Vamos tentar um levantamento sobre a mídia em todo o país - seguindo a sugestão do leitor Daniel Menezes.
O caminho é o seguinte:
1. Confira se alguém abriu um tópico referente ao seu estado. Se não abriu, clique em "Adicionar uma Discussão", coloque no Título o nome do Estado e em Categoria o "Mapa da Mídia".
2. Coloque suas observações e/ou trabalhos sobre o tema.
3. Vamos tentar uma levantamento sem muita adjetivação e ataques. Apenas um relato objetivo de como é a mídia no seu estado, números de emissoras de rádio, televisão, jornais, controladores etc.

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Respostas a este tópico

Nassif,não existe neste país,nenhuma independencia na mídia impressa nem nos meios de comunicação de massa,seja atravéz da radio ou da televisão,porque os pequenos dependem do suporte dos grandes,e estes,exigem como contrapartida para serem parceiros,que a opinião dos reacionários "donos" seja respeitada.
Daí que toda e qualquer publicação(exceto os pequenos tablóides locais)seguem estas orientações,e castram os seus profissionais(geralmente mal-pagos) daquilo que é o mais importante na divulgação dos fatos,a verdade acima de qualquer coisa.
Tanto que ao ler um jornal diário de qualquer capital nordestina,ou do sul do país,a tônica é a mesma,ou seja,eles repetem o que foi "mandado divulgar"pelo Globo,Estadão,Folha,Correio Brasiliense,Zero Hora etc,etc.
Isso tambem está acontecendo com as retransmisoras de Tv,de todos os Estados,que como sobrevivem praticamente dos insignificantes percentuais dos anúncios que captam em suas regiões,usando o nome dos "gigantes"Globo,SBT e Bandeirantes,são obrigados a ler e praticar a cartilha destes,do contrário,perdem o direito de retransmitir sua programação e tendem a quebrar.
Concordo com você Raí, aqui em Brasília que a mídia depende exclusivamente do governo é difícil verificar críticas quando acontecem desvios políticos e etc. Um exemplo disso é o correio braziliense que quase não explora o caso do mensalão do DEM. A imprensa não pode ser imparcial, sempre tem tendências para um lado ou para outro, basta saber quem paga mais.
Sugiro que pesquisem no site "Donos da Mídia", um trabalho pioneiro iniciado nos anos oitenta pelo
jornalista Daniel Herz.
Não entendi não, Nassif.
Por estado?
É para relacionar os veiculos? Nomes dos jornais, radios, tvs,etc...
Aqui no nivel do mar, tem alguns tablóides, alguns jornais que fazem parte de grandes redes, tem um pocão de tudo.
Alguns até tentam serem imparciais, mas é muito dificil.
A cultura da transparência ainda está engatinhando.
Há jornais que "batem" direto , nesse ou naquele administrador, outros não "batem".
Não entendo muito o que determina uma linha editorial (se é que existe), não sei se é a sociedade que palta o jornal ou o inverso.
Waldir, dá uma olhada na minha página e veja como eu fiz para o Rio Grande do Sul.
Aproveitei a (boa) sugestão do Cláudio Henrique.
Acho que é o espírito da coisa, para uma largada.
Abraço.
Acredito que há uma tendência à personificação e à proliferação das manifestações do "senso comum" quando se trata da mídia nos estados. Não percebo que exista uma tão grande sincronia entre os debates nacionais e os debates regionais ou locais, até porque as correlações de força não se reproduzem nas esferas estaduais e locais, nem da mesma forma e nem com a mesma intensidade. Discordo um pouco do fato dos jornais estaduais ou locais somente reproduzirem os periódicos e jornais de circulação nacional, até porque há uma certa fluidez nas conformações político ideológicas dos vários "Brasis", o que inclusive tem causado uma parcial timidez editorial, algumas vezes rompida por manifestações midiáticas encomendadas (aberta e, com mais frequência, veladamente). Mas um dado geral que observo é que a mídia nos estados padece de um problema: a necessidade de qualidade e a indisposição para o investimento nessa qualidade. Talvez o debate da imparcialidade deva passar pela oferta de independência. Desculpe a confusão. É que parece um pouco difícil mapear objetivamente a mídia nos estados, uma vez que, ao que me parece, o pano de fundo da atuação dos meios de comunicação tem sido as necessidades de sobrevivência no mercado e as vinculações, cada vez mais estreitas, aos diversos grupos que disputam o poder no país.
Quando se diz que a mídia regional segue os jornalões do eixo Rio/São paulo, entendo que seja porque utilizam-se das agências noticiosas ligadas a esses Veículos. Isso se dá não só no noticiário, como também nos colunistas. Conheço jornais de alcance regional que são uma "fileira" de colunas de O Globo, do Estadão, da Folha e do JB dos bons tempos. Aqui em Minas, temos uma exceção: o jornal Estado de Minas não dá quase nenhum espaço para estes colunistas. Houve um certo período em que andou publicando uns dois ou tres colunistas.
Existe como fazer um mapa da mídia em São Paulo?
TV Sudoeste de São Sebastião do Paraíso. Retransmite a Rede Minas e apesar de ter uma Fundação "Educacional" com a concessão é controlada mesmo pelo Dep Carlos Melles (DEM), ex Ministro de Esportes e Turismo de FHC.
Na cidade ainda existe a TV Paraíso, que funciona precariamente e creio que nem tem sua situação regularizada junto à Anatel.
Na mídia impressa são dois jornais fraquíssimos: Gazeta do Sudoeste e Jornal do Sudoeste. São muito parecidos e nenhum dos dois ousa criticar o grupo de Melles.
A mídia baiana continua sendo extremamente manipuladora, apesar da derrota carlista nas últimas eleições eles (família Magalhães) continua reproduzindo suas "ideias" nos quatro cantos da Bahia através das emissoras afiliadas à Rede Bahia que por sua vez é afiliada da Rede Globo. Em praticamente todo o território baiano ela (Rede Bahia) é lider de audiência; em minha região, o sudoeste da Bahia a TV sudoeste manipula a seu bel prazer as informações, principalmente no que se refere ao governo petista. As rádios locais seguem a mesma linha. Quanto as TV afiliadas da Record, Band, SBT nada acrescentam, priorizam o sensacionalismo.
Não sei muito bem como o troço funciona, mas será que poderíamos ir mapeando a mídia (rádio, tv, jornais etc.) brasileira no Google Earth, incluindo seu grau de imparcialidade?
Aqui na Paraíba a mídia local se irradia a partir de suas duas cidades pólos: João Pessoa e Campina Grande. É nestas cidades que existem as Tv's (retransmissoras, mas que tem programas locais) e jornais impressos, assim como as rádios de maior alcance e influência. A influência política nestas mídias fica mais clara nas rádios e jornais, onde ocorrem os embates políticos, como nos programas locais das tv's.
Os "comentaristas"-apresentadores tem seus programas e direcionam a cobertura. Algusn viram até políticos. Eles sentem-se bem mais a vontade nas rádios, constantemente vai políticos nestes programas para comentar alianças, soltar recados para aliados ou inimigos etc. O debate termina ficando muito superficial, pois os comentaristas não se mostram independentes, embora falem que sejam... afirmam que dizem a "verdade", "não tem rabo preso" etc, o que não é muito de se acreditar. Aliás a disputa pela "verdade" aqui é muito grande, todos dizem que tem a verdade. A "verdade" está em títulos de programas e em slogans.
Há três sistemas de comunicação que tem raízes empresariais no Estado, o sistema Correio, comandado pelo senador Roberto Cavalcanti, o sistema Arapuan (estruturado recentemente) e o sistema Paraíba ou Braz. Como seus comandos tem raízes locais passam a sofrer forte influência dos grupos políticos locais, com os quais eles também buscam manter contatos seja para buscar a renda do Governo via propaganda ou seja para obter benefícios indiretos para suas empresas, que vão além de mídias de comunicação. Passam a imagem de impérios de midiáticos e empresariais.
O Correio possui uma clara atuação política a favor do atual governador e do PMDB, o que era de se esperar, já que seu dono foi suplente do governador. Ele possui o jornal de maior circulação, um dos portais de maior acesso e rádios de grande audiência pelo estado.
Os demais grupos tem raízes não só na Paraíba como em outros Estados (Marquise - CE e Associados - PE, DF e MG).
A mídia fica muito mais influenciada pelos confrontos políticos locais do que pelo nacional. As questões nacionais adentram os embates locais muito mais como uma variável para reforçar ou não um questão local. Nas últimas eleições Lula terminou sendo apoiado direta ou indiretamente por quase todos os candidatos.
http://www.paraiba1.com.br/mapa.html
http://www.correiosat.com.br/
http://www.sistemaarapuan.com.br/

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