Construção de Conhecimento: Nossa responsabilidade com o que postamos.

Acompanho o blog do Mouro desde 2006 e - como muitos aqui - vi o cuidado e carinho com que ele pensou e criou esse espaço.
Espaço que deve ser plural, para debate de idéias, para construção de conhecimento.
Mas que requer responsabilidades de nossa parte, não só da dele.

As pessoas participam de distintas maneiras.
Há as que nos brindam com textos maravilhosos e de própria autoria - como os meus preferidos Liu, Zé via de regra (o da China sumiu) e Beto Ruschel - os poetas como a Renata, os garimpeiros como Helô, Cafu e Marise (entre outros), os cronistas como a Lena.
Há os que postam coisas lidas em outros lugares, e nesse caso só posso achar que pensando que a discussão possa ser relevante para a comunidade.
E há as que só lêem.

Isso sem falar nos temáticos, que não participo.

Não vejo nada de mal em nenhum tipo de participação, desde que aberta ao debate, que às vezes se acalora, claro, mas que deve ser civilizado.

A internet permite muitas coisas boas - como aqui - mas também permite que nos cheguem e-mails "assinados" com nome de famosos, gente acovardada de escrever o que pensa, de destilar seu preconceito e que então se esconde sob o prestígio dos outros.
O exemplo mais clássico para quem aqui frequenta é o "Elite Privilegiada", atribuído ao Mouro e que vai exatamente contra tudo que ele pensa, faz e trabalha por.

Por isso quando postamos algo que não fomos nós mesmos que escrevemos, é nossa responsabilidade citar a fonte. Escrita, publicada.
Não há como ninguém controlar os apócrifos dos outros, já somos mais de 6000, mas a idéia é que as próprias pessoas verifiquem se procede, afinal estão passando informação a outras pessoas na tentativa de construir conhecimento, ou não?

E, independentemente de não sermos os autores, é minha opinião que, se os escolhemos para divulgação, devemos estar preparados para debater o que eles contêm.
Senão para que a postagem? Provocação serve, mas aguentemos o tranco com argumentos.

Não acho honesta a atitude "não brinco mais", ameaças de xororô para a chefia.
Somos todos adultos por aqui - exceto o grupo dos jovens - isso é (no meu entender, e por isso ponho em fórum para discussão) um descomprometimento com a proposta daqui.

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Respostas a este tópico

Compartilho sua opinião minha amiga Cabocla. Mas sou do tempo que a palavra bastava...
Acho esse espaço muito precioso para ser ponto de parada de imbróglios.
Mais leio do que escrevo na comunidade por puro receio perante tantas pessoas que sabem expor suas emoções em seus textos. Por isso leio mais e mais.
Desde quando o Nassif introduziu esta comunidade estou nela e ainda não ví deslizes que me fizessem diminuir o seu significado.
Acho que fui o nº 300 e alguma coisa na comunidade, a Analú está logo na sequência ou na antecedência, não me lembro.
Mas como disse outro dia: Os amigos da comunidade são fontes de orgulho! E os ainda não amigos tb!
Mas esses que fazem parte do meu conjunto de amigos são realmente AMIGOS.
Depois disso o que dizer mais não é?!
E você é um amigo e tanto...
Bjs, sempre adoro te encontrar nas raras ocasioes em que você tem postado...
AnaLú
Querido Lacyr
Em um óbvio exagero te digo: por mim, aqui as pessoas podem tecer loas a Mussolini..
mas se reponsabilizem por...
Isso (a meu ver) é a palavra que tu falas que basta...
bjs
Bom, não acompanhei nenhum destes debates, mas concordo que as pessoas devam assumir o que dizem e aceitar o discurso do OUTRO é fundamental para o crescimento do debate e do ser que debate. Fora isso, é narcisismo puro!
Caras meninas.

Começo assim porque se olharem bem a maior parte desta discussão está sendo levada por pessoas do sexo feminino! Interessante, talvez a tentativa de privacidade esteja mais ligada a quem geralmente sente-se mais frágil (sentirem-se não quer dizer que sejam!) dos que se sentem mais seguros (e não o são).

Vou só colocar uma consideração sobre o porquê que utilizo o meu nome próprio no local de um Nick, por um simples motivo, para me auto-policiar. Surpreendente, se utilizasse um apelido (em português fica melhor) teria sérias tendências de deslizar quando me incomodasse, ou seja, combato parcialmente a minha agressividade (quando posso!), colocando o meu nome próprio.

Se vocês todos analisarem melhor as respostas (agora os meninos e as meninas) verão que os elementos do sexo masculino que colocam um apelido em lugar de seu nome próprio têm uma tendência maior a agressividade, já os elementos do sexo femininos mesmo resguardados por um apelido não são tão agressivos. Eu um provocador de carteirinha tenho levado mais pauladas de colaboradores do sexo feminino que se apresentam com o nome daquelas que se apresentam com apelidos. Já do lado masculino é o inverso, os mais agressivos são os que se escondem atrás de um apelido (neste caso se escondem) e os que empregam o seu nome são mais racionais e comedidos.

Conclusão número 1: As mulheres por pudor (que bonito) não colocam os seus nomes e por educação não rebatem mais virulentamente quando estão encobertas, já os homens quando querem agredir escondem-se atrás de um apelido enquanto outros encaram e dão a cara a bater.

Conclusão número 2: Gosto muito mais do sexo feminino por elas serem leais e recatadas (não tem a mínima ironia nesta conclusão).
Maestri
De minha parte, profissionalmente é complicado colocar meu nome real...
Só isso.
Mas como já disse, não sou troll, participo há 3 anos, tenho e-mail e IP com Mouro.

Minha indignação não veio pelas idéias expostas..
Cada um pode expor o que quiser....
Desde que...
Aceite discutir....

Mais, que se preocupe com a realidade das fontes.
Isso, acho é nossa responsabilidade
Pergunta que talvez caiba nesta discussão.

Qual a diferença de um nome próprio para um apelido adotado?

A responsabilidade sobre aquilo que escrevemos não está em como nos denominamos, acho que está com o nome que nos identificamos. Explicito melhor, quando adotamos um apelido e na medida em que este se torna quase uma marca registrada há uma confusão entre quem escreve e a identidade assumida. O estilo, a linha política, o ranço e os erros de concordância (característica pessoal minha) tomam conta de nossa personalidade e por vaidade procuramos concordar. Um Fulano (como diria minha vó), na primeira intervenção é simplesmente um fulano, mas à medida que ele intervir no blog ele se tornará O Fulano. Não me preocupo com os não identificados, pois sou de uma geração em que perguntar o nome era inconveniente e perigoso para quem dizia e para quem escutava, mas apesar de não saber o nome respeitava as opiniões de quem falava, agora pela internet para mim é o mesmo.

Nota: Na época se chamava Nome de Guerra (deselegante, né).
Por que "confusão"? Desde que se trate apenas de um nick, e nao da construção de um "personagem", o nick é como se fosse o nome... AnaLú, a Anarquista Lúcida, é o nome com que ME apresento, nao é um personagem que eu crie (a nao ser, claro, na medida em que sempre somos personagens, etc., mas aí é muita Psicanálise, e vale mesmo no caso do uso do nome próprio...). Nesse caso em especial, o nick é um "lema", mas é um lema em que acredito. E que acho que me caracteriza, mesmo fora da Net... Anarquista Lúcida sou eu, e eu sou Anarquista Lúcida.
Beleza! Falou e disse!
Eu sou meio retardado, ainda não caiu a minha ficha e não entendi qual é o objeto do assunto. Como diria a Luzete, alguém dê uma luz a uma besta cartesiana.
Vou te mandar um email, tá?
Bjs
Aguardo.

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