Caros

Nunca copie e colei, porem essa carta aberta de Ricardo Augusto Felicio, professor de climatologia do Depto. Geografia da USP,  me vejo na obrigação de adotar esse procedimento.

Quero também aqui parabenizar esse corajoso professor, assistam também a entrevista que Jô Soares fez a esse professor:

 https://www.youtube.com/watch?v=-pAS_aThirg&feature=g-sci 

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Carta aberta à comunidade da USP

Carta aberta de Ricardo Augusto Felicio, professor de climatologia do Departamento de Geografia da FFLCH

Lamentável e repugnante a matéria deste jornal da primeira quinzena de março de 2010, informando que os cientistas da USP permanecem fiéis ao IPCC. Vocês deveriam se retratar em público por tamanho absurdo. Somos muitos os pesquisadores desta instituição que negam as imbecilidades pregadas, em forma de dogma, da patifaria imposta por ONGs, ONU e interesses de governos internacionais. Cientista não pode ser fiel, muito menos a um órgão político da ONU que nada tem de científico. O jornal ainda peca ao falar dos 2000 cientistas. Eles não devem passar atualmente de 100 ou 200. Só em 2008, mais de 600 caíram fora, alegando que não mais participariam deste conluio. O número real expressa um avolumando contingente de membros de ONGs, políticos e burocratas que nada tem a ver com ciência. Esta é a realidade que custa a ser demonstrada aqui no Brasil.

Enquanto a briga lá fora está acirrada devido aos diversos escândalos, quase semanais, encontrados nos afazeres do IPCC e seus asseclas, a nossa imprensa se cala, não trazendo as grandes discussões diárias sobre o assunto que vemos em outros países. Só mesmo pseudocientistas, engajados em interesses econômicos, é que se curvam ao IPCC. E pelo que vemos, temos muitos aqui dentro.

Então lançamos o desafio, exatamente como é feito no exterior: mostrem a evidência! Já adiantamos que não aceitamos: “eu acho” ou “eu creio”; saída de modelos de computador e nem dogmas. A grande prova de que eles não tem nada é sua fuga das discussões e seus ridículos planos, atrelados ao uso do “princípio da precaução, porque na falta de plena certeza científica, devem-se tomar medidas de mitigação imediatas”. Qual a finalidade da pesquisa científica séria e dedicada, se no final das contas a resposta já está dada de antemão – se o aquecimento global fosse verdadeiro, deveríamos tomar medidas mitigatórias, mas se ele não for comprovado (como não o é) devemos tomar exatamente as mesmas medidas, apenas por precaução? Que futuro resta para a ciência climática, se ela não é mais ouvida, pois todas as decisões em nome dela já foram tomadas? Sem falar da idéia de consenso, pois todos já admitiram que o homem causa “aquecimento global”, também confundido com “mudanças climáticas”. Oras, só nestas afirmações nós percebemos como eles são totalmente contraditórios. Sem falar que ainda dizem que os debates já se encerraram. Como as discussões estão encerradas se elas nunca aconteceram?

Querem trocar todo o cotidiano das atividades humanas baseados em mentiras?! Isto é completamente absurdo! A patifaria tomou vida própria. Está mais do que na hora de ser devidamente neutralizada. Gastar verbas com o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas – PBMC será uma fabulosa forma de sumir com dinheiro público que poderia ser muito bem empregado para fazer melhorias contra um real problema: saneamento básico no Brasil! Quanto à imparcialidade do jornal, esta ficou muito a desejar.

Ricardo Augusto Felicio é graduado em Ciências Atmosféricas – Meteorologia pela USP, tem mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e doutorado em Geografia (Geografia Física) pela USP

Ótimo final de semana

abraços

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Respostas a este tópico

Hermê

A apresentação deste professor foi algo mediático, ele simplesmente tentou algo impactante, de qualidade duvidosa, sem levar em conta determinadas nuances. Ao meu ver deixou muito a desejar.

Ele fez determinadas simplificações que eu não concordo, por exemplo esta de dizer que o nível do mar não sobe é uma delas. Na realidade falta base geológica para ele que o impede de fazer algumas ilações um pouco mais profundas.

O que há de real, em termos de medidas, são dados de marégrafos que mostram uma subida constante em praticamente todo o mundo nos últimos 130 a 150 anos. Em alguns lugares no lugar de subir o nível relativo do mar desceu, isto se explica pela variação das alturas das placas tectônicas.

Agora o que é certo é que nenhuma medida indica a aceleração da subida do nível do mar no período em que alardeiam, não há nenhum dado real que indique isto.

A NASA tem evidências da aceleração da perda de gelo na Antártida e na Groenlândia, nos últimos anos. Mas não é este o meu ponto.

Acho curioso é que só se encontra referências do prof Ricardo Augusto Felicio em sites de extrema-direita, ou fazendo palestras para a UDR, ou escudando o Luiz Molion... não te chama a atenção um acadêmico, ainda mais com origem na Geografia,  escrever algo como ''interesses de governos internacionais'' ?

Hermê,

Mais curioso ainda achei a entrevista do professor promovida pela rede globo, justamente no momento que existe forte pressão da população brasileira para que a presidente Dilma vete o código florestal aprovado recentemente no senado, onde sofreu grandes alterações no projeto original.   

Pois é. Nada por acaso.  

Aliás... o dono do tópico afirma, alegremente, que o agro-negócio ''só'' derrubou 20% da Amazônia. Deve achar que isso não passa de frescura.

Reduziram a faixa de preservação dos rios.

A aprovação do novo Código Florestal Brasileiro pela Câmara dos Deputados, no dia 25 do mês passado, intensificou ainda mais a batalha entre ambientalistas e ruralistas, que agora, entre críticas e protestos, aguardam pela sanção ou não, parcial ou total, da presidente Dilma Rousseff, o que deve acontecer nos próximos dias. Para o grupo dos ecologistas, do jeito que está, o novo Código permitirá ao agronegócio, entre outras coisas, avançar sobre áreas de importância ecológica como margens de rio, o que levaria a um esgotamento dos recursos hídricos. Do outro lado, os produtores rurais demonstram certa tranquilidade com a aprovação do texto nos termos atuais, com a alegação de que os argumentos dos ambientalistas não têm embasamento lógico, e esperam agora a sanção sem vetos pela presidente.

Na avaliação de Élisson Prieto, ambientalista e professor do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a medida mais polêmica aprovada pela Câmara dos Deputados é relacionada às Áreas de Preservação Permanente (APPs) em margem de rios. Pela lei vigente, deve haver uma faixa de vegetação conservada com tamanho variante entre 30 e 500 metros em beiras de rios, as chamadas matas ciliares. É proibido ao proprietário avançar e ocupar esta faixa, sendo obrigado a reflorestá-la em caso de descumprimento da lei.

No entanto, o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados retirou a obrigatoriedade de se reflorestar matas ciliares em rios com mais de 10 metros de largura. “Isto significaria dizer que partes do rio Uberabinha ficariam sem árvores ao redor, o que prejudica muito a qualidade da água. Você retira dos grandes rios a necessidade de proteção, o que é um absurdo”, afirmou Pietro. O novo Código também alterou o tamanho da mata ciliar para rios com menos de 10 metros de largura, que poderão ter até 15 metros de vegetação em cada margem da área.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Soares Fonseca, as mudanças visam proteger os pequenos produtores. “É o pequeno produtor, o da agricultura familiar, que está na beira dos rios. Muitas vezes, se inviabiliza a pequena propriedade ao se colocar uma exigência de se preservar 50 ou 100 metros da mata na margem do rio”, disse.

Entenda

A legislação florestal ainda em vigência foi elaborada em 1965, mas sofreu alterações ao longo do tempo. Em dezembro do ano passado, a Câmara havia aprovado uma proposta de novo Código que, ao ser remetida ao Senado, teve 26 artigos alterados. Por conta das mudanças, o projeto teve de ser devolvido para a Câmara dos Deputados para nova apreciação. Foi quando se destacou a figura do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do projeto, que promoveu 21 novas mudanças na proposta. O texto final do projeto tem artigos que dizem, por exemplo, que quem desmatou áreas de nascentes de rio, cujo raio médio é de 50 metros, será obrigado a reflorestar apenas 30 metros. O projeto não vai voltar ao Senado.

 

Estou escrevendo algo sobre isto

Veja os resultados do satélite europeu, colocado em órbita há três anos para estudar a espessura do gelo.

http://www.esa.int/esaCP/SEMDI7HY50H_Portugal_2.html

Os dados que a NASA tem são do satélite gravimétrico GRACE, que as variações da medidas são da mesma ordem do sensor, e os dados que eles tem não passa de 5 anos, não dá para verificar tendência nenhuma.

Agora o nosso amigo Geógrafo, a base conceitual dele é muito fraca, ele é um panfletão vivo, e suas afirmações, para mim que sou um cético de carteirinha me chocam. Posso dizer que os bons sites céticos norte-americanos (os bons não os burros) não afirmam o que ele afirma. Ele é da tendência da extrema direita portuguesa e brasileira que afirmam que o AGA é uma conspiração comunista (coisa que é completamente sem a mínima noção).

Hermê,

Cientificamente, a permanência de uma taxa constante de aumento, não demonstra uma alteração de comportamento no nível do mar. Mesmo com o avanço da tecnologia, os modelos científicos, ainda continuam modelos. Por maior que seja a nossa capacidade de aumentar as variáveis, elas não reproduzem a realidade.

Para complicar um pouco mais as coisas, há ainda a falta de dados históricos (de longo prazo) confiáveis. As metodologias variam com o correr do tempo e sempre é necessária uma correção (que aproxima os dados, mas prejudica a precisão). 

Sem descartar as medidas apresentadas acima pelo Rogério, encontraremos outras aqui que chegaram a resultados opostos. Se pesquisarmos, encontraremos dados que apoiam uma e outra tese. Mesmo o levantamento mais catastrofista trás, prudentemente, esta observação: 

Apesar das medições de nível do mar serem feitas em vários portos n...

Mas o que está em questão aqui, Gilberto, são as declarações inusitadas de um acadêmico, cujo único propósito parece ser o de confundir.

Que lhe parece a afirmação de que as rain forests estão lá porque chove, não o contrário... portanto pode cortar que em 20 anos tudo se recompõe?

Que lhe parece a coincidência, notada pelo Webster, da entrevista com o atual capítulo da novela do código florestal?

Hermê,

Acho que deixei isto claro em outra resposta minha ao tópico, relativa a posição brasileira nos Fóruns patrocinados pela ONU: 

Internamente, precisamos tomar cuidado para não cair na esparrela de achar que qualquer atitude de oposição à estes fóruns, signifique uma vitória para o Brasil. O caso do Código Florestal é emblemático. É a vitória de um minúsculo grupo da sociedade brasileira, com um enorme poder "político" ($$$), os dos grandes proprietários. Não sei qual o consenso (aqui no LN), o meu apoio, Blairo Maggi (ex-PPS, convém lembrar) e Cia. não terão.

Este ponto de vista, não é determinado por uma questão "ecológica". É, sobretudo, determinado por um real posicionamento político. O Brasil precisa se livrar dos latifundiários para atingir um novo patamar.

VETA, DILMA!

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