Dilma Rousseff afirmou ontem, em Brasília, que não há espaço para discutir "fantasia" na conferência de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas

"Temos até uma missão mais difícil [na conferência], que é propor um novo paradigma de crescimento que não pareça fantasioso. Ninguém aceita discutir a fantasia. Ela [a Rio+20] não tem espaço para fantasia. Eu não falo da utopia, falo da fantasia. Tenho que explicar como comer, ter acesso a água e como vão ter acesso a energia."

"Eu não posso dizer que só com eólica é possível iluminar o planeta. Não é. Para garantir energia de base renovável que não seja hídrica, fica difícil, né? Porque eólica não segura, né? E todo mundo sabe disso."

Ela ainda brincou, dizendo que não é possível "estocar vento".



BEM, BEM, BEM, por isto e por outras que a Popularidade de Dilma está até em quase 90%, O POVO SABE QUEM CONHECE. 

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Hoje dormirei feliz.

Bom sono Maestri e um ótimo feriado!

Webster

Tive uma ótima noite, entretanto vejo que o "looby" pró eólicas ainda continua forte, e a maior parte das pessoas tendem a procurar não entender o que com uma frase a nossa presidente já resumiu tudo:

Não é possível estocar vento (ou seja, se o vento for a noite a energia se perde)

Além disto ela falou outra ótima frase: Eu já medi vento. (Ela quis dizer que pelo que ela já mediu quando era secretária de Minas e Energia no RS, ela mediu e viu com seus próprios olhos a variabilidade do vento, e que depois disto não adiante tentar passar a conversa que seus fundamentos são mais fortes que 99% dos defensores da energia eólica).

Maestri

Penso que o Brasil deveria manter apenas protótipos de fontes intermitentes de energia para pesquisa e desenvolvimento tecnológico. 

O país ainda necessita de muita energia para atender as necessidades básicas de mais de 16 milhões de excluídos e ainda para o desenvolvimento de sua infraestrutura. Implantar no momento geradores de elevados custos na produção de energia e sem o domínio tecnológico, poderá inviabilizar esses programas.

A presidente está corretíssima em sua posição, até porque, ainda dispomos de outras fontes, cujos custos são menos onerosos e de domínio tecnológico do país.    

Webster


Apesar da energia eletro-voltaica ter hoje em dia um custo de instalação e manutenção três ou quatro vezes superior a da eólica, justifica-se muito mais investimento em pesquisa em energia foto-voltaica do que a eólica, explico melhor. Prova-se facilmente que o ganho energético que se pode ter num gerador eólico é no máximo em torno de 15%, pois o rendimento dessas máquinas hidráulicas (apesar de ser movimentada por ar, são chamadas máquinas hidráulicas) já são muito boas, por outro lado o rendimento de uma placa eletro-voltaica é ainda extremamente baixa permitindo através de pesquisas ganhos enormes em eficiência. Talvez o único item que tem alguma possibilidade de pesquisa, é em materiais das pás.

A forma de um gerador eólico é algo extremamente simples, e se qualquer fabricante brasileiro que domine a tecnologia do gerador elétrico e o controle (já temos alguns) se quiser entrar no mercado, pega uma pá existente de bom rendimento, modifica um pouquinho o ângulo de ataque e “voilá” tem o seu gerador eólico de alto rendimento. O problema dos geradores eletro-voltaicos é de controle da rede e previsão do vento, duas coisas que não estão diretamente vinculadas a geração propriamente dita.

Estou dizendo que não há muito espaço para inovação tecnológica na energia eólica, e no momento em que esta for necessária é só utilizar o método que a indústria norte-americana do início do século XX, a japonesa do mesmo século ou a chinesa do fim, utilizaram, muita cópia no início aliada com alguma pesquisa no fim, e muita, mas muita cópia!

Por outro lado às células foto-voltaicas tem muita pesquisa de materiais e outros elementos, todos itens passíveis de patentes, logo se é para criar uma pesquisa de médio prazo para antecipar a necessidade de uso, deve-se investir neste ponto.

Só para deixar claro que não tenho interesses pessoais no assunto, a área que trabalho tem tudo a haver com pás de geradores do que células foto-voltaicas.

Maestri

Concordo com sua análise em gênero, número e grau.

Entretanto, considerando o alto nível de dependência dos combustíveis fósseis na maioria dos países e principalmente no Brasil, onde a maioria dos transportes seja de cargas ou de passageiros dependem desses combustíveis, teremos que fazer fortes investimentos para substituir e diminuir considerávelmente essa dependência, sob pena de comprometermos as futuras gerações.

Investimentos em produção de energia elétrica (e não estou falando de eólicas que tem baixo rendimento), investimentos nos transportes de massa por tração elétrica(metrôs e trens elétricos), investimentos em biodíesel para uso na frota de caminhões, investimentos para desenvolvimento do automóvel elétrico, investimentos na indústria de reciclagem de material oriundo de derivados de petróleo, investimentos na indústria de fertilizantes orgânicos, em substituição aos fertilizantes minerais nitrogenados oriundos do petróleo, cujo preço, varia de acordo com a cotação do dólar.

E por aí vai a extensa lista de produtos oriundos de petróleo que teremos que substituir paulatinamente por recursos renováveis, com planejamento e desenvolvimento tecnológico, sob pena da humanidade retroceder a tração animal, eólica(caravelas e demais embarcações),  navios a vapor etc...

Gostaria de conhecer algum estudo aqui no Brasil, quantificando a energia necessária que teríamos que produzir de fontes renováveis, para substituir o petróleo, com base no consumo atual.       

    

Webster

Há outro fator que torna a população brasileira extremamente dependente da energia, os nosso tipo de urbanização. Somos um país extremamente urbanizado e centralizado em grandes cidades. Este tipo de urbanização nos torna extremamente dependente de soluções de macro-estrutura dependentes da energia. Por exemplo, grandes centros induzem o planejador a grandes infra-estruturas para que com o ganho de escala diminuam os custos, entretanto estas grandes obras são altamente dependentes ao custo de energia.

Grandes cidades possuam grandes sistemas de tratamento de água, esgoto, transporte urbano, redes de distribuição complexas e outras, todas elas dependente de energia.

É uma falácia achar que centros urbanos com grande densidade populacional são economizadores de energia, eles simplesmente inviabilizam soluções locais ou regionais. Vamos a exemplos simples, em cidades pequenas ou de porte médio, deslocamentos através de meios alternativos como ciclovias são perfeitamente viáveis, entretanto em nossas megalópolis estas vias só podem ser utilizadas para o deslocamento em atividades domésticas ou para pessoas jovens e atléticas que tem condições de pedalar dez a vinte quilômetros para ir trabalhar e mais este tanto para retornar do trabalho. Outro exemplo, é a coleta e tratamento de esgotos, em pequenas cidades este serviço pode ser concentrado por bacias e tratado através de métodos que exijam pouca energia. Já nos grandes centros tanto a coleta de água para a alimentação das redes de água tratada como as de redes de esgoto necessitam grandes recalques. Numa cidade de grande porte, já hoje em dia, as contas de energia elétrica representam mais de 40% do custo de manutenção do sistema, se aumentarmos o custo da energia isto pode atingir níveis de mais de 80%.

O governo Federal deveria manter programas de infra-estrutura que incentivasse a migração das pessoas dos grandes centros para os pequenos e médios. Um incentivo em nível Federal que deveriam existir, seriam departamentos como o antigo DNOS, que dessem apoio a pequenas e médias comunidades na decisão e projeto de infra-estrutura. Uma cidade pequena não tem condições de manter um corpo técnico de qualidade que levantem as melhores soluções para os diversos problemas de uma cidade.

Hoje em dia, por exemplo, está se cobrando das prefeituras planos de manejo dos resíduos sólidos, várias pequenas empresas estão prestando estes serviços aos municípios, entretanto o corpo técnico (quando existe!)  não tem as menores condições de avaliar estes projetos quanto a sua qualidade e economicidade nas soluções propostas. Daqui a uma década veremos o resultado dessas desses projetos, que na maior parte dos casos são replicados de cidade a cidade sem o respeito das especificidades regionais.

Rogério,

A energia eólica é um equivalente ideológico ao aquecimento global, não é economicamente viável no médio e longo prazo, o aquecimento global é uma farsa o vento uma variável incontrolável.

Falou...

kkkkkkkkkkkkkkkkk  estocar vento essa foi   muito boa.Essa presidenta é o máximo  adoro ela.Lula   sabe o que faz mesmo,  ele dizia  vcs vão adorar ela.AS   estatísticas estão ai  mostrando pra que ela veio.

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