Pessoal, estudo recente do Físico Fernando Ramos Martins da Divisão de Clima e Meio ambiente do CPTec/Inpe.

Abraços, Gustavo.

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Não perca seu tempo.
A onda do momento no Brasil é licitar térmicas a carvão porque são mais baratas.

Pode acreditar...
A energia eólica tem um problema que na maior parte dos países é intransponível, a acumulação ou a suplementação da energia quando não se tem vento, entretanto aqui no Brasil temos uma solução que permite a baixo custo superar este problema, o uso de turbinas reversíveis. No Guia de Projetos de Centrais Eólicas, disponível neste site no grupo de energia, este problema fica mais ou menos implícito na figura 1, entretanto neste guia não está presente outro grande problema que é a incompatibilidade entre a geração e o consumo. Exemplificando melhor, se numa dada região o regime de ventos for regido por variações diárias (junto ao mar) é muito provável que os máximos sejam durante a noite quando o consumo é mínimo, ou seja, ou se despreza estes máximos na geração do sistema ou se tem que contar com outros sistemas para complementar o consumo.
O limitante físico e econômico é a irregularidade do regime dos ventos (no Guia de projetos de centrais eólicas este problema está muito bem desenvolvido). O que geralmente é feito, a grosso modo, é usar só parte da energia gerada, garantida por um período longo ou complementar com geração térmica. Tanto uma como outra solução implica no aumento do custo da energia eólica, entretanto no Brasil junto a serra do mar pode-se aproveitando as grandes escarpas e introduzir turbinas hidráulicas reversíveis na acumulação da energia gerada em excesso. Estas turbinas trabalhando em circuito fechado com as eólicas compensariam a falta de geração nos momentos em que o consumo for maior que a demanda.
E esquema é mais ou menos o seguinte: Em momentos de maior produção que o consumo, bombeia-se do litoral para cima da Serra do Mar, e nos momentos de maior consumo com as mesmas máquinas hidráulicas turbina-se da Serra para o Litoral. Esta operação junto às escarpas da Serra do Mar propicia linhas de transmissão curtas entre as turbinas eólicas (situadas na costa) e as turbinas hidráulicas reversíveis (situadas no sopé da Serra).
Por que dar ênfase a presença da Serra do Mar? Por um simples motivo, ela está próxima a regiões de forte incidência de vento e os entre o sopé e o planalto é da ordem de 1000 m. Este forte desnível permite a utilização de pequenos reservatórios de acumulação de água tanto na base como na parte superior. Os reservatórios podem ser pequenos, pois como a potência de uma turbina é proporcional a vazão (volume de água na unidade de tempo) vezes o desnível, se o desnível é grande para uma potência grande não se precisa grande vazão, logo o volume desses reservatórios pode ser pequeno.
Na próxima semana, colocarei uma cópia de um pequeno artigo intitulado “Uma sugestão para aproveitamento de energia eólica, no Litoral Norte do RS, por meio de um sistema híbrido eólico hidrelétrico”, este artigo foi publicado em 2002 nas notícias da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Hídricos), e desenvolve um pouco mais a idéia.
Meus parabens,pela solução inteligente q conjuga a nescessidade de prover a carga demandada pelos consumidores como tb.resolve a parte financeira da questão ,pois une o Kw + caro para ser gerado(eolico)ao Kw + barato(hidroeletrico).
Estou anexando um pequeno artigo feito sobre o assunto.
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