Prezados,

Ontem postei artigo sobre as "Leis de Controle da Internet" com um questionamento simples: controle ou proteção? Podem ler o post completo aqui: http://zapt.in/4IW.
Na verdade, toda e qualquer lei nesse sentido tem um viés duplo, como questionado. O "porém" é como esses processos de controle serão geranciados e se haverá proteção dos direitos fundamentais de qualquer cidadão.
Vejam e comente sobre o assunto!!

Exibições: 205

Responder esta

Respostas a este tópico

já tinha lido ontem, via twitter, Emerson.
delicado...
Até pode ser "delicado", mas o tema tem de ser enfrentado de maneira adulta e não apenas "discussionista".
O "marco civil" tem o seu objetivo, mas a participação é muito aquém do necessário. Os exemplos de outros países devem servir para nos orientar, principalmente do ponto de vista "positivo", ou seja, não podemos adotar os exemplos ruins.

Abraço.
verdade!! temos exemplos ai do que serve e o que aparentemente não vai dar certo, mesmo guardadas as peculiaridades de cada lugar. precisamos encarar, claro!!
Emerson,

Essa coisa que nos faz requerer a presença do governo ou a sua intromissão pura simples em todos os assuntos do nascimento a morte, é algo que qualquer ser com um mínimo de inteligência tem que começar a dizer não.

Todos sabemos, ou se ainda não sabemos, basta enveredar nos meandros institucionais, que para cada ação que o indivíduo pratica tem uma ação governamental a favor ou contra. Em todas as instâncias sofremos a ação de um ato do governo, decreto, portarias, resoluções, súmulas...Graças a Deus a internet ainda está pouco conhecidas dos vampiros oficiais e será quanto melhor se assim continuar.

A melhor ideia é a resistência a intromissão, porque quando ela acontecer acabou nosso sossego.

Falou....
Até concordo que o Estado tem esse viés de meter o bedelho em tudo, mas não acho que o executivo e o legislativo devem ficar de fora dessa discussão.

Cristóvam, não quero que você compreenda erroneamente a minha colocação, porém - minha opinião e respeito as demais - prefiro um Estado democrático como o nosso se intrometendo, desde que dentro dos princípios constitucionais, do que um hackerzinho abusado. O que você prefere?

Falou??
Emerson,

Já existe meios que pode conter os Crakers, se não a priore mas com certeza a posteriore, me aponte uma forma enequívoca de conter o governo. Particularmente no caso brasileiro, onde as vontades dos plantonista no poder, tem mais força que a lei.

Outra coisa Emerson, quem nos garante que só pelo fato de existir uma legislação expressa o craker vai parar de atuar? Quem milita no ambiente juridico sabe, que o que faz o criminoso não é a falta do estado, mas a certeza de que não será descoberto. Ora, resta ao Estado punir a má conduta e pra isto já existe lei demais no Brasil.

Falou Emerson....
Cristóvam,

Eu acompanho direto essa questão da guerra cibernética e não vejo limites aos hackers/crackers (seja lá o nome que é usado para caracterizar um criminoso virtual).

O que quis expor com o texto é que um país que sempre se demonstrou na vanguarda dos direitos e garantias fundamentais (França) está pensando em restringir e impor filtros na internet, o que é preocupante. Nós, no Brasil, não precisamos necessariamente disso e, estando num Estado Democrático, temos a possibilidade de discutir e criar uma solução ante ao problema.

Abraço.
Mas Emerson,

Você entende que necessitamos da estultice política e uma legalidade vulgarizada entregue a burocratas ou de pessoas com capacidade técnica e eficiência pra cuidar das questões que contenham perigo.

O problema, quando se inclui o governo, é que não se encontra os limites e numa envergadura de grande proporção nós os mortais sempre perdemos. Este é o meu medo!

O que entendo é que não devemos entregar o galinheiro pra raposa tomar conta, e pedirmos pra ela preservar a ninhada.

Falou Emerson, abraço.
Como está Dr. Emerson? Saudações.

Mesmo as empresas privadas (inclusive as pequenas) estão se prevenindo acerca de possíveis roubos de informações por seus próprios funcionários, promovendo bloqueios das portas USB de seus computadores. Atualmente, já existem pendrives mínúsculos com 132 GB de capacidade ou HD externos (do tamanho de um maço de cigarros) com memória para 1 TeraByte (1000GB). Em minutos, se pode copiar tudo o que há no HD de um computador padrão. Também, quando as tecnologias se encontram cada vez mais invasoras da privacidade, pois mesmo que não se queira, se um satélite estiver disponibilizando imagens aéreas de uma propriedade, por exemplo, podem estas facilitar um plano ilícito ao permitir coordenadas e vista aérea com precisão, há que se pensar. Na Alemanha, uma questão com o Google está colocada:

Google Street View enfrenta resistência na Alemanha

Devido à proteção de dados, mapas 3D a partir de fotos reais enfrentam resistência na Alemanha. Gigante das máquinas de busca se defende: "Nosso interesse é geoinformação, não as pessoas".

A firma Google denomina seu projeto Street View como uma nova espécie de mapa. Em vez de visualizar ruas abstratas, o usuário tem a possibilidade de navegar numa reprodução tridimensional detalhada da cidade. Para tal, a gigante das máquinas de busca percorre as áreas em questão, fotografando as vizinhanças. Naturalmente os transeuntes também aparecem nas imagens – por vezes, em poses pouco lisonjeiras.

Nos Estados Unidos, os carros da Google e suas lentes de 360 graus já estiveram em ação. Agora ela está no processo de também digitalizar todas as ruas da Alemanha.

Raphael Leiteritz, que desenvolveu o projeto avalia: "Já percorremos quase todos os espaços públicos da Alemanha. Há algumas lacunas a fechar, onde houve problemas técnicos. Mas possivelmente poderemos concluir em meados do ano e entrar on-line ainda em 2010."

Utilidade pública?

Em países vizinhos, como a França e a Suíça, o Google Street View já está em funcionamento. Uma inovação, afirma a Google, que permite aos usuários conhecer os locais de férias antes de fazer reservas; conferir se há uma estrada movimentada diante da porta de casa, ao alugar um apartamento.

Porém o governo alemão faz restrições ao projeto. Diversos ministérios verificam a necessidade de endurecer as leis de proteção de dados.

A encarregada do setor em Berlim, Ilse Aigner, é firme: "O que é privado deve permanecer privado. Quem quiser fazer dinheiro na internet com dados particulares só pode fazê-lo com a permissão dos envolvidos".

Sem calças na internet

Na Finlândia, onde o Google Street View já está em funcionamento, o proprietário de uma casa processou a firma norte-americana, pois ela o registrou sem calças no próprio jardim. E são imagens que, teoricamente, permanecerão anos, para qualquer um ver, na internet.

Leiteritz defende seus patrões: "O tema proteção de dados é sempre importante na imprensa, e nós o levamos a sério também. Mas, se dependesse de nós, diríamos às pessoas: 'Não vão às 11 horas ao Times Square [praça em Nova York], pois estamos filmando lá' – mas é claro que isso não é possível. Mas para nós a questão não são as pessoas, nosso interesse é a geoinformação, para que se possa vivenciar o Times Square."

Antecipando-se a eventuais ressalvas e temores, a Google torna irreconhecíveis tanto as fisionomias como as placas de automóveis em suas fotos, embora admita que seu software não seja capaz de reconhecer todos os rostos. Na Alemanha, onde a resistência é especialmente acirrada, a megafirma de informática faz outra concessão: proprietários e inquilinos podem exigir que suas casas sejam apagadas das fotos, no local só resta então uma mancha negra.

Autor: C. Hennen / M. Fechner (av)
Revisão: Carlos Albuquerque

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5279639,00.html?maca=bra-uol-a...
Acho que a tendencia do futuro é confiar nas pessoas (como wikipedias da vida), pois, a cada dia, tudo isto se torna cada vez mais incontrolavel. Mesmo novos padrões IP não acredito que vão resolver as coisas.
Quem for um pouco mais a fundo na programação conseguirá sempre suplantar as barreiras e honey pots.
A comunicabilidade entre aparelhos diversos cria espaços para a entrada e a engenharia social, resolve o que faltar.
Concordo que a engenharia sempre vai estar presente, seja em que nível de evolução for. Quanto aos novos padrões de IP muuuiiiita coisa está por vir ... vamos ter de aguardar a evolução natural do processo.
Lembrando...

O força de uma corente é medida pelo seu elo mais fraco.

RSS

Publicidade

© 2021   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço