JOSÉ COCO DO RIACHÃO ... QUEM FOI ELE? VAMOS CONHECÊ-LO! ... em mais uma VIAGEM AO MUNDO DA MÚSICA

MEINE WELT IST DIE MUSIK

Ο κόσμος μου είναι η μουσική

Мой мир музыки

我的世界是音樂

Il mio mondo è musica

Mon monde de la musique

 

NOTA:

Ao terminar o vídeo, surgirão

dezenas de outros do mesmo

cantor ou gênero. É só clicar.

 

- Marco Nogueira -



JOSÉ COCO DO RIACHÃO (mineiro de Riachão) ...

Vamos conhecê-lo! ...

em mais uma VIAGEM AO MUNDO DA MÚSICA

Faixa 2 do disco "Vôo das Garças", de 1987.


Quem é JOSÉ COCO DO RIACHÃO?


José dos Reis Barbosa dos Santos conhecido como Zé Coco do Riachão, nasceu no ano de 1912 na localidade de Riachão, na divisa dos municípios de Mirabela e Brasília de Minas/MG, no Vale do São Francisco. Faleceu em 13/09/1998 na cidade de Montes Claros/MG. Na hora de seu nascimento passava pela localidade uma folia de reis, motivo pelo qual sua mãe o consagrou aos Santos Reis, daí seu nome ter sido registrado José "dos Reis". Zé Coco era compositor, violeiro, rabequista, sanfoneiro, pandeirista e também fabricante de rabeca (espécie de violino caipira), viola, violão e cavaquinho, foi também marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro e fazedor de cancelas, carro de boi, roda de rolar mandioca, etc.

Zé Coco viveu até seus 68 anos como luthier, praticamente no anonimato, construindo e consertando instrumentos musicais e também animando bailes na região. Também compunha, mas muitas das suas composições acabaram se perdendo por falta de registro. Zé Coco expressou também a possibilidade da união do Erudito com o Popular sem que nenhum dos estilos fosse descaracterizado. 


Zé Coco do Riachão foi descoberto quando já tinha quase 70 anos de idade, por Téo Azevedo, repentista e pesquisador de Cultura Popular e que foi também quem lhe deu o apelido "Riachão"! E Zé Coco gravou três discos: "Brasil Puro" (Rodeio/WEA em 1980), "Zé Côco do Riachão" (Rodeio/WEA em 1981), e "Vôo das Garças" (Rima em 1987), por sinal, o que Zé Coco mais gostou por ter saído "do jeitinho que eu queria e não tem gravadora no meio..." E até o momento, somente o "Vôo das Garças" é que foi remasterizado em CD (pela Lapa Cia de Ação Cultural em 1997) e com acréscimo de três músicas inéditas até então: "Moda Prá João de Irene", "Amanhecendo" e "Minha Viola e Eu". Zé Coco, no entanto, deixou muitas musicas que se perderam sem gravação...

Em 1997, ano anterior ao seu falecimento aos 86 anos, vítima de um derrame, Zé Coco do Riachão participou de um excelente show no Sesc-Pompéia em São Paulo, ocasião na qual a gravadora Núcleo Contemporâneo lançou o valiosíssimo CD "Violeiros do Brasil", uma edição inédita que reuniu importantes artistas da Viola Caipira de diversas regiões do Brasil.

NÃO ME DEIXE SÓ

com e de

Zé Coco do Riachão 

http://youtu.be/c7EQdpCFYCM

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Respostas a este tópico

MAIS ALGUNS VÍDEOS DE

JOSÉ COCO DO RIACHÃO

Marco Antônio NogueiraComentário de Marco Antônio Nogueira em 7 janeiro 2012 às 15:42
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CANELA DE ARUBU

com

JOSÉ COCO DO RIACHÃO




http://youtu.be/mkj-Yb7sOnw

Marco Antônio NogueiraComentário de Marco Antônio Nogueira em 7 janeiro 2012 às 15:44
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SAPATEIO DO INDU

com 

JOSÉ COCO DO RIACHÃO

http://youtu.be/KIrWCdNQOoY

Marco Antônio NogueiraComentário de Marco Antônio Nogueira em 7 janeiro 2012 às 15:46
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ALTO BELO

com

JOSÉ COCO DO RIACHÃO

http://youtu.be/qA4hDde4Lj8

Marco Antônio NogueiraComentário de Marco Antônio Nogueira em 7 janeiro 2012 às 15:50
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CARRO DE BOI

- José Coco fala sobre -

http://youtu.be/nGx_qAo1ynE

NOTA:

Vejam no último vídeo

JOSÉ COCO falando do

CARRO DE BOI.

Remete-me aos tempos

de infância, numa doída

lembrança do tempo em

que meus avós maternos

eram donos de uma das

grandes fazendas no Pontal

do Triângulo Mineiro, em

Esplanada, minha bucólica

terra natal, que fica nas 

curvas mais sensuais das

margens do belo e caudaloso

Rio Grande.

Meus avós tinha um grande

engenho para a produção de

açúcar, cachaça e álcool, o 

que hoje leva o pomposo

nome de USINA DE ÁLCOOL

E AÇÚCAR. Os veículos usados

para o transporte da cana

eram 20 carros de boi,

cada um puxado por 08 bois

emparelhados. E os carros

cantavam maravilhosamente,

como cantavam,

pelos campos da fazenda.

Eh, belos tempos!

CORRIJO:

"

"Meus avós tinham um grande

engenho para a produção de

açúcar, cachaça e álcool, o 

que hoje leva o pomposo

nome de USINA DE ÁLCOOL

E AÇÚCAR."

Marco, sou fão da MPB e mais ainda quando vem de Minas Gerais, tenho a coleção de Beto Guedes, dois discos ótimos de Paulinho Pedra Azul (mágico!), outros de Fávio Venturine, Lô Borges todos eles em vinil. Ultimamente venho escutando muito o Vander Lee com aquela voz inconfudível e na música intitulada Do Brasil ele fala: Zé coco, viola, rabeca, folia e canção. O link é este: http://letras.terra.com.br/vander-lee/546154/. Com esta música já dá para sentir a importância do Zé Côco do Riachão para o Brasil.

Abraços!!

JOSÉ ROQUE,

Só agora estou conhecendo

o VANDER LEE. Gostei da

música DO BRASIL, em que

pese a gravação do vídeo

estar ruim.

Falando em músicos mineiros,

conhece o PEREIRA DA VIOLA?

Vou agora abrir um tópico

com ele.

Tenho-o como um gênio da viola.

Ele, como o saudoso grande

violeiro mineiro, RENATO DE ANDRADE,

também sabe fazer a viola falar.

Abraço,

Marco Nogueira

Marco, ainda não conheço o Pereira da Viola vou esperar pelo seu tópico. Como lhe falei antes, ando escutando o Vander Lee acho na mesma linha do Clube da Esquina. Minha filha Loureça de 7 anos gosta muito dele. Estou sempre incentivando muito meus dois filhos (Lourença e Antônio) a escutarem música boa. Quando estava na UFRPE estudando engenharia, tentei também estudar violão e logo clássico! Como morei em casa de estudante (aqui chama-se pejorativamente "chepeiros) em Minas Gerais (Pombalinos), quando chegava na referida os colegas sempre pediam para tocar alguma coisa e eu, suando a bicas tocava. Insistiam novamente e logo aparecia outro e dizia manda buscar uma cerveja que a coisa tá ficando boa e o método clássico ía pelos ares. Final da história: ainda arranho alguma coisa de mpb, de clássico pouquíssima, para cantar sou desafinado e canto bem baixinho. Minha filha quer aprender tocar piano e o moleque quer aprender tocar bateria e por último presenteei meu violão a um maluco! Vou comprar outro!!

Abraços!!

Marco!

Agradabilíssima surpresa saber de José Coco do Riachão. Vi uma matéria sobre ele e suas múltiplas habilidades, suas composições e até o interesse de "conservatórios" pelas suas músicas. Isso foi em um programa Globo Rural há mais de 20 anos. Um artista inesquecível. Nunca mais ouvi nada sobre ele.

Eu nunca ouvi falar dele. Estranho porque conheço a região ( pelo menos o vale do Rio São Francisco ... rs!) e creio que "Riachão" teve uma vida muito pobre e sofrida. Entretanto porque será que ele foi ser "reconhecido" em São Paulo? Creio que vou pesquisar a respeito. Eu vi o vídeo e não reconheci. Sempre falam que tenho uma boa cultura musical por causa da minha família.
Lá vou eu procurar saber !!!!!

Cara

VALÉRIA,

Então, eu lhe confesso

que só conheci JOSÉ CÔCO

DO RIACHÃO porque dentre

amigos meus tinham alguns

de Montes Claros, Mesorregião

do Norte de Minas, com quem

sempre falávamos sobre Músicas

do Folclore, músicos

e cantores mineiros.

Em minha região do Triângulo

ninguém, até hoje, o conhece.

Essa de dizer que foi reconhecido

em São Paulo é porque, acho,

ali é que centraliza o estilo de

música rural, sertaneja, dali

partindo para as demais regiões

do País. Todos os bons compositores

de sertanejas, penso, nascidos

em outros Estados, só se consagram

depois que vão pra São Paulo.

Resumindo, só depois de serem

chancelados em São Paulo é

partem para o sucesso.

(Agora explique, tem sentido

o paulista chamar o mineiro

de caipira?)

Pesquise e nos traga mais

informações. Todo o sucesso

em seu trabalho.

Ah, um fato muito curioso:

Belo Horizonte muito recentemente

(15, 20 anos para cá)

é que aceitou o estilo sertanejo

na música, ao contrário das 

demais regiões do Estado.

Abraço,

Marco Nogueira

Boa noite Marco,

Gostei do que escreveu e veja como o mundo é pequeno. Meus filhos nasceram no norte de Minas e vieram pequenos para BH. Eu vivia às margens do São Francisco. Conheço também Montes Claros.  O povo dessa região é sofrido e criativo. Para você ter idéia durante muito tempo mantivemos um trabalho com os escultores carranqueiros das barrancas. Há muita música sertaneja e há gente sofrida, e saindo fora do tema que nos traz aqui, existe sim trabalho escravo lá na região. Li também sobre a fazenda de seu avô e o carro de boi faz um som triste. Acho entretanto que você não tem idade para ter acompanhado essa época, então lhe restou a nostalgia. Belo Horizonte na verdade tem um estilo mais para seresteiro que sertanejo eu concordo e somente  por esses anos a música sertaneja veio cair no gosto dos Belo Horizontinos. Você tem toda razão!!!!

Para mim é novidade, Marco. Interessante suas postagens de músicos e tb de narrativas dos artistas mineiros. Aliás, Minas é terra de fontes! Fontes não apenas de minérios, mas da diversidade de uma riqueza incrível de cultura erudita e popular. Obrigada.

SUAIDEN,

Então, pra ilustrar

o que você diz,

está aqui a mineirinha,

hoje o maior sucesso

no País: 

PAULA FERNANDES.

E a música tem a ver

com o que diz.

http://youtu.be/Jssfl9vZvmM


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