Vejam essa apresentação que preparamos, eu e o prof. Dr. José Carlos Avelino. Foi uma parceria entre a Universidade Católica de Goiás e o Colégio Millenium de Goiânia. Participaram do projeto alunos do ensino médio. Eles apresentaram um jogral para os colegas todos da escola e foi feita uma discussão filosófica e psicanalítica a partir do mito grego. A educação para a sensibilidade estética é um instrumento poderoso de humanização frente a essa cultura de violência e de estupidez em franco progresso.

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A educação para sensibilidade estética é um instrumento de humanização? ₢omo viabilizá-la nos espeços escolares institucionais e no cotidiano, tendo em vista a poderosa indústria cultural do entretenimento, da massificação ideológica e da reprodução da cultura de violência?
Oi Railton,

Bela coleção de slides...

As respostas são, como sempre, complexas e não há apenas uma para cada pergunta... bem, qualquer educação, boa ou ruim, só pode ser para a humanização... uma coisa que creio complicada é apresentar a sensibilidade estética como sendo inadequada para compreender, ou admirar, ou meramente "assistir" ou apreciar aqueles produtos produzidos e distribuídos pela industria cultural. Quem sabe se não lutarmos contra a maré, mas argumentarmos que existe sim, esta cultura que nos acedia cotidianamente, mas que para além dela, ao seu lado, nem acima e nem abaixo, nem melhor e nem pior, existe um outro tipo de produção, com mensagens e conteúdos e formatos diferentes? Que apreciaremos melhor uma coisa se tivermos um contraponto para comparações, para explorar as diferenças que caracterizam cada uma delas... talvez seja uma estratégia de captura...

é igual rapadura, depois que se prova, não se esquece... mas né mole não!!!

Com relação à violência, trabalhe ética... como conceber num mesmo movimento, o reconhecimento de que tal, ou tal obra é esteticamente perfeita sendo, no entanto, absurdamente violenta? (me lembro de cara de Pulp Fiction, O poderoso chefão, guernica).

um grande abraço...
Luiz Diogo, oi.

Antes de qualquer consideração, obrigado por responder à sua maneira a provocação por mim proposta. Realmente é inaceitável afirmar que existe cultura boa ou má, certa ou errada. A indústria cultural é um fato. Penso também ser difícil, nesses tempos, encontrar aqueles que produzem obras artísticas na perspectiva do belo pelo belo, da contemplação pura e simples. O elemento motivador econômico é inegável. Se classificarmos a cultura tal como superior e a cultura qual como inferior, caímos no velho etnocentrismo. E é evidente que julgamos mesmo, a partir de nossa sensibilidade estética, tendo em vista o elemento subjetivo de nossa historicidade e dos arranjos existenciais que nos constituíram. Então, lembrando de Hans-Georg Gadamer, nosso universo subjetivo é também constituído de nossos pré-juízos, verdades subjetivamente elaboradas no curso de nossa história. Além do mais, contrariando o platonismo, parece não haver o belo universal do plano inteligível. Então, até o belo é resultado de nossa percepção-sensibilidade-compreensão. É claro que as culturas, no curso de cada momento histórico, estabelecem seus padrões de belo e feio, harmônico e desarmônico... Para finalizar, o que ainda me preocupa é imaginar que a educação para a sensibilidade estética não pode partir de lugar nenhum para lugar algum. Temos que fazer escolhas: por que esse filme e não aquele? Por que essa músca e não aquela? Por que esse livro e não aquele? Essas escolhas serão determinadas apenas por critérios subjetivos ou encontraremos padrões estéticos e racionais minimante consensuais? Algo como: vou trabalhar em sala de aula uma música "cada um no seu quadrado", "a dança da Lacráia", "Pinga ni mim" ou ainda "seu guarda e não sou vagabundo..." ou "O bêbado e o equilibrista", Sampa, a Oitava Sinfonia de Beethoven ou "águas de março, tendo em vista que não há cultura melhor ou pior, que não há belo e não belo enquanto valores absolutos? Sim, se toda educação é para humanização o que temos que discutir é o que é essa tal humanização. O que é o ser humano? Caímos na antropologia, na antropologia filosófica. Há jeitos certos e errados de ser humano, enquanto verdades absolutas? O que diferenciaria a educação do terceiro heich e da eugenia, da educação fundada no princípio da não violência de Gandhi, de Luther King e de Dalai Lama, em última instância, verdades metafísicas ou critérios coercitivos, socialmente constituídos? Novamente, esbarramos em padrões culturais, critérios não subjetivos e até em sansões. Normas morais, leis, princípios deontológicos... E por aí vai, Luiz Diogo. Obrigado, novamente pela sua respota à minha questão. Abração do Railton
Oi, Railton
Nao se pode falar sobre esse tema sem o poema de Pessoa... Dá ainda para acrescentar?
Um abraço
Anarquista Lúcida
Anarquista Lúcida, como se diz popularmente, "já tá". Anexei o arquivo com o poema do Pessoa. Valeu pela ótima sugestão.

Abração do Railton

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