Advento Natural La Niñha preocupa população do Baixo Açu - RN

Com o Advento Natural La Niñha no Oceano Pacifico é sinal de boas chuvas no semi-árido do Brasil. Tal fato preocupa população do Baixo Açu - RN que em 2008 e 2009 sofreu bastante com as inundações no Vale. A mega Barragem do Açu estar com 70 % de sua capacidade de armazenamento de água.

Exibições: 221

Anexos

Responder esta

Respostas a este tópico

Caro Eugênio

Não entendi uma coisa, a população do Baixo Açu pode até estar preocupada, mas a população do semiárido não, pois se chover os benefícios são maiores do que os prejuízos. Pelas fotos da apresentação o que vi é que os rios ocuparam o que se chama a planície de inundação, ou seja, é perfeitamente natural de tempos em tempos os rios extravasarem de seu leito menor e ocupar a planície de inundação.

O que não é correto são as casas dentro desta planície de inundação, não há obras de contenção contra as cheias que evitem problemas, no próprio USA, no rio Mississipi o governo norte americano depois da última grande cheia (na década de 90) simplesmente comprou as terras das pessoas que ocupavam as planícies de inundação, pois nenhuma obra era viável.
Você estar enganado. A solução não é esta aí fácil e cara ao mesmo tempo como Você advoga.
Hoje em dia os livros Os Sertões, de Euclides da Cunha, Vidas Secas de Graciliano Ramos e O Quinze de Raquel de Queiroz ná não mais se adequam ao mudado Semi-árido do Brasil. Os prezuisos são muitos maiores quando do advento de chuvas irregulares acima do normal. Açudes são arrombados, estradas, pontes,postes e casas destruidas, ademais é triste ver como eu vi, com a lider Neide e Janailson nas comunidades rurais em Palheiro II e Santa Rita em ASSÙ-RN, Vastos campos de feijão plantados em planaldo acima de rochas calcarias com cota no GPS de 126 metros, fora da planicie de inundação também chamado de várzeas, já crescidos sendo perdidos pela encharcamento do solo solo por de água. Neste período chuvoso milhares de galinhas, perus, guinés, pavões, porcos, ovelhas, cabras, gatos, cachorros e até mesmo gado bovino são mortos pela força da água dos rios principais da região que são o rio Açu e Mossoró onde existe duas grandes barragens cujos engenheiros advogaram que iria acabar com cheias e não acabou. Pelo contrario proporcionou mais o tempo de inundadação quera antes cerca de uma semana como em 1974 para mais de um mês em 1985, 2008 e 2009. Plantações zedas com carinho nas margens do rio foram dizimadas em uma semana empobrecendo o já pobre plantadores ribeirinhos. Qunanto ao rio Açu este é bastante violento. Na cheia de 1924 destruiu a prospera comunidade rural de Oficinas, onde o historiador Manoel Rodrigues de Melo escreveu que foi nesse pedaço de chão onde se fabricou pela primeira vez a famosas carnes de sol que era exportada para todo o Brasil. Em 1947 foi a vez da prospera comunidade de Rosário. Em 1974 Carnaubais foi inundada novamente fazendo com que o governador Lavoisier Maia a construisse em local mais alto a custo bastante elevado. Neste mesmo ano o çude de Campo Redondo foi arrombado onde as água "levaram nos peiotos" a ponte de Campo Redondo e cerca de 30 a 40 % de suas casa. Para sua form gastos vultosas quantia de dinheiro. Em 2083 foi inaurada a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves inundando a cidade São Rafael onde se construiu outra cidade a quantia de dinheiro muito expressiva. Agora é a destruição das plantações de bananas e outras culturas de exportação, ademais nestes periodos ocorre a destruição de GRANDE tanques de carciniculturas e produção de sal deixando as empresas paralizadas e dando imenso prejuisos ao seus proprietários e ademais desempregando milhares de pessoas. O advento de uma seca na atualidade desemprega uma minissima porcentagem desta pobres criaturas, BRAVA GENTE BRASILEIRA. Sim, não devemos deixar ainda de falar que a produção de petroleo e gás natural. Também diminui paralelamente com produção de produtos cerâmicos, encarecendo, não raro, estes produtos de construção civil. Com o encarecimento destes produtos todo o povo do NE sofre com a construção de sua tão sonhada casa propria.
Caro Eugênio

Vamos por partes, primeiro relatas cheias em 1924, 1947, 1974 e as mais recentes em 2008 e 2009, ao mesmo tempo relatas que a região hoje em dia tem uma ocupação muito mais intensiva do que no passado, podemos concluir que as cheias como as de 1924 e 1947 não tinham a repercussão nos meios de comunicação como hoje em dia tem. Morriam pessoas, menos do que hoje em dia, pois a população era menor, mas as tragédias pessoais eram as mesmas.

Segunda coisa que relatas, o arrombamento dos açudes, isto pode acontecer por vários motivos, desde erros nos projetos (subestimando a vazão) ou pelo próprio aumento da vazão ou do nível dos rios por mudança do uso da bacia destes rios.

Terceiro ponto é a necessidade periódica do acompanhamento do estado dos açudes ao longo do tempo. Aqui no nosso estado (Rio Grande do SUL), chega nos períodos de cheia e uma quantidade enorme de açudes rompem por diversos problemas de manutenção e de cálculo ou execução mal feita. Não seria diferente no Rio Grande do NORTE, estamos no mesmo Brasil e dinheiro para construir obras novas sempre se consegue, mas para a manutenção e monitoramento das antigas, não.

Quando se aumenta a quantidade de açudes, pode se provocar um efeito cascata entre um menor mais a montante para os maiores a jusante.

Em resumo, antes de culparmos chuvas acima do normal, devemos verificar se estas chuvas estão acima do normal ou na realidade o cuidado com os recursos hídricos que estão abaixo do normal?

La niña, el niño ou aquecimento global tem virado desculpa para um monte de problemas que deveriam ser levados mais a sério. Estes problemas, muitas vezes são resolvidos por pequenas obras de reparos ou um cuidado melhor com a operação desses açudes. Só há um pequeno problema, esses cuidados e esses reparos não custam caro, e se não custam caro não apetece aos políticos e gestores, fica melhor fazer grandes obras.
Parabéns. Concordo plenamente com seu inteligente pensamento. Todavia acho que o governo dar muito mais, muito mais mesmo enfase a Bacia Hidrográfica doadora no caso . Na Bacia receptora do rio Piancó/Piranhas/Açu algo deve ser feito. Por exemplo a transposição das águas da Barragem do Açu cuja sangria acontesse na cota de 55 metros para o açude do Mendubim que sangra na cota topográfica de 46 metros e estão separados por menos que 4 Km. A partir daí poderia se perenizar também a lagoa do Piató com capacidade de armazenamento de água em torno de 96¨milhões de metros cúbicos que por sua vez quando cheia nos invernos rigorosos pereniza o rio Panon indo se encontrar com o rio Açu proximo a sua foz do tipo delta, agora no municipio de Porto do Mangue no Oceano Atlântico Norte. Quanto a morte de pessoas aqui é mínima pois o relevo é plano e existe área de escape para as pessoas escaparem da força das águas indo para os chamados tabuleiros quando não resgatados para locais seguros. Somente os afoitos nadadores diante da furia do rio Açu que desce da cota 55 e em frente a cidade do ASSÚ a apenas 6 Km se encontra na cota de 23 metros. O problema do Vale do Açu é 3 açudes sangrando ao mesmo tempo. O rio Açu barrado pela mega barragem, um pouco a juzante proximo a ponte Felipe Guerra o rio Paraú e um pouco mais adiante , agora do lado do nascente rio Pataxó, barrado por um pequeno açude denominado de Pataxó com capacidade de apenas 24,5 milhões de metros cúbicos, na qual defendo outra barragem bem dimencionada na porção média deste importante rio que atinge sobremaneira a cidade de Ipanguaçu situada na cota de cerca de 16 metros. A proposito, é importante esclarecer que eu como membro da Defesa Civil aqui no ASSÚ em 2008, observei juntamente com outros membros que faziam vistoria no aumento do volume das águas, mandei fotografar o rio Açu mandando de volta as águas do rio Panon. O que é isto ? Isto é o fim do mundo. Um rio correr para tráz. Pois bem estar registrado e muitas pessoas da região sabem disto a Lagoa do Piató encheu também pelo seu sangradouro passando com a velocidade extrema enchendo a Lagoa da Mutamba, que por sua vez se emendou com a lagoa do Banbuê e Piató. A força da água era tanta que quase destruiu a ponte que existe aí na RN 016. Neste dia o sertão virou mar pois do outro lado Ipanguaçu estava ilhado e se tinha enchido também a Lagoa da Ponta Grande ou Itu.
A curto-prazo então não haveria uma solução?

E a médio e longo prazo não poderia se fazer uma transposição destas águas da Barragem do Açu para regiões onde falta água, dentro do Estado ou para os estados vizinhos: Paraíba e Ceará. Desta forma poderia se controlar melhor o volume da barragem. Também não daria para construir uma outra barragem a jusante, ou a montante, ou ainda aumentar a capacidade da barragem.

Desculpe, mas também estou achando o Sr. muito preocupado com custo, pois quando se quer se arruma dinheiro, basta ver a transposição do S. Francisco, e todas estas obras do PAC, então vamos cuidar dos nossos irmãos do RN, o dinheiro aparece, por isso é que eu sou mesmo defensor da CPMF, mesmo sabendo que seu destino é a sáude, ela vai ajudar a União e os Estados no sentido de liberar recursos para outras áreas como esta.
Caro amigo Fernando Augusto Botelho membro do Portal Luis Nassif.
Também sou a favor da cobrança irrisória da CPMF. É interessante como DEUS nos insinuou a debater um advento natural que comumente ocorre no nosso planeta azul, que não raro, provoca enchentes no Nordeste brasileiro e as vezes seca no sul do nosso país. Veja o que escrevi para o inglês Mister Brain sobre como levar água para a área onde será estabelecida a ZPE do Sertão o que vai de encontro ao seu interessante e inteligente exclamação e pensamento de transpor água da Barragem do Açu para outras bacias hidrográficas adjacentes. Defendo também, a construção de uma adutora ligando a agua da Barragem a adutora já existente as margens direita do rio Açu que supre de água bruta a cidade de Macau na qual o local de captação estar próxima a cidade de Alto Rodrigues. A mesma passaria pela comunidade rural de Pedrinhas, Conjunto habitacional Presidente LULA, Ipanguaçu, Comunidade rural de Arapuá, Comunidade de Canto Grande, Baixo Açu, cidades do Alto Rodrigues, cidade de Pendência e por fim a cidade de Macau, braço direito do delta do rio Açu. Quanto ao prazo, infelizmente não há tempo de se esvaziar a barragem. O inverno, epoca das chuvas começa comumente na segunda quinzena de Janeiro indo até maio. Quanto a construção de novas Barragens é imprescindível a construção da Barragem de Oiticica que com um bom gerenciamento poderia disciplinar o fluxo d'água na calha do rio Açu. A juzante é área sedimentar . Não é conveniente fazer barragem neste local, todavia nos riachos que desaguam neste rio poderia se construir pequenos açudes tanto no embasamento cristalino quanto na porção sedimentar.
Breve e simples relato sobre conflitos de interesse econômico ocorrido recentemente:
Em 2004 ouve um bom inverno por sinal atípico, inverno que chegou cedo já no primeiro mês do ano e acarretou o transbordamento de água do leito normal do rio Açu. Foi uma pequena enchente que deve ser mencionada. A propósito é importante esclarecer que há conflitos de interesse econômicos por parte da água derivada da Barragem do Açu. Em 2004 em uma visita que fiz a uma fazendinha que possuo na comunidade rural de Canto Grande o aumento considerável do fluxo de água rumo ao mar. Neste aumento o rio formou o que chamamos de Croás que são pequenas no meio do rio. De repente tive a coragem de enfrentar a correnteza do rio e ir até a croa no intuito de saber a profundidade da água do referido rio. Há cerca de quinze metros a água já estava me cobrindo. Nadei um pouco mais e mergulhei para saber a nova profundidade, neste nada e mergulha me cansei e nadei com esforço até a croa me agarrando em pés de Calumbi cheios de espinhos. Como o fluxo de água estava cada vez mais nadei de volta até as margens indo chegar aproveitando a correnteza até um local mais a jusante. Voltei ao lugar que parti com esta corajosa experiência e telefonei via celular para o DNOCS para saber o que estava acontecendo. Hermegildo do DNOCS me explicou tudo muito bem. Eugênio a Barragem ainda não está sangrando, todavia abrimos as válvulas dispersora de água para uma vazão de 16.000 a 17.000 litros por segundo por isso o rio esta enchendo. O pessoal dono dos tanques de carcinicultura e produção de sal também me telefonaram querendo saber o que estava acontecendo e pediram para que nós fechássemos mais as válvulas e diminuísse a vazão, pois já começava a danificar alguns de seus tanques. Neste simples e verdadeiro relato quero explicar que o tema volume e outorga de água no Vale do Açu é complexo. A Del Mont Fresh Of Brazil com as duas cheias consecutivas já não requer tanta água como no passado recente.
Por fim, aproveitando o importante tema, pergunto aos técnicos do DNOCS e da ANA o porque sabendo da ficha técnica da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves que ela pode liberar em suas valvulas dispesoras 28.000 litros por segundo em toda sua historia desde 1983 só liberou cerca de 18.000 litros por segundo ? Existe algum defeito nesta válvulas ? Por que agora sabendo que vai ter um inverno acima do normal não liberar além de 18.000 litros por segundo. Agora estar em 16.000 l/s. Por que não se tentar chegar aos 28.000 l/s.


From: eugenio.pimentel@hotmail.com
To: brian@equator-inv.com.br; ferreiracunha2003@hotmail.com; folhadovale@yahoo.com.br; zpedosertao@hotmail.com; ivan_lopesjunior@hotmail.com; semarh@rn.gov.br
Subject: Recursos Hídricos Superficiais
Date: Fri, 19 Nov 2010 21:51:58 +0000

Caros pesquisadores e jornalista

Como podem ser observados nas fichas técnicas destes três reservatórios a cota topográfica da sangria da Barragem do Açu é de 55 metros, Mendubim é de 46 metros, isto me permite concluir que a calha do rio Açu a montante da barragem estar apenas 9 metros em relação à calha do rio Paraú a montante do açude do Mendubim. A distancia entre as calhas destes dois importantes rios é inferior a 4 Km. É possível a meu ver, perenizar o rio Paraú através de canais e/ou túnel por gravidade o rio Paraú. O local mais adequado do meu ponto de vista é um riacho existente na comunidade Torrões, antiga Casa de Tábuas que descamba para barragem do Açu, na qual tive a oportunidade de observar. Podemos também pensar em perenizar a lagoa do Piató aí por cima através do Mendubim perenizado ou por baixo perenizando a lagoa do Puaça e escavando até o riacho de DR. Edgar, seguindo as margens do rio Açu até a entrada d'água natural da lagoa do Piató que fica antes da Comunidade rural de Linda Flor. Ao meu juízo é fácil e não tão caro fazer este importantíssimo empreendimento.

Geólogo, Gestor Ambiental e pesquisador do semi-árido Eugênio Fonseca Pimentel.

RSS

Publicidade

© 2022   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço