Pianista, maior compositor de tangos brasileiros e demarcador de rumos para o choro, Ernesto Nazareth nasceu no Rio de Janeiro e aprendeu piano com a mãe, que tocava valsas, modinhas e principalmente polcas em saraus e reuniões. Depois da morte da mãe, em 1873, continuou estudando piano, e começou a compor. Sua primeira polca, "Você Bem Sabe", composta aos 14 anos, foi editada. Mais tarde começou a freqüentar rodas de chorões, e dali tirou a originalidade rítmica que marcou sua interpretação e se refletiu em suas composições. Influenciado também pelo maxixe, lundu, ritmos africanos e pelos chorões, Nazareth nunca aceitou totalmente essa influência, resistindo bastante em dar denominações populares a suas composições. Músico de formação erudita, o máximo que se permitiu durante muito tempo foi classificar suas músicas como "tangos brasileiros", uma vez que o tango argentino e a polca eram as danças de salão da moda à época (década de 1880). Nazareth trabalhou e criou fama como pianista da sala de espera do cinema Odeon, para o qual compôs o tango "Odeon", uma de suas peças mais célebres, que ganhou uma popular transcrição para violão. Vários músicos de outros estados e países, quando visitavam o Rio de Janeiro iam ao Odeon para ouvir o seu pianista. No início da década de 20 empregou-se na Casa Carlos Gomes como demonstrador de músicas. Numa época ainda anterior ao rádio e com a indústria fonográfica incipiente, a única maneira de se conhecer as músicas era tocando. Sua função era tocar as partituras para que o cliente escolhesse qual levaria. Entre as partituras à venda constavam suas próprias composições. Segundo os biógrafos, Nazareth era muito exigente com as pessoas que iam "experimentar" suas músicas, e freqüentemente mandava o possível comprador parar a execução. Se apresentou em diversas cidades do Brasil com êxito, mas no final da década de 20 já começava a dar sinais da surdez que se intensificou no fim de sua vida. Os abalos que sofreu com as mortes de sua filha e da esposa contribuíram para a deterioração de seu estado mental, sendo internado em 1933, morrendo no ano seguinte. Uma das primeiras composições que classifica como "choro" é a famosa "Apanhei-te Cavaquinho", um clássico nas rodas de choro, tocada em diversas formações instrumentais. Seu repertório para piano faz parte dos programas de ensino tanto do estilo erudito quanto popular, uma vez que Nazareth foi uma figura que atuou no limite entre esses dois universos. Vários discos com sua obra foram gravados desde a sua morte, além de biografias e até um CD-Rom, com dados de sua vida e obra. Suas peças mais conhecidas são "Brejeiro", "Ameno Resedá",

"Bambino", "Dengoso", "Travesso", "Fon Fon", "Tenebroso".


http://www.cliquemusic.com.br/artistas/ernesto-nazareth.asp




Carolina Augusta Nazareth, Vasco Lourenço Nazareth e Vasquinho -Avós de Ernest
o


Vasco Lourenço da Silva Nazareth - Pai de Ernesto



Ernesto Nazareth aos 3 anos


Ernesto aos 7 anos



Ernesto aos 23 anos

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Respostas a este tópico

Minha modesta contribuição.
Ernesto Nazareth interpreta composições suas e de outros:

Favorito
Linguagem de coração
Choro e poesia
Odeon
Brejeiro
Apanhei-te cavaquinho
Escovado

Aguarde mais.
Ernesto Nazareth por vários intérpretes:

Grupo dos Sustenidos
Bambino

Banda do Corpo de Bombeiros
Brejeiro
Turuna
Menino de ouro

Mário Pinheiro
Setanejo enamorado (Nazareth e Catulo da Paixão Cearense)
Favorito (Nazareth e Catulo da Paixão Cearense)

Banda da Casa Edison
Escovado

Artur Camilo
Favorito
Escovado

Banda do 1° Regimento da Força Policia
Escovado

Banda Columbia
Brejeiro
Dengosa

Banda Pryor
Escovado (Tango escovador)

Grupo Bahianinho
Ouro sobre azul

Banda da Casa Faulhaber & Cia.
Ouro sobre azul

Grupo do Louro
Ameno resedá

Quarteto Luiz de Souza
Correta

Orquestra Odeon
Apanhei-te cavaquinho

Grupo O Passos no Choro
Apanhei-te cavaquinho

Jazz Band Sul û Americano Romeu Silva
Escorregando

Tem mais ...
Mais intérpretes.

Orquestra Pan American
Magnífico
Paulicéa como és formosa (Tarantela)
Proeminente
Ipanema
Rayon dor


Jazz Band Sinfônica Pan Americana
Saudades e saudades
Sutil
Turbilhão de beijos

Orquestra Rio Artists
Primorosa
Floraux

Simão Nacional Orquestra
Cacique
Cuéra

Orquestra Pan American do Cassino Copacabana
Paulicéa como és formosa (Tango brasileiro)

Heriberto Muraro
Carioca
Expansiva

Fon-Fon
Turbilhão de beijos
Odeon


Amanhã tem mais, aguardem que eu vou descansar ...
n almeida sempre abrilhantando os posts que coloco. Descansa bem, mas volta,pois fico aguardando
Beijo
Descansei e já voltei. É um prazer fazer parte deste esforço.

Ernesto Nazareth por Jacó do Bandolim
Odeon
Saudade
Turbilhão de beijos
Atlântico
Tenebroso
Faceira
Nenê
Confidências
Ernesto Nazareth na voz de:

Francisco Alves
A voz do amor (Nazareth, Maria Stella,S. dos Santos)
Favorito

Vicente Celestino
Extase (i)
Extase (ii)

Judite de Almeida
Por que? (Nazareth e Marcílio Vieira)
Desejo realisado (Nazareth e Marcílio Vieira)

A rainha do choro Ademilde Fonseca interpreta Nazareth
Apanhei- te cavaquinho

O rei do baião Luiz Gonzaga também interpreta Nazareth
Apanhei- te cavaquinho
Escorregando
Brejeiro

Pelas Orquestras:

Zaccarias
Apanhei-te cavaquinho

Rio Artists
Plangente
Feitiço não mata

Maestro Carioca
Nenê
Tenebroso
Apanhei-te cavaquinho

Tabajara de Severino Araújo
Brejeiro
Ernesto Nazareth.

Pela cítara de Heitor Avena de Castro
Eponina

No acordeom de Mário Gennari Filho
Odeon

Ao piano Por:

Mário de Azevedo
Coração que sente

Carolina Cardoso de Menezes
Odeon
Tenebroso
Brejeiro
Escorregando

Francisco Mignone
Duvidoso
Brejeiro

Muraro
Apanhei-te cavaquinho

Por Garoto
Ameno resedá
Perigoso

Pelo Maestro Radamés Gnattali
Expansiva
Tenebroso
Odeon
Ameno resedá

Pixinguinha e Benedito Lacerda tocam Nazareth
Matuto

Performances internacionais:

Ethel Smith (Blame it on the samba)
Apanhei-te cavaquinho

Peter Kreuder
Brejeiro

Henri Leca
Apanhei-te cavaquinho

ConradÆs Society Orchestra
Brejeiro

Outras:

Albertinho Fortuna e Almirante
Apanhei-te cavaquinho - lua branca - forrbodó de maçada (Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga)

Orquestra Da Rádio Nacional
Pout-pourri: Expansiva - eponina - confidências - coração que sente...

Maria e coração que sente (Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth) - intérpretes não identificados


Ufa! Acho que consegui reunir tudo das coleções do Instituto Moreira Sales gravado de Ernesto Nazareth. Se tem falhas, alguém verifique e me corrija, por favor. Obrigado.
Um Chorinho chamado Odeon
Música de Ernesto Nazareth e Hubaldo Maurício com letra de Vinicius de Moraes especialmente compostas para Nara Leão.
http://www.youtube.com/watch?v=Cs73JpoM7BU



Ai, quem me dera
O meu chorinho
Tanto tempo abandonado
E a melancolia que eu sentia
Quando ouvia
Ele fazer tanto chorar

Ai, bem me lembro
Há tanto, tanto
Todo o encanto
De um passado
Que era lindo
Era triste, era bom
Igualzinho a um chorinho
Chamado Odeon

Terçando flauta e cavaquinho
Meu chorinho se desata
Tira da canção do violão
Esse bordão
Que me dá vida
E que me mata

É só carinho
O meu chorinho
Quando pega e chega
Assim devagarzinho
Meia-luz, meia-voz, meio tom
Meu chorinho chamado Odeon

Ah, vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostrar a graça
Que o choro sentido tem
Quanto tempo passou
Quanta coisa mudou
Já ninguém chora mais por ninguém


Ah, quem diria que um dia
Chorinho meu, você viria
Com a graça que o amor lhe deu
Pra dizer "não faz mal
Tanto faz, tanto fez
Eu voltei pra chorar por vocês"

Chora bastante meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao bandolim pra não tocar
Tão lindo assim
Porque parece até maldade

Ai, meu chorinho
Eu só queria
Transformar em realidade
A poesia
Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom
De um chorinho chamado Odeon

Chorinho antigo, chorinho amigo
Eu até hoje ainda percebo essa ilusão
Essa saudade que vai comigo
E até parece aquela prece
Que sai só do coração

Se eu pudesse recordar
E ser criança
Se eu pudesse renovar
Minha esperança
Se eu pudesse me lembrar
Como se dança
Esse chorinho
Que hoje em dia
Ninguém sabe mais

Chora bastante meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao bandolim pra não tocar
Tão lindo assim
Porque parece até maldade

Ai, meu chorinho
Eu só queria
Transformar em realidade
A poesia
Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom
De um chorinho chamado Odeon
n almeida..que maravilha. Obrigado pelo belo trabalho
Beijo
Grande Marise! Você fez um trabalho bonito e ainda por cima seu prestígio pessoal trouxe auto-convocatórias de peso, danou-se, agora eu tenho música para escutar durante alguns dias, rsrsrs. Um abração, Sérgio.
Obrigado Sérgio pal visita. Eu também estou escutando as músicas aos pouquinhos.
Beijão

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