O que acontece: os corretores, enquanto categoria, estão pleiteando, por meio do Poder Judiciário, a permissão de elaborar laudos de avaliação de imóveis.

O CRECI acrescentou duas disciplinas relacionadas à técnica de avaliação de imóveis ao curso de formação de corretores e isso está sendo apresentado como capacitação técnica suficiente para que os corretores avaliem imóveis ou mereçam a permissão formal para exercer o papel de avaliadores.

Qual é a natureza da questão:

A formação dos corretores deve ser voltada à compreensão dos obstáculos a uma negociação de compra e venda, o funcionamento das instituições que têm influência direta sobre esse tipo de negociação e os procedimentos burocráticos da efetiva realização do negócio de compra e venda.

O avaliador, por sua vez, precisa saber a respeito do funcionamento do mercado imobiliário, das características financeiras da produção de bens na área imobiliária, da estatística do levantamento de preços, da prática de coleta dos dados necessários ao cálculo avaliatório e os detalhes desse cálculo sob todos os pontos de vista relevantes. Há uma normas ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas detalhando essa questão. Há associações de classe como o IBAPE - Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia voltadas à formação de avaliadores.

Formalmente, há a exigência de CREA a quem queira exercer a função de avaliador e de CRECI a quem queira exercer a função de corretor de imóveis.

Como um indivíduo pode agir para contribuir para um coerente arranjo do exercício das funções e a formulação de normas que coibam invasões mútuas ?

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Respostas a este tópico

Fernando.

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Não entendi bem a tua opinião, será que podias sair um pouco de cima do muro e deixá-la clara! Estou falando numa boa, quero saber o objetivo do post e não entendi!

A minha manifestação é no sentido de permitir uma definição clara na orientação geral da conduta profissional.

De duas, uma: ou há respeito mútuo no que concerne a atribuições profissionais ou agimos todos como se houvesse uma fusão de atribuições.

Eu creio que não estou em cima do muro, só evitei ser mais contundente. Para bom entendedor, meia palavra basta. Pela sua manifestação, fica parecendo que você não vive o problema que focalizei no meu post inicial e que atua em outras áreas profissionais. Se isso for verdade, é bem possível que experimente dificuldade para entender até esta explicação.

Felizmente na área que trabalho trabalham poucos, logo não tenho conflito de interesses ou sobreposição, entretanto este problema entre corretores e engenheiros já se prolonga a muito tempo e para mim é claro a definição.

Primeiro deveríamos falar da distinção absurda e cartorial que o nosso sistema jurídico divide entre ter competência e ter habilitação, diria que em termos de competência quase todos os engenheiros e corretores não tem competência para avaliações. A diferença entre um engenheiro e um corretor é que se este primeiro fizer uma formação específica (especialização) em engenharia de avaliações terá competência para tal, já os corretores não, isto se deve a falta de base na sua formação que permita a avaliação de situações singulares.

Um corretor tem capacidade de atribuir preços de produtos para determinados aqueles que se encontram no mercado, ou seja que estão sendo comercializados. A capacidade de um corretor de avaliar tudo que fuja ao que o mercado oferece é extremamente limitada pois não conseguem extrapolar corretamente as situações mais complexas.

O diferencial de um engenheiro para um corretor esta na formação básica, como disse, um engenheiro com especialização em engenharia de avaliações teria a possibilidade de extrapolar cenários a partir de outros conhecimentos que dispõe (construção civil, estatística, etc...) que um corretor não tem.

A formação dos corretores parece que nos últimos anos está melhorando, a medida que existem já existem tecnólogos nesta área, mas a algum tempo não era assim, para ser corretor não necessitava nada além do que um pequeno exame básico sobre o assunto, coisa que qualquer pessoa com curso superior, ou com bom nível de auto-didatismo, conseguia estudar e passar em poucos meses.

Poderíamos discutir o que acho que falta na formação de um profissional para exercer esta função, porém posso adiantar, que para uma formação correta é necessário uma boa base de disciplinas básicas.

Pode-se, sem qualquer desdouro, com base na informação que você forneceu, atribuir as inadequações de sua manifestação ao fato de você não atuar nem na área de avaliações imobiliárias, nem na área de intermediações imobiliárias.

Como você não se posicionou a respeito da questão proposta, isso é tudo o que se pode comentar até o presente momento.

Agradeço seu interesse e sua atenção.

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