Entenda o que foi o Atentado do Riocentro

 

Atentado a bomba no Riocentro 1981

Dentro do Puma está o corpo do sargento Guilherme Pereira do Rosário: vítima de seu próprio terror

 

Esta semana surgiu uma denúncia contra a Rede Globo: A emissora estaria acobertando os responsáveis pelo atentado a bomba no Riocentro em 1981. A denúncia foi divulgada nesta matéria do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim: Denúncia: Globo esconde mandantes do Riocentro. Alô, alô STF !

Muitas pessoas não conhecem essa história mas é bom que o assunto venha à tona para desmascarar o mito de que a abertura democrática no Brasil foi “lenta, gradual e segura” e de que o presidente Figueiredo é um grande democrata. A abertura foi lenta e gradual sim, mas segura é que não foi. Além deste atentado, foram praticados outros como a carta-bomba na sede da OAB e explosões de bancas que vendiam jornais do movimento operário. Reproduzo hoje trecho do livro: Ministério do Silêncio: A história do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula. Nele o jornalista Lucas Figueiredo descreve de forma detalhada aquele que poderia ter sido o maior atentado terrorista da História do Brasil.

Decididamente, o Cabana da Serra não era o restaurante mais bem freqüentado do Rio de Janeiro. A clientela que se aventurava até aquele ponto da estrada Grajaú-Jacarepaguá buscava sobretudo discrição. Naquele final de tarde de quinta-feira, porém, o nível da freguesia pareceu ter caído ainda mais. Cerca de 15 homens ocuparam uma das mesas, abriram em cima dele um grande mapa e puseram-se a examiná-lo. Não pareciam estar atrás de diversão. Um garçom percebeu que alguns deles tinham revólveres enfiados nas calças. Poderiam ser assaltantes ou coisa parecida, pensou o funcionário, e o mais sensato a fazer era chamar a polícia. Dado o alarme uma radiopatrulha não demorou a chegar no local, mas eram dois soldados contra mais de uma dúzia de homens armados. A dupla preferiu não se arriscar e apenas anotou os números das placas dos carros do bando – um Puma, um Opala, um Chevette, uma Brasília, um fusca, um Passat e um Fiat 147. Porém, antes da chegada do reforço policial, o grupo suspeito foi embora.

O destino daqueles homens era o pavilhão do Riocentro, onde naquela noite aconteceria um megashow em homenagem ao Dio do Trabalhador. Além de revólveres, levavam bombas. Em poucas horas, o 30 de abril de 1981 entraria para a história do Brasil como um dia maldito.

 

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Respostas a este tópico

Depois de tantos dias do trabalho passados é bom nunca se esquecer o que esses caras queriam fazer. Felizmente a explosão da granada atingiu em cheio a ditadura e não as pessoas que estavam, para comemorar, no Rio-Centro. bem feito para eles.
Bem feito mesmo, nem gosto de imaginar o que teria acontecido se eles tivessem êxito. A ironia é que eles ainda gostam de chamar os guerrilheiros de terroristas.

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