A proteção da justiça e o show da manhã - Nada de novo no front

Acordo melado e ordem judicial sendo cumprida.

PM+prefeitura de São Paulo+governo do estado de São Paulo+poder judiciário+empresa privada contra 800 famílias; 2000 elementos perigosos nas barricadas, armados de pedras e paus contra bombas de efeito moral (moral?!), gás lacrimogêneo, mangueiras d´agua, escudos e fuzis.
Jogo equilibrado, hein? Assim que deve ser...
Acampamento Olga Benário em Capão Redondo, em garagem desativada há 10 anos da Viação Campo Limpo.

Mas, segundo a midia escrita, o ambiente dentro dos bares melhorou com a lei antitabagista (o ambiente nos bares na Alemanha também havia melhorado com a lei antissemita, segundo os alemães da época); chuva atrapalha festa no Ibirapuera; Rubinho herói da Pátria, dona Lina diz que dona Dilma diz que o motorista diz...

TV’s mostram no showzinho da manhã, entre acidentes, cataclismos climáticos, congestionamentos, variedades e receitas culinárias. Distração enquanto se toma um café na padoca. Se der "sorte", surgem uns cadáveres pra turbinar audiência.

Com tantos fatos relevantes, cadê espaço pra detalhar, ou tão somente noticiar, casos insignificantes?

Diante disso, ainda bem que existe o recorta-cola.


(SP) Aumenta pressão no Olga Benário à véspera do despejo
Por Moradia 23/08/2009 às 22:13


A PM determinou, para a ação de amanhã, o não funcionamento do comércio local e a suspensão das aulas nas três escolas vizinhas ao acampamento


As 800 famílias que vivem no acampamento Olga Benário, coordenado pelo Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Fommaesp), da Frente de Luta por Moradia (FLM), resistem à ameaça de reintegração de posse marcada para amanhã (24/8).

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), em conjunto com a COHAB (Companhia Metropolitana de Habitação), garantiu à coordenação do movimento o atendimento habitacional emergencial. Mas o processo de reintegração não foi revertido e as famílias não possuem outra perspectiva a não ser enfrentar o despejo forçado.

A Polícia Militar determinou, para a ação de amanhã, o não funcionamento do comércio local, suspensão das aulas nas três escolas (as municipais Dolores Duran e Maria Rita Lima de Cássia e a estadual Davi Inácio) vizinhas ao acampamento. Além disso, as duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) que ficam na região, a UBS Parque do Engenho e a UBS Jardim Macedônia, receberam determinação da polícia para que não atendam famílias do Olga Benário.

O clima no acampamento neste domingo foi tenso, com a presença ostensiva da Polícia Militar, que fez rondas periódicas no interior do acampamento.

A coordenação do movimento reivindica o adiamento do despejo até que a verba emergencial chegue às famílias. Mas até agora não houve manifestação favorável da Justiça.

Leia na íntegra carta aberta do Fommaesp dirigida aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário:

NÃO AO DESPEJO NO OLGA BENÁRIO

CARTA AOS PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO

O Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Fommaesp), da Frente de Luta por Moradia (FLM), resiste há dois anos na ocupação Olga Benário, localizada em um terreno de 14 mil metros quadrados no extremo da Zona Sul de São Paulo. São 800 famílias que vivem na pobreza e encontraram na luta política a forma de fazer valer o direito fundamental do ser Humano à uma moradia digna.

Mas as famílias estão ameaçadas. O Judiciário concedeu liminar de reintegração de posse ao proprietário, que deve ser cumprida dia 24 de agosto. Todos os recursos jurídicos foram empenhados pelo movimento, com a ajuda da Defensoria Pública de São Paulo, para que a função social da terra fosse cumprida. Mas mais uma vez a história se repete no Brasil e o ganho no campo Jurídico foi dado aos mantenedores de terras ociosas, que visam à especulação imobiliária e, por conseqüência, reproduzem as desigualdades sociais.

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), em conjunto com a COHAB (Companhia Metropolitana de Habitação), garantiu à coordenação do movimento o atendimento habitacional emergencial. Mas o processo de reintegração não foi revertido e resta às famílias a rua como moradia.

O movimento reivindica o adiamento do despejo até que o atendimento, prometido pelo poder público, seja cumprido.

O terreno ocupado é de propriedade da Viação Campo Limpo, vazio há 20 anos. Possui dívidas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco América do Sul que ultrapassam R$ 7 milhões.


Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo
(Fommaesp)

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Respostas a este tópico

Sabe meu caro Zé,

Aqui não tenho problema, durmo de porta aberta e com a chave do carro no contato, um funcionário público municipal me pediu uma pequena chácara pra morar e assim o fiz, passado algum tempo ele achou que era o dono, lhe passeia a escritura gratuitamente, comprei outra, ele vendeu a que ganhou, e pedi para o prefeito arranjar uma outra casa pra ele, o prefeito mandou fazer. Depois de um tempo ele faleceu, a esposa vendeu a casa e foi morar com um filho que paga aluguel.

Aqui o governador do estado desapropriou uma área e doou 20 Ha para cada família, num total de sessenta e três família, hoje a área tem três donos e o resto está de volta pra cidade ou debaixo de lonas em beira de estrada esperando que o Incra desaproprie outra propriedade.

E como estes, conheço vários outros fatos semelhantes aqui no estado e em outros por esse mundão afora, todos eles esperando e se agarrando a teoria do me dá, mas como a póvora é gratuita não importa a distância que está a caça, mesmo porque se não acertá-la vem o sacolão do governo.

Conheço pessoas que o pai possuia de dez a doze mil cabeça de gado no pasto, a fazenda foi dividia em onze, hoje nenhuma é da familia e o caixão que enterrou o pai foi dado pela prefeitura.

É muito fácil pousar de pobre coitado e servir para politiqueiros e burocrata do ar condicionado fazer a apologia da miséria, o duro são os fatos e o dia dia disso tudo, principalmente dos que sem saber como resolver os problemas, encarna a ideologia da moda e resolve tudo na caneta. Pelo menos o barbudo dizia para os intelectuais/filósofos parar de observar o mundo e transformá-lo, mesmo ele mesmo não se dispondo a isso.

Sinceramente, meu caro Ze, não acredito na teoria do me dá, sou mais o deixe-me fazer, sem transgredir e claro ralando muito. Porque pra mim existe dois tipo importante de capitais em potencial o dinheiro e o trabalho os dois melhoram a vida das pessoas, mas tem um porem, é preciso saber usá-los, do contrário o estado de pobreza estará sempre presente.

Falou, mestre Zé....
Pára Nunes, Nunes pára.
Citar distorções vale quando se analisa o geral, e não estás tendo visão do geral. Hobbes ainda vale? Não fala assim do barbudo. Pode nem concordar com ele, mas o doidão levou vida miseravel, amigão, escrevendo, analisando, lendo, aprendendo idiomas, montando jornal, organizações políticas, Internacionais, lutando contra idealistas, reformistas, anarquistas e positivistas. Tudo sentado em cima de furúnculos, sofrendo de úlceras, asma, passando necessidade material, fome, perda de filhos, crises de depressão e acessos de ira. Podia ter sido intelectual aclamado, celebrado por universidades e midia burguesa da época. Trocou tudo pela batalha solitária, hostilizada, ingrata de demonstrar a perversidade econômica-política, social e filosófica do capitalismo que veio na instauração da Revolução Industrial, malhando no quente, criando o novo a partir da ciência e da imaginação humana. Dar duro não é só cuidar de fazendas, suar na lavoura ou rebocar parede.
Tudo bem, o barbudo, nenhum deles, precisa de advogado. Nem, por sinal, os militantes de movimentos populares.
Mas o que precisas é diversificar suas leituras, seu pré-socialista. Deixa de lado um pouco Gramsci, Smith, Maynards, Mainardis e Starbruks pra ler umas coisinhas aqui. Ao Nunes com carinho, quaquá!!!
Pensa que ninguem dali nasceu em Saturno. Vivem no planeta Terra, numa sociedade cooptadora, criadora de necessidades artificiais. Sociedade capitalista-burguesa não é chavão, pecuarista, é dominação cultural. Queria que o cara não fosse afeito a tentações? O cara não vê TV, não conversa no boteco? Não fica atrás de muié?
Distorções existem, e daí porque há que organizar, prevenir, fiscalizar, conscientizar, política e culturalmente. Quem disse que é facil?
Dá uma lida, Nunes, não é como pensas. Por isso os caras dão uma importância filha da mãe à formação política. Não tem essa de politico ou oportunista no estribo do bonde (até tem, mas como lá não tem ar condicionado nem sofa estofado, o buraco é bem mais embaixo).
Saludos, ufa!, cecita cansou.

(Cartilha do MTST, mas não é o único movimento, há muitos e diversos)
http://www.mtst.info/files/mtst/CartilhadomilitanteMTST.pdf

(Matéria de jornal - Não é autopropaganda)
Repartidos em 36 grupos de 100 a 120 famílias, os ocupantes designam os coordenadores assim como os responsáveis da disciplina, da infra-estrutura e da saúde. Cozinhas coletivas são improvisadas com a ajuda alimentar que lhes enviam as organizações amigas e, sobretudo, pela disposição voluntária dos Sem Teto. Artistas oferecem apresentações e concertos de solidariedade. Os estudantes animam os ateliês de teatro e as noites culturais.

Toda tarde tem curso de formação política. Afora as reuniões cotidianas, realizadas tanto em cada grupo como no nível dos responsáveis de setor, os ocupantes são informados dos últimos acontecimentos, debatem a organização do acampamento, decidem quais atitudes tomar para popularizar a luta e fazer pressão sobre as autoridades. À imagem de Rosi Mari dos Angeles, eleita coordenadora do grupo 15, as mulheres são muito presentes no movimento e assumem responsabilidades em todos os níveis. “Fazer conviver tanta gente não é tarefa fácil, sobretudo nestas condições: sem água corrente, sem eletricidade, falta de privacidade em todos os instantes... ao mesmo tempo, existe um entusiasmo. Na favela, cada um tenta sobreviver como pode; cada um por si... aqui, é outra coisa, a solidariedade é a regra número um”.

Esse movimento dos valores, a consciência de ter tirado o peso da resignação de cima dos ombros, uma dignidade reencontrada e o orgulho de terem tornado-se sujeitos daquele empreendimento coletivo são os sentimentos de que testemunham de maneira recorrente os habitantes da João Cândido.

“Um acampamento de Sem Teto”, fala com carinho Helena Silvestre, membro da direção do MTST, “é uma escola de democracia participativa onde se formam os futuros líderes comunitários. A partir de uma preocupação concreta – a moradia –, nós queremos contribuir para lançar as bases de um verdadeiro poder popular”. Orgulhosamente ligados à sua independência em relação aos partidos políticos, o MTST proíbe dar indicações de voto. “O que não impede”, precisa H. Silvestre, “de mantermos relações cordiais com o conjunto das forças de esquerda”.

Durante o mês de abril, os Sem Teto participaram também das manifestações organizadas pelos sindicatos dos professores, pelos Sem Terra e, no dia 1º de Maio, desfilaram no cortejo da esquerda radical. “Nós pensamos que é possível unificar, em torno de objetivos comuns, lutas que são hoje levadas de maneira isolada em diversas comunidades”. (6) E é através dessas lutas que nosso movimento se reforça e passa a integrar novos militantes. “Enquanto isso”, revela H. Silvestre, “nós não dispomos de sede adequada, nem meios de pagamento permanentes”.

A despeito de um dinamismo inegável e da notável organização de seus acampamentos, o MTST continua um movimento bastante informal. Em torno de uma direção colegiada de legitimidade incontestada, mas que não foi eleita, gravita um nó militante composto de elementos heterogêneos – ex-militantes do MST, líderes comunitários, famílias tendo se juntado ao MTST nas últimas ocupações, sindicalistas, estudantes vindos de círculos marxistas radicais ou da agitação altermundialista... “Mas nossa força”, insiste H. Silvestre, “reside na capacidade de organização do povo da favela”. Designando um grupo de barracos construídos no flanco de uma colina sobre a qual balança uma bandeira com um osso, ela acrescenta: “O Morro do Osso... os camaradas do grupo nove escolheram esse nome por causa das autoridades: eles dizem que os Sem Teto serão um osso duro de roer”.

Enfim, no dia 18 de maio, os Sem Teto da João Cândido foram forçados a deixar o terreno ocupado. Mas obtiveram do governo federal e do estado de São Paulo o acordo escrito de construir moradia para todos os acampados. Para isto, a prefeitura de Itapecerica da Serra cedeu um terreno sobre o qual 350 famílias sem nenhum outro meio de abrigo construíram um outro acampamento.

Lula não é Chavez nem Evo Morales, mas os brasileiros se parecem muito com os venezuelanos e os bolivianos.

Phillippe Revelli
Le Monde diplomatique
Outubro 2007
Zé da China,

Você é ótimo, mas também está sofrendo da síndrome de um lado só.

Eu falo para alguns amigos - que não se importa com esse tipo de debate (esse que travamos neste blog) e acham que o que fazem está ótimo - que um lapis e um folha de papel pode mudar o mundo.

Veja, nem sou contra o barbudo e encontro nele uma erudição extraordinária, além de um grande papel, no desenvolvimento político.

O que me deixa PdV é a injustiça, não importando de onda ela venha, seja da mais alta autoridade, seja do Mané da esquina.

Resta saber como julgo isto. Assim: Pelos Universais.

Certa feita Diogenes estava numa praça em atenas, quando Alexandre, que vinha de umas de suas vitórias, o avistou parou e desceu do cavalo, abraçou, conversou e montou. Se voltou e vendo-o maltrapilho, lhe perguntou: Mestre o que posso fazer por você? E Diogenes lhe respondeu: não me tire o que você não pode me dá, sai da frente que estou tomando sol.

Falou....
Ze da China,

Esse lance da cartilha do M.... me faz lembrar o Êxodo bíblico, mais atrasado do que isto só rascunho da própria.

Olha, vou morrer feliz se conseguir ver as pessoas se reunindo para trocar afagos, presentes, e alegria. Para distribuir miséria, conheço esta tragédia desde de criança. E não é de ouvi dizer, de ver na TV. É de está dentro desta nefasta e indiscritível sensação de não ser nada.

Pois bem, ninguém me conta sobre pobreza, melhor do que eu mesmo, ninguém melhor do que eu conheceu de perto o perigo de não amanhecer vivo, ninguém melhor do que eu, viu e viveu os augúrios sinistros dos solícitos eleitoreiros e por aí meu caro Ze da China.

Se esse fosse o caminho, a séculos que o mundo era uma maravilha, mas isso é apenas mais do mesmo e a garantia de continuidade do perverso conselho do mergulho no maniqueísmo absoluto e irredutível.

Mas isso, como diz o presidente, só se aprende vivenciado, pois só se conhece - a grosso modo - o que se vê.

Falou...
Você falou dele, não foi?
(vc leu o que o tópico do nassif sobre o boy da empresa dele?
REVOLTANTE. Nojo, liu, nojo!)

mas aqui ele, o meu guri
A República dos maurícios.
O campo é limpo, o capão é redondo, a justiça é cega, a PM cumpre ordens, a Cohab se vira de costas ao presente prometendo o futuro, e o espetáculo da omissão estatal segue impávido e colosso. Mas e o povo? E os moradores? E os necessitados? Depois de mortos a gente resolve. Um abraço.
Pois é o que acontece quando questão social é tratado como caso de polícia, a polícia cresce e aparece e, não raramente, se descontrola, claro, porque são caras segurando uma onda para o qual não estão preparados.
Engraçado que nessas horas desaparecem prefeito, governador, secretários, aspones e assessores. Fica ao cargo de um tenente PM encarar câmeras e dar explicações. "Demos porrada porque os caras estavam dando pedradas". Muito lógico, né? Se pensar bem, qualquer um ali no calor da hora faria o mesmo.
O problema é levar a situação - premeditamente - ao confronto entre polícia e população. Forçação de barra com interesses bem claros. Criminalizar movimentos populares, tratá-los como estorvo, inconveniência, excrescência.
É a filosofia dessa casta que está tomando sampa de assalto e quer governar o pais.
Tremei: Geraldinho vem aí.
Interessante Zé, o que acontece em Sampa é parecido com o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Os dois governadores são do mesmo partido. E o que irá acontecer no resto do país se este cara vier a ser presidente.
O problema japa é a tal classe média querendo que os caras se manifestem como tal...
Que tal fazer camisetas da menina/mãe morta em Heliópolis e distribuir para a imprensa?
Aí tudo bem, né não?
Quietinho, bunitinho, civilizadérrimo...
Mas a linguagem com que tratam os favelados é de violência, eles vão responder como?
Com flores?
Se falam português comigo, respondo em alemão?
Isso não existe...

Mas vamos então fazer assim: a gente levanta os muros - esse pessoal favelado e ppp é muito do feio e eles que se f...
Quem mandou ser pobre?
certo que não trabalham, cambada de desocupados e traficantes...

Aí também sobra merda para todo lado.
Direita tratando a moçada como bandido, esquerda como coitadinhos...

são coitados não, se organizam, lutam, mas é essa luta desigual que vc fala....

Sem violência, ficam sem voz e a classe mérdia e alta não acha que tem a ver com eles não...

E paz sem voz, não é paz, é medo (ops, alguém já disse isso)....
ah, a gente tb tá aceitando passeatas na zona sul carioca, pedindo para o menino ficar sem o pai - sempre com as camisetas, calaro, em família "DE BEM"..
Isso é protesto de gente limpinha, mas vem logo esses caras queimando ônibus...
cambada de desordeiros...
Sem autorização, reproduzo aqui trecho de um texto lindo que estou lendo, prá ver se as (algumas) pessoas entendem do que estamos falando... o que estamos defendendo...

faço a transcrição aqui, comovida:

"Desde niño, quis sempre ser algo mais que um campesino de mierda. Enchi tanto o saco do cura do povoado onde vivia que ele acabou me ensinando a ler e escrever umas coisas; mas de que adianta escritura a quem passa os dias debruçado sobre uma terra crestada, incapaz de produzir produto mais decente que umas mandiocas muito porcas? Por isso me fui; por isso estoy aquí."

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