ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE - Folha de SP 22/06/2011

 

Sabemos por que nossas universidades são deficientes; resta ver se temos vontade política para mudar, o que ainda não conseguimos fazer

 

Há exatos 35 anos, em 22/6/1976, escrevi o artigo inaugural da seção "Tendências/Debates", intitulado "Tecnologia e humanismo". Desde então, especialmente nos últimos dez ou 12 anos, ficou universalmente reconhecida a importância das universidades ditas de pesquisas para o desenvolvimento econômico de seus respectivos países.

Como consequência, proliferaram diferentes esquemas de avaliação, em que se incluem ordenações por qualidade (ranking).

Embora opiniões sobre o que seja qualidade divirjam, é notável a convergência das classificações das universidades de todo o mundo, realizadas com critérios distintos. Exemplo expressivo é o fato de que, dentre as dez primeiras classificadas, estão quase sempre as mesmas sete ou oito americanas e as duas ou três inglesas, quaisquer que sejam os critérios.

Essas características ocorrem até pelo menos a ducentésima posição, embora sem a mesma acuidade que no caso das dez primeiras. A pertinência dessas avaliações, incômodas, para dizer o menos, para certos acadêmicos, não surpreendentemente é contestada.

Se no Brasil as avaliações negativas de suas universidades serviram apenas para provocar ressentidos diatribes inconsequentes, em países maduros e em outros emergentes elas ao menos produziram tentativas de identificação das razões das deficiências de suas instituições de ensino superior; em alguns casos, reformas já foram encetadas.

O presidente da Universidade Yale (EUA), Richard C. Levin, em recente artigo na revista "Foreign Affairs", mostra como a China elegeu nove universidades (denominadas C9) para concentrar recursos, o que já havia acontecido com Japão, Coreia do Sul e Taiwan.

A agenda da Índia é ainda mais ambiciosa, com 14 universidades escolhidas. Os países que estão se desenvolvendo mais aceleradamente no Oriente imitam nesse aspecto os EUA e a Inglaterra.

A França encomendou um estudo a um grupo de intelectuais provenientes de vários países (a "Missão Aghion"), com a finalidade justamente de identificar as diferenças entre as grandes universidades do exterior e as francesas.

O relatório resultante serve melhor ao Brasil que à França. Abaixo, listamos as diferenças essenciais entre as universidades brasileiras e as universidades mais bem qualificadas dos EUA e da Inglaterra.

1 - O órgão máximo no Brasil, o conselho universitário, é constituído essencialmente por membros da corporação interna (70 na Unicamp e cem na USP), enquanto nas grandes universidades do exterior o órgão colegiado supremo é formado por uma grande maioria de cidadãos prestantes externos à universidade (entre dez e 15), frequentemente empresários, dirigentes de instituições da sociedade civil etc.

2 - Enquanto no Brasil eleições de reitores e diretores se fazem entre e por grupelhos da corporação interna, desnaturando a atividade acadêmica, nas boas universidades do exterior o conselho escolhe um comitê de busca para procurar seus reitores e diretores, principalmente fora da universidade.

3 - No Brasil, tudo favorece a endogenia ("inbreeding"), enquanto no exterior uma pluralidade de mecanismos é adotada para eliminá-la em todos os níveis da carreira universitária. São escolhidos fora da universidade os professores titulares e, por vezes, os associados.

4 - Finalmente, nas universidades americanas o pesquisador-docente só alcança estabilidade, e assim mesmo precária, no fim da carreira; aqui, começa como vitalício. Sabemos, portanto, por que nossas universidades são deficientes.

Resta ver se temos vontade política para mudar, o que não fizemos nesse intervalo de 35 anos.

*ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 79, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha.

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A Anarquista Herbívora de Plantão esqueceu de colocar o seu comentário ou ficou com vergonha do que ia falar?

Aqui é um espaço democrático, muito diferente dos Conselhos Universitários  dos Grupelhos e Patotinhas da academia.

Ficar só falando de índices e de ranqueamentos, sem levar em conta a origens o funcionamento da Universidade brasileira, só poderia produzir besteiras da boca de quem se menos espera, um excelente físico brasileiro. Isto prova que não são todos que conseguem ter uma visão do conjunto. Não há semelhança nenhuma entre elas e a Universidade Brasileira, e se os mesmos tivessem as mesmas condições que temos aí que se poderia promover ranqueamentos.

 

Na Universidade Norte Americana e na Européia um professor de bom nível dá no máximo  4 horas por semana, agora na Universidade Brasileira por lei ele deve dar no mínimo 8 horas por semana (a LDB obriga este valor mínimo), hoje em dia há departamentos nas nossas Universidades em que a média de carga horária está em torno de doze horas semanais.

 

A estabilidade de um professor numa universidade Norte Americana não é obtida no fim de carreira coisa nenhuma. O professor se tiver um bom nível entra e como com quatro a cinco anos e após isto tem estabilidade (Tenure) só podendo ser demitido por justa causa.  Até na Wikipedia isto está claro.

 

"Tenure is not usually given immediately to new professors. Instead, open jobs are designated eligible for tenure, or "tenure-track", during the hiring process. Typically, a professor hired in a tenure-eligible position will then work for approximately five years before a review commences to determine whether tenure will be granted." 

 

"A tenured professor earns a lifetime appointment until retirement, except for dismissal with "due cause.""

 

Parece que Folha de São Paulo consegue até distorcer a cabeça do Cerqueira Leite.

 

Há outros pequenos detalhes que todos esquecem, as Universidades Européias e Norte-americanas tem trezentos a quinhentos anos a mais do que as nossas, os cursos de doutorado idem, enquanto as nossas começaram na sua maioria há cinquenta ou setenta anos, e agora que começam atingir a sua maturidade.

 

Dinheiro para pesquisa é uma novidade, e somente com os fundos setoriais (para não dizer que não falo bem do FHC) é que começou a haver dinheiro para áreas como engenharia, geologia e outras, antes a grande maioria ia para os Físicos e Biólogos que tinham domínio do CNPq (talvez aí esteja um dos motivos deste artigo irado do Cerqueira Leite).

 

Além de tudo isto tem o financiamento, o salário dos professores, o suporte administrativo,.......só isto.

As universidades brasileiras sempre foram fruto da inépcia e do favoritismo de grupos que se instalam e mandam, feitas às pressas, muitas funcionam precariamente. 

O Sr. Rogério Dorneles Maestri como um especialista, deveria explicar como funciona  a Unipampa (Universidade Federal do Pampa), no Rio Grande do Sul. Há quatro anos, divide-se em em instalações provisórias, espalhadas em 10 cidades. Alunos e professores ficam zanzando entre os campi, onde faltam salas e laboratórios.

Funcionam em prédios improvisados a Universidade Federal do Oeste do Paraná (Ufopa), a Federal de Alfenas (MG) e a Universidade federal Tecnológica do Paraná. O mesmo vai acontecer com a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), que terá campus em Foz do Iguaçu (PR), com projeto de Oscar Niemeyer. Temporariamente, vai operar no Parque Tecnológico de Itaipu.

Só a UNILA com o prédio via gastar R$ 500 milhões. Isto demonstra a falta de planejamento e descaso com dinheiro nosso.

Porque afinal de contas Senhores Professores eu como pagador de impostos, contribuo para pagar os seus salários. Não se esqueçam, voces são funcionários da sociedade brasileira e a ela devem competência e profissionalismo.

Caro Alexandre

 

Graças ao bom Deus o senhor veio exatamente para a minha região de conforto de discussão, melhor do que isto só se o senhor propusesse discutir Hidráulica, aí seria um massacre.

 

Caro amigo essas Universidades vão indo muito bem, obrigado. A Unipampa funciona em dez cidades porque era para ser assim, é uma ideia de racionalização da administração e internalização do ensino superior. A ideia de multi-campi surge no momento em que é possível através da Internet se ter uma administração central única e não concentrar em uma única cidade o investimento público. Além disto, cada cidade que recebeu estes cursos os prefeitos, vereadores, associações comerciais e industriais colaboram com os seus cursos. Estes cursos são feitos conforme as principais demandas da região.

 

Há problemas, claro que sim, são universidades jovens que ainda nem chegaram na adolescência, muito menos na maturidade. Só fazer concursos para as diversas áreas é extremamente trabalhoso, montar laboratórios e outras atividades.

 

Aqui no Rio Grande do Sul, as nossas melhores Universidades privadas (são mais comunitárias do que privadas) como a UCS (Universidade de Caxias do Sul) como a Unijuí deram um bom caminho, a primeira no sistema multicampus e a segunda na integração com a sociedade local. O governo federal copiou o bom exemplo, o senhor não ia gostar que o governo federal fizesse aqueles campus monstruosos em grandes cidades obrigando os alunos a se deslocar para fazer um curso superior.

 

O seu discurso parece uma biruta de aeroporto, se movendo conforme o vento, o senhor no artigo que o senhor posta, reclama do distanciamento do conselho universitário da comunidade, quando o governo federal faz algo para aproximar a comunidade da universidade o senhor reclama. Por favor, escolha um lado e se defina, o sistema de pulverizar universidades pelas diversas subregiões é uma das coisas mais corretas que o governo federal fez, acho que o senhor é a primeira pessoa a criticar isto. Concluo que como o senhor não teve nenhum argumento para ir contra o que escrevi inventou factóides sobre as novas universidades.

 

Descentralizar a Universidade, levar a Universidade as diversas sub-regiões, permitir que a comunidade influencie na administração universitária, promover cursos conforme as necessidades locais, desenvolver as sub-regiões fixando profissionais de nível superior. Isto o senhor está criticando? Estou começando a duvidar da sua capacidade intelectual!

Nao é questao de capacidade intelectual (se bem que a dele realmente nao é lá essas coisas...). Ele está aqui no Portal para encontrar qualquer pretexto para detonar o Ministro Haddad. Porque o mesmo é um candidato potencial a prefeito de Sao Paulo? Ou só porque as decisoes dele feriram os interesses dos grupos privados de ensino, a que o Sr. Alexandre parece estar ligado?

Atingir o Haddad pessoalmente o Alexandre nao consegue, porque o Haddad nao dirige bêbado, nao cheira, nao bate em mulher, nem vive quase sempre a quilômetros do local de trabalho dele... Entao, o Alexandre apela para qualquer bobagem.  

O que será que acontece com a Academia que sempre que vamos para uma discussão séria que ameaça a "zona de conforto" voces partem para ignorância?

 

Rogério, voce esqueceu de comentar sobre a UNILA e o prédio de R$ 500 milhões com Projeto encomendado ao Niemayer. Porque será?

 

Será que é medo de perder privilégios?

 

Com relação ao Ministro Fernando Haddad, enquanto ele for um agente público deve prestar contas a sociedade que o paga. Ele não está fazendo um papel digno no MEC.

 

Algumas considerações:

O MEC não tem interesse em mudar a Educação Brasileira, pelo menos este Ministro que ai está. Está no MEC há oito anos, sendo cinco como Ministro, já era hora de parar de fazer besteira. Não o fêz e não vai fazer. Portanto, já perdeu a validade.

É claro que houveram avanços no Sistema Educacional Brasileiro, muito mais por força de sua inercia própria (jovens em idade escolar, necessidade de mão de obra qualificada, melhorias nas condições de vida etc.) do que ações governamentais da Educação.
Nos últimos 05 anos qual foi a grandeb ação estratégica do MEC?
O FUNDEF se transformou em FUNDEB, quer dizer: Um fundo que foi criado com recursos dos estados e municipios com obrigatóriedade de gastos em educação (dinheiro carimbado para educação), foi simplesmente ampliada sua ação de parte da Educação Básica (ensino fundamental que na maioria dos casos estava nas mãos dos municipios) para toda a Educação Básica com a inclusão do ensino médio (que na maioria dos casos eatá nas mãos dos estados).
Isto ocorreu a partir de 2007. Porque? Porque o Ensino Médio nas avaliações do IDEB era o grau de ensino que piores indíces apresentava e até hoje apresenta.
Fora isso não teve nenhuma ação estratégica do MEC para nada.
a)- Falar da expansão da rede federal de educação? Ridiculo. Não é responsável por 5% da produção brasileira.
b)- Expansão da Educação Profissional, outra estupidez para as dimensões do Brasil. O Brasil tem hoje 861 mil alunos na rede de educação profissional (federal, privada, estadual e municipal) não é 10% das matriculas dos alunos do Ensino Médio. No Chile é 50% das matriculas, e na Coreia 70%.
c) A questão do Magistério? Hoje existem greves em pelo menos 70% do magistério no Brasil. Vai continuar tendo todo ano. Porque não transformar a Carreira do Magistério em Carreira de Estado (como por exemplo auditor fiscal). França, Inglaterra, China, Coréia, Canadá são assim.
Qual a proposta do MEC? Criar a "Concursobras". Transformar o INEP, um orgão especialista em Pesquisas Educacionais, que nunca deveria estar sob a tutela do MEC (na minha opinião), em uma Estatal dos Conscursos.
Como pode ver perdemos muito tempo, esforço, energia etc. Em ações que não levam a lugar nehum e não tratamos do principal que é o estratégico.
A pergunta que fica: Este jovem que tem hoje entre 15 e 20 anos, daqui a 10 anos terá entre 25 e 20 anos. Vai estar fazendo o que? Com esta educação que ai está, provavelmente será estatistica de desemprego ou vitima das drogas.

E quem vai lembrar do Ministro Haddad?

Caro Alexandre

Por que não comento o custo do prédio da Unila? Porque não sei área do mesmo!

Como engenheiro civil sei que um prédio com uma área x custando y pode ser caro, porém se ele tiver uma área 2x para o mesmo custo ele será barato. O senhor entrou em detalhes ou o senhor é adepto do chutômetro, 500mil é caro, 250mil é mas ou menos e 125 é barato. Não comentamos nada desta forma, temos responsabilidade para não ficar dizendo qualquer coisa.

Inclusive vou comentar algo que tem tudo com o citado. O governo federal lançou um edital para a construção de uma rodovia que desafogará uma parte da BR116, um "ténico" do TCU pegou o custo da obra e dividiu pela quilometragem e comparou com o custo de outra rodovia, deu 50% a mais

caro. A Folha um ministro do TCU nomeado com o governo passado já declararam "A Obra está superfaturada". Só um pequeno detalhe, como a região que está sendo construída a obra é uma das regiões mais populosas do estado a única solução foi cruzar a estrada por uma região pantanosa, que por necessidades ambientais teve que ser construído um viaduto que ocupava mais de 50% do trajeto e por isto a obra era mais cara (importante, no tempo do lançamento da obra a governadora  era do PSDB e também fiscalizava a obra).

 

Para não dizer bobagens, sem conhecer AS CARACTERÍSTICAS DA OBRA uma pessoa sábia não emite falsos juízos.

 

Agora a característica de comportamento de biruta de aeroporto do senhor continua firme, como o senhor não tem conhecimento sobre o que o senhor posta, rapidamente troca de direção. Vou lhe dar uma sugestão, saia do item educação e vá para outra coisa, porque aqui o senhor encontrará várias pessoas que entendem de educação e de ensino, e pelo visto não é o seu forte.

Campus da Unila também será atração turística em Foz do Iguaçu.

Projeto da sede da Universidade da Integração Latino Americana é do arquiteto Oscar Niemeyer e prevê investimentos de R$ 500 mi.


Não menos audacioso que o projeto da nova Universidade da Integração Latino Americana (Unila), a primeira bilíngue do País e que pretende reunir 10 mil estudantes e 500 professores de todo o continente em cinco anos, é o de sua sede. Um prédio para salas de aula, outro para laboratórios de pesquisa, um edifício para a reitoria e salas de professores, um anfiteatro com palco giratório para uma área de eventos com capacidade de até 10 mil pessoas, um restaurante universitário e uma biblioteca devem ser construídos em um terreno de 40 hectares doado pela Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Tudo isso projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. 

Para concretizar a obra, que prevê ainda passarelas de acesso entre as principais edificações e uma galeria de serviços para atender toda a estrutura do campus, serão necessários pelo menos três anos e um investimento da ordem de R$ 500 milhões. Além da sua função, a de abrigar uma instituição de ensino, a construção pretende agregar um atrativo turístico à região. 

“Muitos estrangeiros que visitam as Cataratas do Iguaçu não vão ao Rio e a Brasília, onde estão as importantes obras do arquiteto Niemeyer, muito conhecido no exterior. Para uma cidade como Foz, incorporar um projeto dessa natureza potencializa ainda mais o turismo e favorece a taxa de permanência na cidade”, diz o pró-reitor de planejamento e administração da Unila, Paulino Motter, que acrescenta que a torre do prédio vertical, onde ficará a reitoria, vai ter 20 metros acima da crista da barragem de Itaipu, de onde será possível ter uma vista do lago.

A construção está prevista para ser feita em etapas. Na primeira, em fase de preparação da licitação, estão os prédios de salas, da administração e o refeitório, o básico para que a estrutura da universidade possa se transferir para a nova sede, ao lado do Parque Tecnológico Itaipu, onde a Unila está provisoriamente instalada. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) teria se comprometido em investir R$ 306 milhões até 2013. O laboratório e o anfiteatro ficam para uma fase posterior, mas que também poderia ser feita em paralelo. 

Preocupado com o projeto que doou para a Unila, Niemayer fez uma carta para presidente Lula pedindo para que toda a obra fosse licitada de uma vez. 

“O arquiteto tem receito de que a obra seja iniciada, com toda uma concepção amarrada, mas que não venha a se concretizar”, conta o pró-reitor. “A preocupação é pertinente, mas não vemos impedimento em fazer em duas etapas”, acrescenta.

Em paralelo, já está sendo tocado o prédio da biblioteca, que pretende ser também um centro de documentação da América Latina. Trata-se de um projeto internacional, que vai receber a maior parte dos recursos do Fundo Estrutural de Convergência do Mercosul, que reúne recursos de todos os países do grupo e, portanto, tem uma licitação internacional à parte. 

Enquanto o novo campus não fica pronto, a Unila se beneficia do apoio da Usina de Itaipu e de seu parque tecnológico, o PTI, onde fica o campus provisório. A estrutura, localizada no antigo alojamento de barrageiros que construíram a usina, abriga também uma incubadora tecnológica, instituições de pesquisa, um pólo presencial da Universidade Aberta do Brasil (instituição de ensino à distância) e salas de aulas e laboratórios de outra universidade, a Unioeste. Além disso, a estrutura compartilhada tem refeitório, postos de serviços como bancos e correios, auditórios e tudo o que a Unila precisa nesse momento para abrigar seus 206 alunos. Já pensando no crescimento da universidade, novos prédios também estão sendo reformados para abrigar salas de aula. 

“É um privilégio estarmos aqui neste espaço. Até a conclusão da nova sede, não vejo impedimento ao crescimento da Unila com a estrutura que o PTI pode prover”, diz o pró-reitor Motter.

O professor argentino Eduardo Jorge Vior, o único concursado de fora do País na universidade (há outros cinco estrangeiros na condição de visitantes), no entanto, aponta um problema. Como o campus fica em área de segurança binacional da usina hidrelétrica, existe um rígido controle na entrada. Alunos, professores e funcionários têm um crachá para entrar no PTI, mas convidados precisam se identificar previamente e receber autorização.

“Como vamos fazer para fazer atividades de extensão?" pergunta. 

Para atenuar essa dificuldade, a Unila está buscando um espaço na cidade, onde possa organizar atividades para a comunidade. Apesar disso, para o pró-reitor de graduação Orlando Pilati, compartilhar o espaço com outras universidades e instituições de pesquisa não é negativo e os alunos podem se beneficiar da convivência.

Caro Alexandre.

 

Como eu desconfiava, tens tanta informação sobre o preço da intra-estrutura da Unila como eu, ou seja, nada!

 

Como fica fácial fazer uma crítica sobre algo que nem orçado deve estar. Caso não saibas vou te explicar como provavelmente vai ser daqui para diante. O Niemeyer provalmente fez o chamado partido geral do projeto (não adianta procurar na wikipedia, pois provavelmente eles indicarão o Partido Geral dos Trabalhadores, que é um partido político) que significa um esboço do projeto como um todo mostrando como será toda a funcionalidade dos prédios. Após isto vem uma equipe de arquitetos mais novos que detalham este projeto dimensionando salas de aula, laboratórios etc, junto com isto os professores, estes seres inúteis segundo a tua concepção, deverão olhando os detalhamentos verificarem adaptações e mudanças que devem ser feitas. Após todo este serviço dos arquitetos deve ser feitos os projetos complementares, elétrico, rede lógica, hidráulico, SPDA, redes de ar comprimido, gás e outros. Feito tudo isto vai-se para o orçamento, no orçamento determina-se o preço do prédio que composto com o lucro da empresa é colocado numa concorrência.

 

Agora dizer, o prédio vai custar 500 milhões é porque 1 milhão é pouco e 1 bilhão é demais, aí que deu a entrevista deve ter dito 500.

 

Entendeste? Fui bem didático? Se não entendeste algo é só perguntar.

Sr. Rogério NÃO.

 

O Sr. não foi didático. Como sempre tiversiando para enconder o fundamental que é a transparência. Na verdade todas as Universidades Federais são verdadeiras "caixas pretas" que não dão a mínima para a sociedade que é quem na verdade paga as contas.

Mas reproduzo abaixo um artigo de Colega seu em Universidade Federal que pelo menos tenta ser transparente.

A Universidade e a Transparência

A Universidade e a Transparência - artigo do Prof. Emmanuel Andrade, presidente da Comissão de Orçamento e Metas e Vice-Reitor da UFF.

 

A Universidade e a Transparência

 

Para o filósofo francês Edgar Morin, toda e qualquer informação tem apenas sentido em relação a uma situação, a um contexto. Ele analisa, por exemplo, que até uma afirmação tão comum como “te amo”, pode expressar a fala de um apaixonado sincero e nesse sentido deve ser levada à sério, mas pode ser também a farsa de um sedutor e nessa altura será uma mentira.

O artigo 207 da Constituição Brasileira afirma que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. O legislador foi sábio ao resumir em tão poucas palavras a missão e o modus operandi que deve ser buscado pela Universidade Pública. Isso, no entanto é um processo, a ser construído com empenho e dedicação dos militantes da causa da educação e da inclusão social. Não está dado pelo simples fato de estar na Constituição.

Nos anos de chumbo as forças democráticas no Brasil e o movimento estudantil se dedicaram à luta pela universidade pública levantando palavras de ordem como “mais verbas para a educação” e “mais vagas na Universidade Pública”.

Passados tantos anos, vivemos uma situação interessante onde essas palavras de ordem apenas começam a ser levadas à sério. O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, instituído pelo Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007, definiu como um dos seus objetivos dotar as universidades federais das condições necessárias para ampliação do acesso e permanência na educação superior.

O programa visa congregar esforços para a consolidação de uma política nacional de expansão da educação superior pública, pela qual o Ministério da Educação cumpre o papel atribuído pelo Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001) quando estabelece o provimento da oferta de educação superior para, pelo menos, 30% dos jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, até o final da década.

O programa não preconiza a adoção de um modelo único para as universidades federais e assume como pressuposto tanto a necessidade de se respeitar a autonomia universitária, quanto a diversidade das instituições. A UFF, por exemplo, preparou e aprovou no seu Conselho Universitário um programa autônomo de expansão que prevê investimentos de mais de R$ 120 milhões para a construção de prédios nos seus campi, que atenderão a demandas históricas de expansão da Universidade, como a construção de um prédio para a sua Faculdade de Medicina, para o Instituto de Computação, para o Instituto de Artes e Comunicação Social e tantos outros.

Além disso, o programa da UFF prevê a contratação nos próximos três anos de aproximadamente 480 novos professores, que devem reforçar o esforço da Universidade para oferecer mais vagas públicas para os jovens da nossa sociedade e de aproximadamente 4000 bolsas de estudo para estudantes de graduação, 400 de mestrado e 200 de doutorado, que inclusive começam a ser implementadas.

Não se utiliza recursos públicos com transparência e eficiência sem estar vinculado a metas e indicadores, conhecidos pela sociedade e pelos órgãos de controle da democracia. Trabalhar com metas é compromisso de todo e qualquer gestor público, mormente se ele quer de fato cumprir a sua função pública. Neste sentido a UFF realizou nos últimos dias 26 e 27 de maio um Seminário sobre Relações entre as Universidades Federais e suas Fundações de Apoio, onde estiveram presentes os órgãos de controle como Ministério Público, Tribunal de Contas da União, Secretaria Interna de Controle do MEC, outras universidades e representações da Associação Nacional de Reitores das Universidades Federais, dos estudantes etc. Foram convidados também, mas infelizmente não puderam comparecer, representantes do Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES-SN) e do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (SINTUFF).

O debate, transmitido pela internet para todo o país, trouxe muita luz para a discussão pública de questões relevantes para o futuro não apenas das relações entre as Universidades e suas fundações de apoio mas para o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle público, coluna vertebral de um sistema democrático, e de mecanismos que permitam construir uma universidade que tenha como referência central os desafios que a nação brasileira está a exigir de todos nós. A UFF foi a primeira universidade brasileira a fazer de forma franca e aberta um debate desta magnitude. Outros certamente virão e estaremos assim construindo o preceito constitucional de uma universidade autônoma e que tenha como missão a indissociabiliade do ensino, pesquisa e extensão de qualidades.

 

 

Caro Senhor Alexandre

 

Não ficaria mais fácil o senhor simplesmente dizer o que não entendeu, o efeito vento na biruta, soprou de novo, e no lugar de redigir qualquer coisa o senhor coloca mais uma cópia de um artigo que o senhor deve fazer coleção.

 

Além de achar, o PT, o estado e todos seus derivados o cancro da sociedade brasileira o senhor não tem outra opinião? Ou melhor refaço a pergunta, o senhor não consegue levar adiante nenhum debate? Parece até distúrbio de atenção.

 

Este método de colocar algo que o senhor leu, e quando se responde o senhor não faz a tréplica mas sim muda de assunto. Eu procuro manter alguma seriedade (com algumas brincadeiras, pesadas ou não, no meio de tudo), porém eu procuro manter uma linha de raciocínio. Me parece que o senhor não.

 

Infelizmente não tenho tempo para fazer uma conversa de surdos, ou seja eu falo algo e o senhor responde outra coisa.

 

Espero que o senhor tenha uma boa noite.

Maestri,

A título de colaboração e no intúito de esclarecer e dá uma ideia aos leigos o que é um orçamento de obras de engenharia, segue um link da empresa CM de um grande amigo meu, formado na minha turma de 1973 e que trabalha com orçamento e consultoria há 38 anos com grandes, médios e pequenos clientes. http://www.cleliomorais.com.br/indices.php

Abs

   

 

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