Por enquanto vai em ingrixi, mas vou traduzindo aos poucos e parcos:

I Won't Hire People Who Use Poor Grammar. Here's Why.

If you think an apostrophe was one of the 12 disciples of Jesus, you will never work for me. If you think a semicolon is a regular colon with an identity crisis, I will not hire you. If you scatter commas into a sentence with all the discrimination of a shotgun, you might make it to the foyer before we politely escort you from the building.

http://blogs.hbr.org/cs/2012/07/i_wont_hire_people_who_use_poo.html

Eu não emprego gente que não sabe gramática. Eis aqui porquê.

Se você pensa que um apóstrofo é um dos doze discípulos de Jesus, você nunca vai trabalhar para mim. Se você pensa que um ponto-e-vírgula é uma vírgula regular com crise de identidade, eu não vou empregar você. Se você esparrama vírgulas em uma sentença com toda a discriminação de uma carabina, é melhor você ir para o saguão antes que a gente, polidamente, escolte você até para fora do prédio.

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Respostas a este tópico

Tb implico com isso. Só que é a nossa tradiçao escrita. Em Francês, sempre que o sujeito é longo eles põem vírgula entre o sujeito e o verbo. Pode verificar. Nao creio que seja regra, que isso esteja disciplinado em algum lugar. É a prática habitual deles. 

Duvide-o-dó que você sempre use a crase corretamente... Muito pouca gente usa. Sabe quem nao usa? Luís Nassif (vive pondo crase onde nao há, e deixando de pôr onde há). Você jamais participaria de um trabalho crítico com ele? É ruim, hem? 

E, de novo, crase é coisa da escrita, nao da língua (embora codifique algo da língua, no caso a contraçao fonética da preposiçao a e do artigo a). Diferentemente da língua oral, QUE TODO FALANTE SABE, mesmo que nao seja na variante oficial, escrita é código, tem sim que ser aprendida. Mas mesmo assim nao se aprende só por meio de conhecimento metalinguístico, tem que se dar sobretudo pela prática (da leitura, e sobretudo da própria escrita). 

Nunca chamaria o LN pra trabalhar em um projeto de programação comigo. Isso não tem a ver com inteligência (nem ciência), tem a ver com precisão em detalhes, que na minha área é fundamental.

E sim, mesmo que vc duvide, tenho uma grande precisão na utilização da crase. Embora, como a grande maioria das pessoas, só vou "ao" banheiro, e no resto dos lugares, vou "em" mesmo.

Voltando um pouco, conheço os dois sentidos do verbo "assistir". Portanto, assisti ao parto da minha filha, embora tenha pouco assistido o parto. Talvez (e aí os sentidos se confundem) assisti minha mulher naquele momento. Mas se vc perguntar se eu assisti "La Nave Va", eu digo que sim, embora não tenha feito nicas...

Pois é. A separaçao rígida dos dois usos só existe nas gramáticas e dicionários, até porque um deles é obsoleto. O mesmo aliás se aplica ao seu exemplo do contraste entre as expressoes de encontro a e ao encontro de. Por via das dúvidas, nao uso nenhuma das duas... (rs, rs). 

O Celso Cunha conta uma história muito engraçada sobre um falante que queria falar de 2 anoes de um circo, e embatucou no plural de anao. Tentou um, tentou outro, e no final falou: um anao, e outro anao... O falante, quando com medo de "errar" diante da norma oficial,  se vira, usa um sinônimo... Eu nao uso o verbo averiguar no presente ou no subjuntivo... Verifico, comprovo... Jamais uso averiguar (rs, rs).  

Respondendo novamente, sobre a crase: o problema nao está no uso da crase em si mesma, está no uso do artigo, por um lado, e no uso da preposição a, por outro. Há mil casos em que é incerto se se usa ou nao o artigo, e se se usa ou nao a preposiçao. 

Concordo, o que não justifica, por exemplo, a crase diante de verbo ou de substantivos masculinos... kkkkkk

@Mario, abaixo: bife à Oswaldo Aranha... Para tudo nessa vida os gramáticos normativos inventam exceçoes... A criatividade deles para isso é ilimitada. 

 A famosa elipse.. bife à moda de Oswaldo Aranha, né? Buraco à distância de 100 metros... e por aí vai. Apesar q no último caso acho besteira mesmo.

@Mário, abaixo do abaixo: no último caso só há crase quando a distância é mencionada, senao seria só a preposiçao. Nao vejo por que o artigo estaria subentendido aí. 

O patrão tem bom humor, todavia avisa o de sempre: o mercadão tem normas, algumas rather stranges do que a nossa vã gramática poderia supor. Soube de um caso em que o empregador observava se o empregado, durante o estágio probatório, usava mais de duas folhas de papel para enxugar as mãos e se parava no corredor (na volta do banheiro ) para conversar.

Há corporações que "preferem" os casados, sem crise conjugais aparentes. 

Um programador trabalha com um código, não com uma língua. Carece muita atenção; desprezar normas gramaticais pode indicar toda uma coisa.

Um professor é o dono da bola, ele treina mais do que um goleiro para a hora do penal. Pode dispensar os alunos do "automatismo" gramatical, porém espera-se que vista o hábito como uma segunda pele.  

Os escribas variam, num é? Há bobagens na web mostrando erros gramaticais de grandes escritores, nas edições do século XIX sem revisores profissionais. Pintores, músicos, escultores podem fazer arte puramente abstrata. Com um barato extra: obscura, irracional em relação à representação. Escritor "fracassa" sempre. 

Manu fala ou escreve tu vai, em alguns casos, mas nunca tu é. A sensação é de desenraizamento total. Entretanto, Hermano Vianna me deu uma pista de algo quase  inominável, apesar da gramática!!!!

     http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/07/hermano-vianna-ocidentai...

     

Adiscurpa, patrão nunca tem bom humor.

Triscou pegou, errou se ferrou. Simples assim.

Não entro em julgamento do q um professor cobra ou exige. Não sou. Fosse líquido, bebê-lo-ia (ops, esse é um causo diferente).

A mãe tem normas. Vc não pode ficar pendurado nas minhas tetas o tempo todo. Violência primária, Piera Aulignier. A cultura tem normas, a civilização tem normas, quer ser "rebelde"? Assista novela da Record.... kkkkkk

Vai ser (não tou falando de vc, manu, especificamente, mas isso ça va sans dire).

As justificativas do patrão-autor do texto para exigir a gramática me fizeram rir a toa, sério. Adorei a do ponto e vírgula, o quase empregado pôs o pedante no seu devido lugar.  

Viajei na contextualização da escrita. Tal como Piera, toi et al , juro que existe normalização, normatividade, a normalidade, de perto, de longe, de esquiva. Moventes. 

Delineei o tu és, porque na tradição greco-latina, ocidental, o s é onipresente na 2ª pessoa  do singular, especialmente no verbo ser. O tu é exagera? Vai ver que porrisso os carriocas desorrientados criaram a revolta do s: capricham inevitavelmente no chiado, mermo assim canibalizam o danadinho quando cismam.   

Cismei com a sua questão e matuto se haveria relação entre a autoridade do professor e o ensino da gramática. Um lance semelhante ao que H.Arendt dizia sobre educação e autoridade.

Julgamento de professor de português só de oitiva, quando era desalumiada. Professor de português falava bonito, um modelo por dever de ofício; de matemática, grunhia; de história, gostava de uma feira livre, porém professor de química era sempre feio e Kafona. Gramaticar era plural, do mundo; o aluno, aprendiz singular.

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