Monitorando o Senado Federal - A guerra ainda não acabou.

Paulo Duque no microfone da CBN:

"Você fica 4 anos na camaradagem, sai para tomar um chopinho, encontra com a família do sujeito... E depois tem que julgar a culpa, a culpabilidade, a responsabilidade dos atos que podem até tirar o sujeito do mandato. Mandato é coisa sagrada*"

Presta atenção, senador. O que disse poderia ser assim escrito por um senador digno da câmara alta de uma República digna desse nome:

Por questões de laços pessoais, declaro-me impedido de avaliar as denúncias e representações.

Agora... Não engaveta. Passa para algum senador que ponha a ética, a sacralidade do mandato e a retidão acima dos 'chopinhos' e da camaradagem.

Esse tópico é para um acompanhamento da crise do senado que ainda está longe de acabar.

*Citação de memória, depois de ouvir 3 vezes na CBN. Muito próxima nas palavras e exata no espírito.

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Respostas a este tópico

10/08/09 - 16:55hs
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O senador Collor (fiat elba) acaba de se comparar a Getúlio e Jesus Cristo. Condenado por injustiça.

Volta ao tema de engolir fazendo alusão à fase oral. Se me lembro bem, a alusão (digira) à outra fase infantil foi o subentendido na resposta original ao Simon.

Referiu-se por duas vezes ao tempo de seu impedimento como "idos de 1992" (e soa algo como idos de março - Shakespeare)

Um exame psiquiátrico seria aconselhável.
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É duro, não é pedro? senadores da república!
SENADORES!
DA REPUBLICA!

De um república que ELES sempre dominaram.
Um corporativismo rastaquera de dar nojo... e é assim, é com eles que temos que caminhar...
BRASÍLIA - O senador Fernando Collor (PTB-AL) disse nesta segunda-feira que está “obrando” na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, da revista "Veja", a quem acusa de ter ido ao gabinete do então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em 1992, e ter oferecido a capa da publicação caso o magistrado condenasse o então presidente da República durante o processo de seu impeachment.

“Eu tenho obrado em sua cabeça nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista”, disse.

Em termos um pouco mais populares, e segundo o dicionário Aurélio, obrar, além de “construir” e “fabricar”, também significa “defecar”. Se usado neste sentido, Collor trouxe ao plenário do Senado uma velha expressão popular de baixo calão.

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Saiu da fase oral...
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Sérgio Guerra levou a filha para acompanhá-lo em examer médico nos EUA às expensas do senado.

Justifica dizendo que não foi para passear e acha que isso anula o princípio do direito administrativo que reza "ser tudo vedado ao servidor público se não expressamente autorizado pela lei"
Esses homens não merecem o respeito que o cargo sugere. Aproveitadores e escarnecedores do povo.
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Argumentação de Sergio Guerra com relação à viagem dele e da filha, durante aparte no "mea culpa" de Tasso "Jatinho" Jereissati, no plenário do senado.

"(...) poderia ter sido através de um plano de saúde privado que cobre isso, ou até mesmo através do SUS que também tem essa possibilidade (...)"

Pois é, mas o senador não chegou nem perto de pagar um plano de saúde privado. E quanto ao SUS... É até mesmo cruel. Já pensou espalhar nas enormes filas dos hospitais públicos que o SUS é tão bom que paga até viagem com acompanhante para exames em Nova York?

Escárnio, crueldade...

Nenhuma palavra sobre o princípio básico do Direito Administrativo que reza ser vedado tudo que não é explicitamente autorizado pela lei. Aliás, faz menção (com desprezo) a um funcionário que teria emitido parecer apontando a coisa como irregular. É o caso de se perguntar qual a razão de se exigir conhecimentos de Direito Administrativo em concursos públicos se é para infringí-lo.

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