Eólicas, agora é a piada do brasileiro e não do português!

Todo mundo gosta de contar piadas de portugueses, como os nossos amigos do Ultramar fossem toscos e burros, entretanto não é bem assim. Foi publicado o balanço da EDP, a estatal portuguesa que está nos brindado com o favor de produzir energia eólica no Brasil.
Eles são tão burros em relação aos brasileiros que simplesmente nas suas operações fora de Portugal, USA, Espanha, França e Bélgica, Polônia e Romênia exatamente a ENERGIA MAIS CARA é vendida no Brasil.
Quem quiser olhar direto no balanço pode optar a ver aqui, mas como sou como todo a brasileiro, bonzinho, vou poupar o trabalho colocando cópia das páginas que se referem referência ao assunto.
Já fizeram o resumo dos cálculos e o preço de venda para os diversos países foram os seguintes:


USA                           €32.88/MWh        9330 GWh

Espanha,                    €82.5/MWh          4584 GWh

França                       €87/MWh

Romênia                     €89.15/MWh          245 GWh     

Portugal                     €99/MWh             1391 GWh

Polônia                       €108.98/MWh        376 GWh

Bélgica                       €112/MWh 

Brasil                         €119.31/MWh     170 GWh


De todos estes países quem tem potencial hidrelétrico de sobra a baixo custo é o Brasil, sabendo que a energia eólica é fornecida de forma intermitente no dia, na semana, no mês e no ano, temos que somar nela o custo das geradoras a gás que ainda mantemos para quando elas falham, ou seja, sem medo de errar, além de estarmos pagando a energia eólica mais cara de todos para os Portugueses, estamos pagando 3 a 4 vezes o preço de uma geração hidrelétrica convencional.

Gostaria de saber quem fica com vontade de contar uma piada de Português?


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Respostas a este tópico

Deve haver algum engano aí, Sebastião.
Nunca lhe recomendei as opiniões de Luis Carlos Molion (que suponho brasileiro).

abraço 

Molion é um cretino, ele encontra uma platéia antiambientalista, nos meios empresariais, em círculos direitosos, neoliberais e fascistas diversos, para alcançar holofotes que iluminem sua vaidade acadêmica, na divulgação de suas teses. Para alcançar seus objetivos, ele se vale da desonestidade intelectual em sua argumentação: chuta apresentando dados inverídicos e omite outras informações.

O exemplo de chute fica claro aos 3:40 minutos de fala no vídeo:

"... são vinte bilhões, é três vezes mais do que o homem coloca hoje. Quer dizer, a contribuição humana para isto é insignificante, cara".

Aos 3:55 ele enfatiza:

"O que é isto [5,2 % das emissões humanas de CO2]? Zero vírgula três bilhões de toneladas de carbono por ano".

A seguir, ele mostra ao que vem, mostra-se contrário à diminuição da queima, em favor do... crescimento.

Em primeiro lugar deve ser dito que as emissões naturais são estimativas, sem uma mensuração com dados precisos para realizar cálculos exatos; emissões vulcânicas, por exemplo, são bastante variáveis, sem uma monitoração efetiva que acompanhe todas erupções. Em segundo, deve-se constatar que houve e continua a haver, intervenção sobre a cobertura vegetal da Terra em larga escala, informação que ele omite, que é, obviamente, uma intervenção sobre um mecanismo natural.

Mas o erro principal está na subestimação das emissões humanas, que ele chuta na sua estimativa em cerca de seis bilhões de toneladas (é o que se infere da duas falas acima mencionadas). Há estatísticas com boa exatidão, sobre a queima de combustíveis fósseis. Existem informações confiáveis da quantidade de carvão, petróleo e gás consumidos no mundo.

Anualmente, a BP divulga seu relatório com as quantidades de matérias fósseis queimadas. Nos últimos anos, seus boletins trazem a quantidade de CO2 emitida na queima, com a memória de cálculo para fazer a estimativa. O mundo emitiu, segundo a BP, trinta e três bilhões de toneladas de CO2 em 2010, cinco vezes e meia o valor apresentado no chute do Mollion.

Também é necessário que se diga duas coisas; que mesmo um acréscimo de três por cento a um processo pode provocar desequilíbrio em sua dinâmica - é a velha fábula da palha que derruba um camelo; e que nós desconhecemos o modelo preciso do ciclo natural do CO2 na atmosfera. Voltando às estatísticas da BP, somos informamos de que nos últimos cinquenta anos, as emissões de CO2 foram de mais de um trilhão de toneladas, esta quantidade é aproximadamente igual ao acréscimo de CO2 na atmosfera, verificado desde o início da era industrial, o que mostra uma certa evidência de que o homem tem culpa no cartório desse acréscimo.

Não tomo partido nesse debate climático. Já disse que isto soa para mim como cortina de fumaça, para dissimular a questão da queima e do crescimento econômico obtido por ela. Desconheço os modelos matemáticos da climatologia e, mesmo que os conhecesse, não tenho a necessária militância profissional prolongada nesse campo, para vir a público munido de títulos, para contestar conclusões de quem participa efetivamente,  na contrução da ciência do clima. Estou apenas mostrando que o professor Molion falseia dados para afirmar suas teses.

Me desculpem, senhores, a ousadia...

Mas penso que algo não cheira bem nesta pequena "Dinamarca" e me parece "trollagem" sim, entrar no tópico dos outros e puxar o "sentido da prosa" para direção distinta da que vinha.

Ninguém aqui, ou no outro espaço (Blog) em que esta mesma a discussão começou, e onde eu já havia postado comentários (por isso achei que, se o assunto foi "transferido" sem os comentários já postados, é porque, talvez, as minhas opiniões não convinham), mas repito, ninguém, lá ou aqui, disse que o "mundo é infinito", que o petróleo "vai durar para sempre", ou que o "peak oil" é besteira, ou que a eólica não é uma boa fonte alternativa (para quem precisa dela), de energia.

A tecla em que se está batendo é que, na realidade do Brasil de hoje, com o potencial hidroelétrico que ainda temos para desenvolver (duas vezes mais que o já instalado, se também considerada a micro-geração), e tendo em conta o "momento" da economia mundial, em que os custos são de capital importância para qualquer Nação que se pretende industrializada e competitiva, o "plus" nos custos de todo o nosso sistema elétrico, que significaria hoje a opção eólica ou a solar (tendo em mente a necessária redundância de sistemas geradores que as suportem e o "direito de passagem" que requereriam), não tem, diante dos fatos friamente analisados, qualquer justificativa.

É disso que vai, ou ia, o tema. As crenças e religiões haviam sido discutidas num outro dia.

Saudações

José

Quando escrevestes 

"Ninguém aqui, ou no outro espaço (Blog) em que esta mesma a discussão começou, e onde eu já havia postado comentários (por isso achei que, se o assunto foi "transferido" sem os comentários já postados, é porque, talvez, as minhas opiniões não convinham), mas repito, ninguém, lá ou aqui, disse que o "mundo é infinito", que o petróleo "vai durar para sempre", ou que o "peak oil" é besteira, ou que a eólica não é uma boa fonte alternativa (para quem precisa dela), de energia."

entendeste exatamente o que escrevo, o mais surpreendente é que pessoas que orbitam este fórum há anos nunca "conseguiram entender o que falo", ou melhor, nunca tiveram a vontade de entender o que falo, e depois posam de vanguarda revolucionária, apesar de ter um comportamento reacionário e fechado.

Agora sugiro, desista de explicar, pois vão desviar da tua resposta para manter as suas posições, é pior do que "trolhagem", é quase outra "agem". São verdadeiros súditos de Juan Carlos I, da rainha Beatriz e do nosso rei Fernando Henrique primeiro e único.

Maestri

A minha sugestão é dar continuidade ao assunto, que foi relativamente desviado para defender não sei o quê. Evito participar no que diz respeito à guerra ideológico-religiosa, por ser(eu) da turma que aprende sobre o debate em torno ao tema. Evitar os trolhadores que desviam do assunto levando para a guerra vazia, é de bom proveito. É só ter acompanhado o tópico das 600 post. Isso é que é energia desperdiçada tipo cata vento sem vento. Abraço

Dize-me com quem andas...

Sobre súditos e vassalos:

A segunda das imagens que você postou aquitambém se acha nesta página aqui, de onde provavelmente você chupou a imagem.

O perfil da página? O próprio autor descreve:

About Tory Aardvark
Conservatve Political Blogger, Climate Realist, Tea Party supporter and NRA member. I dont buy into the Man Made Global Warming Scam.

Sua posição pública frente ao ambientalismo coincide, totalmente, com a direita do Partido Republicano americano. Nunca vi você fazer uma critica, neste espaço, sobre a predação ambiental escancarada em nosso país. Você se situa do lado favorável ao "progresso"...

Caro Almeida.

Como fostes educado puxando o assunto para o lado político e não para a ofensa pessoal (custou mas aprendeu) vou responder tuas ponderações.

Quanto ao número de 14.000 geradores eólicos abandonados é um número real, se ele foi levantado, não me interessa quem o levantou. As fotos também são reais não foram editadas com PhotoShop.

Partindo na mesma linha de tentar desqualificar o adversário e desta forma não necessitar montar uma resposta lógica, posso perguntar:

Militas ao lado de FHC? Do Rei Juan Carlos da Espanha e da Rainha da Bélgica? Eu acho que não! Mas teus pontos de vista, e não fotos e números de geradores abandonados, são os mesmos desses senhores "revolucionários". (Me esqueci do presidente de honra do WWF, o príncipe consorte da Inglaterra), ou seja se eu utilizo números gerados por quem que que seja e fotos também tiradas por máquinas fotográficas imperialista (há isto?), agora tu utilizas argumentos de cabeças coroadas europeias e do Rei Fernando Henrique primeiro e único, isto é bem mais comprometedor e muito menos neutro.

Quanto os geradores eólicos abandonados chamo a atenção, que um equipamento de geração eólica, é feito para durar uns vinte anos ou no máximo trinta, logo tem uma obsolescência planejada. Ao fim da concessão a empresa privada ficaremos somente com lixo para o Estado brasileiro. Acho que nunca pensasse nisto.

Agora, porque parte da direita norte americana se preocupa com a geração eólica, pois como eles são menos voltados neste assunto a subsídios e mamatas públicas como a outra direita norte-americana (acho que não consideras os democratas como esquerda, ou considera?), eles não são muito ligados a estes esquemas abraçados pelos governos norte-americanos em geral (democratas e republicanos) eles estão mais para o desperdício na indústria de armamentos!

A indústria de "energias alternativas" é um dos "lobbies" industriais mais fortes nos Estados Unidos hoje em dia, as próprias petroleiras, que eram o bicho papão dos ecologistas há algum tempo já aderiu em massa a este "lobby", e deitam e rolam em cima do contribuinte norte-americano arrancando subsídios dos impostos. Só para demonstrar como as coisas não são tão lineares como simplificas, o nosso amigo George Bush manteve e até aumentou os subsídios para a energia eólica e seu parceiro ex-governador da Califórnia (ou ainda é), o Conan o Bárbaro, foi quem levou estes subsídios ao céus. Por outro lado, o presidente de esquerda norte-americano (segundo o teu juízo), o Barack Obama, está retirando os subsídios da geração eólica!

Veja, trazer o assunto, geração eólica para a política partidária norte-americana, é aumentar a salada de frutas em mais vinte duas espécies vegetais, prefiro me manter numa posição mais técnica com um viés político.

Se não visse eu levantar uma posição mais forte contra a predação ambiental em nosso país, também não viste eu questionar quando há uma discussão correta sobre o assunto. Não posso é concordar com posições retrógradas que tentam levar o país para o imobilismo.

O problema básico de tudo, que falo, tu simplesmente não te referes, por que o Brasil que tem um potencial hidrelétrico imenso (sem contar a Amazônia) tem que insistir numa indústria que é no mínimo cinco vezes mais cara que ela beneficia somente grandes grupos internacionais deixando somente para os brasileiros a conta?

Qual a compulsão de gastar em material importado dando royalties e rendimentos para o exterior quando se pode produzir no Brasil?

São perguntas simples com respostas simples, o resto como bem dizes é lero-lero.

Que caminhão de bobagens! Você veio para confundir, não para explicar. Rodeia, rodeia, não fala coisa com coisa, junta baboseira com baboseira. Baixou o espírito do Engenheiro de Bagé. Não há muito que comentar neste fandango de engenheiro doido. Eu me limito apenas a uma nota, para mostrar como você cai na pusilamidade mais deprimente:

"Se não visse eu levantar uma posição mais forte contra a predação ambiental em nosso país, também não viste eu questionar quando há uma discussão correta sobre o assunto".

Você confirma nessa construção, o que eu digo acima, você nunca falou nada a respeito da questão ambiental. Não é contra, nem é a favor; costeia o alambrado, com o rabo entre as pernas, na posição do muito pelo contrário... mas que guaipeca sem vergonha, tchê!

Você é um omisso total nesse assunto, com um agravante de atuar na academia, em área de conhecimentos sobre recursos hídricos. Você sabe a respeito da poluição e predação desses recursos e nada diz. Nos reservatórios das hidroelétricas da região sul, vão se acumulando cada vez mais resíduos de agrotóxicos; os afluentes do Rio Uruguai, no oeste do seu estado e de Santa Catarina, cheiram a pocilga, tamanha é a poluição de resíduos da criação de suínos, que já contaminam até as águas subterrâneas; em qualquer área urbana é visível a contaminação das águas superficiais. No mundo soa o alarme do abastecimento de água para numerosos povos. Você sabe de tudo isto e não denuncia, prefere se alinhar com o discurso antiambientalista da ultra direita; posa de especialista em clima para 'desmascarar' o aquecimento global (onde foi mesmo que você se formou em climatologia?). Quanta tibiesa, quanta covardia.

A todos.

Só para mostrar o potencial hidrelétrico que ainda temos disponível, as Presidentes Dilma Rousseff e Cristina  Kirchner lançaram um protocolo para a construção do complexo de Garabi, que deverá produzir 13.800GWh/ano, ou uma potência de 2,7GW, a um custo de implantação de 3 bilhões de dólares.

Para dar uma ideia do que é esta potência, num só complexo será produzido mais energia do que toda a geração eólica do Japão em 2010, com uma pequena diferença, pode se diminuir a geração a noite e se produzir energia quando se necessita, não esperando pelos caprichos do vento.

Maestri,

Para todos os que tenham interesse e queiram saber porque o Brasil não precisa desenvolver a energia eólica agora e nem talvez em muito tempo, vou deixar também, aqui, o link do MAPA DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO BRASILEIRO, na versão fevereiro/2011, que, embora represente apenas o potencial de grandes usinas, sem a micro geração, portanto, ainda assim aponta a possibilidade de mais que dobrar a geração atualmente instalada. Verifiquem:

Potencial Hidrelétrico Brasileiro

Fonte: Eletrobras

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