Zezita e Zouzou não se metem muito em assunto policial, mesmo da Interpol, desde que não seja com elas, extradição, sedição ou sedução de escravos brancos, quiquiqui... Então, quem tá enfronhado na causo que esclareça as Z², sivuplé.

Mas resolveram pensar Battisti e pensar um mini-Battisti que não move mundos e fundos, não disparou, nem zoou barraco de nenhuma polizia di stato.

A brazilian mummy Silvana brings the child Sean, então com a tenra idade de quatro anos, to Brazil. Filho dela e do gringo David Goldman, molequinho nascido nos esteites da América. Disse que vinha dar um rolê, com autorização escrita pelo daddy (pra quê?), pra dar um alô gente tô na boa à famiglia Bianchi. Um temponho depois, madame decide que não tá mais com saco de voltar praquela terrinha de gringos e resolve permanecer na cidade maravilhosa, casando-se com um conterrâneo rábula por decisão unilateral de corte brasiliana. Tem um segundo parto e falece. A famiglia Bianchi segue negando devolução de Sean, cidadão estadunidense, aos pai e país (vai acento mesmo) de origem.

OK, dirá Emília, "sua alma, sua palma". Só que resolve ficar com o filhote, mandando o ex-David-pai-do-Sean f*** himself e ficar na dele. David evidentemente considera o gesto um tanto descabido, senão ilegal, e recorre à tartaruga de asa chamada Justice. Saca um blablabla juridiquês denominado Lei de Sequestro Internacional, algo parecido, estabelecido pela Convenção de Haia, na qual nosso Rui foi águia.

Nessa tramitação a toque de caixa se foram 5 aninhos, quaquaquá! Petição daqui, petição de lá, liminares, contraliminares, busca e apreensão, habeas-corpus. Nada com a dramaticidade de crianças atiradas por janelas ou arrastadas por automóveis. Mas, but, sin embargo, um pai até prova em contrario ligado ao filho 4 anos, desde o nascimento, esteve impichado de ver o filho que ajudou a fabricar, acompanhou o nascimento, emocionou-se, gamou-se, alucinou-se. Um cara desse fica 5 anos sem olhar pra cara do little kid, tendo ainda de percorrer a via crúcis de cartórios, lawyers, courts, fóruns, consulados e embaixadas. Sem falar no apelo à Comissão dos Direitos Humanos ianque.

Que tal? Ora direis, Battisti é caso político, refaz jurisprudência que pode repercutir em fóruns internacionais de julgamento de crimes políticos ou hediondos, escancara faces ocultas na democracia meia-boca alimentada pela gasolina das ideologias. Direis also que David é um zé-david gringo, otário, e nessas todas nunca faltam os "patriotas" e "yankees go home (sem Sean)" desfilando nas avenidas patriotadas sob o clamor de "ê ô ê ô, os Bianchi são um terrô".

Sean é cosa nostra?

Aí entram os holofotos. Uma corte federal regional ordena a entrega, com 5 longos anos de delonga, do little boy ao daddy David. OK. Eis que adentra a cena o eminente excelentíssimo doutor Marco Aurelio Mello (que deve andar com poucos afazeres) e mella tudo. Sean não vai. David que f*** himself novamente. O esclarecido magistrado quer "ouvir" Sean, um garoto que sequer teve oportunidade de conhecer David, e que passou os ultimos 5 anos em companhia biachina, fazendo amizades, ouvindo versões e se aculturando em terras brasileiras. Isso pra não mencionar uma expressão feinha: lavagem cerebral.

O que acham que Sean vai preferir? Dr. Mello melleca a isonomia, em especial a emocional e a educacional. Sacaneia David no que David teria de direito sagrado e consagrado: the son of man.

Diga-se, uma aberração, desde que David não seja, ou tenha sido, um psicopata, espancador, pedófilo, sodomita ou sãopaulino (quiqui). Nenhuma destas hipóteses provadas e comprovadas... Por que Sean ficou aqui 5 anos?! Por que a justiça pra lá de lesta e presta não restituiu incontinênti Sean ao pai de imediato, e dado uma prensa à falecida mummy: "Você discute com o trouxa seus quiprocós na vara de família, lá ou cá. Mas sequestro dá cana"?

Não? Outras implicações? Imperialismo? Machismo? Emocionalismo? Patriotismo? Nacionalismo? O que David (desde que não seja um Herodes redivivo) tem a ver com isso?

Vamos de Battisti.

David não é bandeira dignificante o bastante. É só um pai.

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Prás duas mocinhas, zezita e zouzou:
a história, contada do jeito que você conta, dá até vontade mesmo de ficar do lado do pai.
E com um acréscimo: americano não tolera que filho nascido naquele território (desde que filho de gente de "bem", se é que vocês duas me entendem) tenha aquela nacionalidade preterida, ainda mais "a favor" de uma naçãozinha de... de... merda, vai! (o presidente Lula me autoriza a dizer o palavrão!) Ou seja: tem mesmo é que ser devolvido ao pai!

Mas, afinal, qual direito tem o pai do menino, além da cessão do esperma? eu não sei! vocês sabem?

Além disto, prô bem ou prô mal, o menino já tem uma forte convivência entre os familiares brasileiros. Por que não ouvir o menino? Psicólogos competentes saberão descobrir, com ele, onde mora seu desejo.

Por isto, e porque o causo já deixou de ser familiar (e vc insinua a relação com o caso Batistti), a complicação desta história aumenta... mas eu, fosse juiz, iria com muita cautela ao pote.
Luzete, nao acredito que você esteja defendendo isso. Bananas para o Direito? A mae ficou com o menino ilegalmente; ela poderia ter direito a isso, mas tinha que passar por uma corte de Justiça que decidisse, porque o pai tb tinha direito ao menino. Além desse mau começo, ela morreu. É direito líquido e certo do pai ficar com o menino, segundo nao só a lei americana, mas tb a lei brasileira e a lei internacional. Só nao foi devolvido por causa de "jeitinhos" e poder paralelo na justiça brasileira. Se fosse um filho seu, que um marido levasse para o exterior ilegalmente e depois nao quisesse devolver, o que você acharia?
Querida pedagoga,

Mesmo tratando-se de um maldito gringo...

"Qual o direito... além da cessão de esperma"?!
Ouvir judicialmente um menino de nove anos submetido à convivência imposta?
Paternidade tem nacionalidade, ou ideologia?
Fora que Zezita conhece gringos "do bem", como chinas e brazucas "do mal".
Não entra, ao que parece, a instituição "nação", nem a arrogância imperial dos donos do mundo. Não sei se o cara abre mão de qualquer porcaria de nacionalidade em favor de um filho que, pode parecer incrivel, a quem pode ter legítimo e verdadeiro afeto. São laços, e quem teve pai sabe que até pais são capazes de amar um filho, e sentir falta e se matar pra reaver o filho.

Se não, não haveria Ladrões de Bicicleta.
O mundo seria um lamentavel e aterrorizante Pai Patrão.
Estamos politizando ordinary people. Não me refiro a ninguem aqui da comuna, mas à mídia dos escândalos que varre um pequeno drama pra debaixo do tapete da objetividade (aí vale objetividade).
Zezinha, explicando a cessão do esperma. Eu coloquei assim: mas, afinal, qual direito tem o pai do menino, além da cessão do esperma? eu não sei! vocês sabem?

ali eu queria dizer que desconhecia (e desconheço) a história afetiva do pai com o menino, do pai com a mãe do menino, além do esperma. só isto! e é disto que esta questão trata. a questão trata de amor, amor mesmo, e que vai muito além da biologia e das leis. e para quem sabe da minha história pessoal, sabe do que estou falando...

o caso não requer paixão, nem torcida, mas equilíbrio, algo muito pouco provável de se alcançar nesta altura do campeonato.

me convencem argumentos a favor do menino. a lei e a biologia tem que ser examinadas a luz de uma sabedoria que passa longe do caso, desde o seu comecinho. e não pensem que criança não pensa.que criança não sabe. das coisas do coração ela sabe como ninguém. perguntem a ela. mas este caso não está sendo julgado assim. dei uma olhada lá no blog e a questão parece jogo de futebol e suas loucas torcidas.
Luzete eu sei qual o direito do pai,além da cessão do esperma. O direito de ser pai, assim como a mãe teria o direito por ter cedido o óvulo.. Os direitos e deveres são os mesmos. São iguais. Um pai pode amar tanto um filho como a mãe ama. Não vejo nenhuma diferença entre o amor de um pai e o de uma mãe. Assim como temos muitas mães criando seus filhos sózinhas, temos também muitos pais que os criam iguais e com o mesmo amor.
Quanto a este menino vai ser dificil,pois todo o tempo em que ele esteve com a vó e o padastro, já lhe fizeram a cabeça, infelizmente contra o verdadeiro pai.
Quem vai poder julgar o que é melhor para a criança? Espero que saibam julgar com toda cautela e sensibilidade que o caso merece.
Errado Luzete, errado.
De cara, constataçãozinha básica: essa história só tem vítimas, vero.

Sean é filho de brasileira, terá a nacionalidade brazuca, não se preocupe com isso, isso não é questão de Estado.

Mas existe um pano de fundo que não é o bem estar do menino.
É questão de poder de fogo econômico - que nós tanto criticamos quando se sobrepõe aos direitos mais básicos - e aí nós, "orgulhosamente", estamos à frente dos ianques.
Ou alguém tem dúvidas que se a família não se chamasse Lins e Silva, não estivesse entre os bem nascidos destepaiz, esse menino não estaria com o pai?

Como Jack o estripador, por partes:

1. A mãe fez da forma errada, e decidiu que a luta se daria na justiça.
Ninguém é obrigada a viver fora, não descasar porque teve um filho binacional, mas há que se admitir e assumir as responsabilidades dessa escolha - ter filho no estrangeiro, com estrangeiro.
Como mãe, entendo, estava lutando por ter o filho com ela e nessa hora dane-se Haia e as convenções - assim se passa dentro da nossa cabeça de mãe- mas não podia se passar na Justiça.
Não sei se David foi proibido de ver o filho, caracterizando tão bem o que - suprema ironia - Lins e Silva defendendo outro caso (o avesso do dele) chama de alienação parental.

2. O bicho pega MESMO com a morte dela.
Alegar que Sean tem uma irmãzinha, padrasto que o ama, amigos, aculturação, avós e quetantos transforma a decisão em parada dura.
Mas foi endurecida pela nossa "célere" justiça e pelo comportamento desonesto da mãe, não por culpa do pai - a que se saiba. E é ele que vai pagar o pato?

3. Sean tem nove anos e não dezoito, estará opinando entre o que conhece -e ama - e o que não mais se lembra.Vamos adivinhar o resultado? Pena que não se ganha com essa facilidade na megasena...

4. Porque David não tem o direito de ter seu filho, de reconstruir a vida, de se casar, ter também irmãos de Sean, porque os parentes americanos têm menos direito a ter o menino com eles que nós brazucas?
Porque não acreditar na capacidade de Sean de estabelecer vínculos com sua família americana?

5. Ele é fruto de inseminação artificial? Não, né? Então que papo é esse de cessão de esperma?
Esse cara a que se saiba foi pai desse menino durante 4 anos. E deixou de sê-lo por causa da mãe, não dele.
Pai na acepção mais profunda do assunto.

6. É mesmo irônico que feministas de plantão não se inflamem com a questão. Isso é machismo em sentido contrário. Se fosse mãe era cessão de óvulos?
Se fosse a mãe pleiteando, quem estaria contra?
Não queremos tanto os pais participando ativamente da criação dos filhos?
Ok, desde que na hora do vamos ver, na hora H, eles - filhos - continuem sendo NOSSA propriedade, e o pai passe a ser tratado como quem deu o esperma, apenas.
Justo, MUITO justo..

7. Sou mãe, me coloco na posição desse pai, é simplesmente desesperador...
Ôxi, Zezita e Zouzou, sabem que demorei para entender o Zdois? (que não sei como escrever como expoente)

Como vcs devem imaginar, a imprensa japonesa não deu destaque a esta triste história, de modo que eu preciso perguntar: o menino, que não deve ser nenhum bebe, que diz? Claro que isto, por si, não decidiria a parada, mas por que é que nunca se soube qual a vontade manifesta pelo menino? Nenhum juiz se lembrou de pedir uma avaliação psicológica?

Beijo suas mãozinhas, mademoiselles. E os pezinhos? São pequenininhos?
Acho que Nassif acaba de responder por mim esta questão:

O preconceito contra a adoção
Nos diversos comentários havia declarações sobre diferenças entre pais biológicos e adotivos que denotavam puro preconceito e total desinformação sobre o que é o universo da adoção. A adoção é uma etapa posterior ao nascimento: é quando os pais aceitam emocionalmente serem os responsáveis pelos filhos. Conheço pais biológicos que “adotaram” e outros que não “adotaram“ seus filhos. Como conheço inúmeras famílias onde convivem filhos adotados e biológicos sem nenhuma diferença de ordem afetiva.

Anos conheci duas mocinhas lindas, responsáveis, afetuosas, que foram abandonadas pelo pai – de classe média, com condições financeiras – e criadas exclusivamente pelas mães (são dois casos distintos, não eram irmãs). Os pais davam notícias de três em três anos, eventualmente apareciam em alguma data relevante (formatura). Fizeram falta na sua formação. E, digo, bem-feito para eles que perderam o que tem de mais importante na vida: o acompanhamento dos filhos virando gente.

Mas a biologia não foi suficiente para uni-los.

Lembrei-me de algumas rodadas musicais das quais participei, em Santo Amaro, na casa de uma médica com três filhos adotados – duas gêmeas, com cara de anjo, e um menino hiperativo, que recebia tratamento médico intensivo. As duas meninas passaram anos amarradas a uma mesa pelo pai e foram resgatadas pela polícia com cicatrizes pelo corpo todo.

O exemplo obviamente não se aplica do caso Sean. Mas serve como reforço para afastar dessa discussão esse componente biológico preconceituoso. Às vezes o melhor para as crianças é voltar para os pais biológicos; às vezes é melhor ficar com os adotivos. Cada caso é um caso e o preconceito não deve presidir o julgamento de nenhum.

Anos atrás, o Fantástico fez uma campanha abjeta em favor da repatriação de uma criança brasileira, que havia sido adotada por um casal israelense. Chegou a insinuar que o casal pertencia a uma rede internacional de adoção clandestina. A menina voltou debaixo de hino nacional. Um ano depois, uma reportagem dava conta que ela tinha sido abandonada de novo pela família biológica.

A vilanização dos envolvidos
Há uma tendência absurda – de lado a lado, mais do lado dos defensores da devolução de Sean ao pai – de vilanizar a família da mãe ou do seu segundo marido.

Ora, o que está ocorrendo é uma típica tragédia familiar, na qual os dois lados estão certos mas o mundo está errado – como dizia um velho advogado carioca, Edmundo da Luz Pinto, mediando conflitos familiares.

Um dos comentaristas chegou a supor que o menino – ao pretender continuar com a família atual – estaria sendo vítima da síndrome de Estocolmo. Outros afirmaram que o fato do menino pretender ficar com a família (com a avó!) teria sido resultado de lavagem cerebral. Claro! Carinhos, proteção da avó, círculo familiar aparentemente equilibrado.

Sobre o pai americano, li insinuações sobre suposta pretensão dele à herança do menino e outras bobagens, a demora dele em requerer a volta do filho – só o fazendo depois da morte da mãe. Não há nada a estranhar. Enquanto a mãe estava viva, que pai responsável lutaria para tirar o filho do convívio com a mãe?

A disparidade de forças
Até agora tenho lido sobre a influência dos Lins e Silva nos Tribunais, uma família poderosa contra um pai indefeso. Cortem essa! O caso Sean tornou-se questão nacional para o Congresso e o governo norte-americano, a ponto de envolver a própria Secretária de Estado Hillary Clinton. Aliás, se o pai não fosse uma pessoa de boa reputação, jamais governo e Congresso estariam do seu lado. Mas se houver desequilíbrio de forças, é em favor do pai.

A atitude de se colocar no lugar das pessoas
Em muitos comentários, leitores se colocavam no lugar do pai do menino. E lhe dava razão. Se se colocar no lugar da avó, a visão da questão será outra. Se se colocar no lugar de todos os parentes brasileiros, outra. A questão central é se colocar no lugar do menino. O que deve pesar é a decisão que for melhor para Sean.

O que é melhor para Sean
Esse é o foco da questão.

Na minha opinião, o universo afetivo do menino foi formado no Brasil, ao lado da família da mãe e do pai adotivo. Aqui ele viveu dos 4 aos 9 anos – a idade em que a criança sai do entorno exclusivo da mãe e se relaciona com um novo mundo. Seus afetos estão na avó, nos tios, primos etc.

Muitos de vocês afirmaram – com razão – sobre a importância do pai na formação do filho. Não se tenha dúvida. Ocorre que, no episódio em si, não há solução perfeita. Ou melhor, haveria se o caso tivesse sido tratado com boa vontade pelas duas partes.

Indo com o pai, o menino se afastará de todo seu referencial afetivo, o que ele tem de concreto, o afeto dos parentes, os amigos que fez, o ambiente da sua casa, seus bichos de estimação, a lembrança permanente da mãe (nos seus parentes). Mas perde o convívio com alguém que ele não conhece agora, o pai, e que deveria conhecer.

Assim como no caso dos filhos de Vilma, haverá resistência em aceitar o novo pai, dor, traumas e, provavelmente, no final se acertarão. Mas o fato de ser arrancado do seu mundo atual trará inevitáveis cicatrizes nas relações de ambos e na formação do menino – muito mais do que ser criado tendo o pai distante.

Ficando com a família atual, o pai será uma figura distante e ausente. Em determinado momento da sua vida, o futuro adolescente Sean iria atrás do pai, para conhecê-lo, ainda que tardiamente. Mas a ausência de pai deixaria marcas, também, embora não tão dolorosas quanto às que se seguirão ao fato de ser arrancado do convívio da SUA família.

O ideal seria um acordo de boa vontade – como foi proposto em um dos comentários -, no qual a família atual aceitasse compartilhar o menino. No início, durante um mês ou mais por ano, ele converia com o pai, mas sem cortar os laços atuais. Quando tivesse idade para decidir, decidiria. Em vez de perder uma família, ganharia duas.
Sim, e a melhor forma de evitar torcidas é a ater aos fatos objetivos e deixar dona Hillary de lado, por mais que estejamos tentados a dar um troco diplomático-jurídico, e torcemos, claro, pela mesma firmeza e renitência no caso Battisti. Se mirarmos no que virá de lucro ou perdas pra dona Hillary, arriscamos perder de vista os interesses e necessidades da ordinary people. Se bem que, em se tratando de questões políticas, prevalece a imposição do silêncio aos inocentes (que não há).

Então objetivamente, sem nenhum emocionalismo:

1. O pai não deu pra adoção, nem (ao que consta até p presente momento) amarrava ao pé de mesas ou camas. Achou que a mãe ia dar um passeio com um filho em comum, de 4 anos de idade, e esse passeio dura até o momento 5 anos.

Zezinha sabe o que é adoção, ou algo similar. O pai entregou espontâneamente aos avós e cresceu junto aos avós, teve a tal ambientação, aculturação, consolidação de afetos. Quando pai chegou, finalmente, nenhuma ligação, nenhuma empatia. 9 a 1
Truncou tudo
Segue:

... 9 a 10 anos de idade, a idade de Sean.

Depois.
O seguinte:

David confiava na mãe, que ia levar o filho (que tiveram juntos, em comum acordo) pra um passeio. Esse passeio dura 5 anos. Um garoto de quatro anos. Hoje tem nove. Todo seu emocional e afetivo foi construido em cima dos lhe foram próximos por 5 anos, numa idade em que se definem afetos, necessidades, disciplinas. Ao pai foram negados voz e presença física.

Agora é tarde, David já dançou. Dos 4 aos 9? Babau. Puro Kafka, simplesmente porque a justiça não cumpriu com sua parte, que foi restituir de imediato o filho ao pai, mesmo com a mãe viva, e aí sim, o menino teria chances de demonstrar sua vontade própria, por infantil que fosse. Seria briga de adultos, não um sequestro.

Adoção e abandono não entram em questão. O garoto não foi abandonado, foi subtraido, levado mediante expediente malicioso. O pai, nem por pertencer à nacionalidade "errada", tinha (e tem) todo direito a querer de filho de volta. Mas nestas alturas, já era. O menino desenhou "espontaneamente" uma bandeira brasileira com os dizeres: "Não me levem daqui". Impacto, inflama a torcida. Vão enfiar Lula no imbroglio e recitar a cantilena da hegemonia... em cima de um pai.

Parece que já houve uma decisão favoravel à devolução, que o mesmissimo doutor Mello abortou. Talvez houvesse tempo pra um equilíbrio. Hoje não tem mais. David vai se contentar (se tiver sorte) em esperar que um cara de 18 anos lhe surja pela porta e lhe dê um abraço hollywoodiano de amor e recaptura de alegrias passadas. Pode tirar o cavalo da chuva, já se confronta com um estranho, posto em estado de hostilidade contra ele. A melhor parte já perdeu: acompanhar o crescimento, se alegrar com cada pequeno aprendizado, tentar fazer o garoto gostar de MacDonalds ou Disneyworld ou folk. É um saco? É direito de pai, que a mãe poderia contestar, mas não surrupiar.

Um homem sentou-se durante a vida toda diante de um portão onde havia um porteiro que o impedia de entrar no edifício. Quando estava pra dar o último suspiro, o porteiro lhe diz: Não estranhou nunca que ninguem tentou entrar aqui, alem de você? Agora você vai morrer e meu trabalho acabou. Estava aqui somente por você".
Confesso que só agora entendi. E, Zezé e Zouzou, estava conversando com o Tinhorão sobre, e temos a mesma opinião: morta a mãe, em qualquer lugar, a criança fica com o pai.

O ideal seria, é claro, o menino conviver com pai e família brasileira, num acordo afetivo. No estado de beligerância , entretanto, que vive o mundo, e no caso em questão,nada mais dificil que o amor.

Acredito,também, que faltou manifestação não das "feministas de plantão", já tão ocupadas com tantas barbáries cotidianas, mas dos movimentos de homens, que existem sim, nos EUA, muitos bem sérios. E infelizmente, já são antigos por lá,mas não chegam aqui.

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