que clama seja dado todo apoio às mulheres, não é mesmo? Afinal, “trata-se de um assunto estritamente feminino” e...., pergunta de alta indagação feita pelo Gabriel:  “como foi o nascimento, o desenvolvimento e a educação desses milhares de criminosos violentos e assassinos contumaz(es) dos quais temos tanto medo?”

Olha, medo mesmo eu tenho é quando há tamanho descompasso e disparidade  entre  intenção e  gesto. De qualquer forma, Gabriel, te deixo uma dica que vai adorar, se é que não leu ainda. Você não está sozinho. Leia Freakonomics de Levitt (já deixei na página para encomenda e tá até bem em conta).

http://www.estantevirtual.com.br/seboprincesaizabel/Steven-D-Levitt...

Vai se identificar bastante. Aborto como forma de “ método para higiene social”? Eu, sinceramente,  declino e passo. Passo e fico com estas duas delícias.

 

Tava me incomodando o silêncio sobre a parte relativa à pena de morte, mas sem ânimo para iniciar o assunto. Assino em baixo do que você diz aí. 

A "o silêncio sobre a parte relativa à pena de morte?" Parte? Que parte? Lembrou-me agora estes versos de Gregório de Matos que, por tanto repetir em toda parte, aqui e alhures já decorei:

 "O todo sem a parte não é todo,

A parte sem o todo não é parte.

Mas se a parte o faz todo, sendo parte,

Não se diga que é parte, sendo todo"

 

Pô, que viagem! Enfiar as relaçoes parte-todo nisso... O tópico se referia a 3 coisas; uma delas nao mereceu comentários. Só isso. 

Prezada Emilia

Me é claro e lógico que ninguém que tenha bom senso e um mínimo de racionalidade diria a besteira de se utilizar do aborto como método para uma "higienização social" e nem pretendi dar a entender tal idiotice.

Simplesmente fiz a constatação que me parece óbvia, de que um filho rejeitado, mal amado e mal educado possivelmente será um adulto problemático, quiçá violento, viciado em drogas e criminoso. Um ser que terá uma vida sofrível e causará sofrimentos a outros e este seria um dos motivos pelos quais apoio o aborto desejado.

 

Gabriel, bom dia e olá, como vai?  Não pretendia voltar mais a este tópico, no entanto, voltei porque quero  responder-lhe. (veja, disse quero, não me sinto nunca absolutamente obrigada a responder a tudo que me falam aqui ou alhures. Mas, neste caso, especialmente sendo a primeira vez que nos esbarramos eu quero).

Não me parece "tão claro e nem tão lógico", uma vez que, voluntária ou involutariamente foi exatamente o que você fez. E você não deu a entender, você falou, com todas as letras, não vou me repetir neste sentido.

Você me lembrou os meus meninos em dia de entrega de prova. Eu pergunto uma coisa, eles dizem sim ou não, contra ou favor, justificam "desdizendo" o que falaram e reclamam de terem levado zero. Queriam metade da questão, porque, afinal, o sim estava correto. Não, eu lhes explico. Não é possível deixar de fulminar a lógica na presença de dois raciocínios contraditórios. Por isto também coloquei os versinhos de Gregório. Há situações em que não se separa o todo da parte, questão puramente lógica também. Esta lição deve estar em algum livrinho de lógica formal, no mesmo que tem o tal do homem de palha - o que não é o Visconde. Mas a lógica formal, embora clássica, é no mundo de hoje a mais pobrezinha de todas, como instrumento do meu trabalho, p ex, mal dá pra ser usada na presença de vícios de forma, como o próprio nome está dizendo, vícios de forma insanáveis.

Meu foco são outras lógicas, a argumentativa em destaque. E aí você me dá a oportunidade de falar algo que, em minha vida, tem sido muito importante. A própria estrutura do seu título já me chamou a atenção. Depois que se entra nos "enta" a gente compreende, ou pelo menos deveria, que não é prudente sermos contra ou a favor de nada, incondicionalmente, como juízo indiscutível. Eu, no máximo digo que em princípio sou a favor ou contra. Sempre um começo de conversa, nada mais que um começo. Depois quando vejo no título três temas distintos, você a favor dos três, sendo que o ideário que me norteia, o ideário de esquerda é, em princípio e por princípio  contra a pena de morte, meu sinal vermelho já acende. Quando você diz que são temas "intimamente relacionados" a luzinha vermelha, já acesa, começa a piscar, rodar e gritar  feito sinal de ambulância. Talvez nos vejamos de novo em tópicos outros, onde você proponha os três temas de forma independente. Discutir as partes, neste todo que você construiu, prá mim, não há como. Enfim, nem tudo é tão claro, nem tudo é tão lógico, o mundo é uma grande torre de babel. Um dia bom pra ti por aí, onde estiver.

Vamos devagar, mas avançamos:

"O SUS distribuirá preservativos femininos"

Saudações

RSS

Publicidade

© 2022   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço