Essa história de políticos ultraconservadores, católicos, protestantes e até mesmo de outras religiões pregarem em suas campanhas que creem num Deus, que são cristãos e outros trololós, como diria o(sic) padinho pade Serra, soa-me tão falsa como uma galho podre de mangueira.

Começo por dizer que sou ateu faz muitos anos e que me sinto melhor do que essas pessoas, não por suas crenças, mas porque elas são falsas. Quem crê em Deus não cultiva o ódio, o fascismo e nem faz do apartheid praticamente declarado sua maior bandeira política. Pelo que sei do Deus apregoado pelas religiões, dizem que ele fez o homem à sua imagem e semelhança. Esse é o absurdo dos absurdos. O Deus em que muitos creem não faria o homem, dando-lhe livre arbitrio para enganar matar, explorar, escravisar. O Deus em que eles fingem crer quando lhes convém, não permitiria o ódio. a xenofobia descabida, o preconceito de cor, de costumes, de tradições seculares.

Sou ateu, mas sou bom. Jamais eu faria mal a alguém. Nunca vi diferenças entre raças, entre classes sociais menos favorecidas, porque exploradas. Não é no Deus das escrituras que se encontra a verdade, geralmente pregada por pessoas interessadas em poder e dinheiro. A verdade está onde está a ética, o amor sem temor a nenhum Deus, mas natural, inato ou adquirido por uma convivência com pessoas preocupadas com o bem-estar e a felicidade de todos os que mereçam tal felicidade.

Assim, resta-me afirmar que, mesmo que muitos partidos tenham o "Cristão" em sua sigla, não devemos crer nisso. Se a grande maioria fosse atéia, não haveria, PSC, PSDC e outros tantos que usam da mesma artimanha.

Que fique muito claro que respeito os evangélicos e os católicos autênticos, aqueles que creem de verdade, assim como os muçulmanos, judeus, espíritas, umbandistas, etc, desde que não usem suas crenças para fins de poder e riqueza...e desde que não saiam de um culto e vão ver como estão as obras de cimentação pontiaguda sob os viadutos, para que os sem-teto não tenham onde dormir.

 

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Caibar G. Rodrigues, sua manifestação é uma das mais lúcidas e verdadeiras que já ouvi! Parabéns! Peço-lhe licença para assinar em baixo da mesma. Também respeito a quem queira, por opção voluntária, ter fé religiosa ou ter outra opção supersticiosa, seja em algum deus ou outro culto, desde que, como você bem diz, isso não seja para tirar algum proveito de qualquer natureza, material, moral ou espiritual. Também me declaro ateu convicto, me sentido, assim, muito bem, sem praticar nenhum mal a meus semelhantes e à natureza, nem cultivar nenhum tipo de ódio ou preconceito, contudo, toda indignação contra os homófobos, racistas e exploradores do povo, contra os quais empenho-me na luta contra e almejo um mundo de direitos e obrigações iguais a todos!
Caro José Safrany. Que o Deus no qual não cremos sempre nos proteja, pois ele é a bondade, a ética e o amor ao próximo que temos em nós. Agradeço muito pelo seu comentário e gostaria imensamente que todos pudessem pensar mais ou menos como nós. Não dido pensar igual, pois pensamentos exatamente iguais sempre acabam por levar a alguns confrontos.
Faz alguns anos, li uma pesquisa feita no Reino Unido. Descobriram que os ateus britânicos eram os mais justos, os mais humanistas e os mais preocupados com o ser humano, os animais e o meio-ambiente de modo geral. Eu explicaria isso da seguinte maneira: As religiões, criadas pelo homem com o único objetivo de atender sempre ao poder, não importa o preço, escraviza, corrompe, ou, na maioria dos casos, idiotiza. E é dessa idiotia que se aproveitam os falsos religiosos para, em nome de se Deus. galgarem os mais altos degraus do poder monetário, do ódio, da intolerância e de toas as formas de preconceito imaginávies.

Abraços, companheiro!
A grande massa, maioria ignata pois não teve acesso a alguma cultura crítica e/ou contestatória do sistema em que vivem e, geralmente, penam, tem necessidade de se apegar a alguma coisa que justifique sua presença no planeta. Como nos primórdios da espécie, não compreendendo os fenômenos físicos e/ou espirituais, seguiam, antes, os pajés da época e, hoje, os espertalhões que se valem dessa boa fé para deles tirar proveito, sejam de que confissão forem. Claro, sempre atrelados a alguma forma de poder que se compraz com isso, pois mantém os rebanhos alienados e sob controle para, assim, se perpetuarem no poder de dominação e exploração. Sempre foi de luva para as oligarquias de todas as formações sociais com as características de classes. Como disse, claramente, Karl Marx, na crítica da religião, como condição preliminar de toda crítica: "A religião é o consolo de uma consciência, cuja vida não tem seus nexos conhecidos. A compreensão do papel ativo da humanidade na História seria a contrapartida a todas as formas de crenças ilusórias construídas pela ignorância do que move o próprio destino".
Quanto aos ateus e os comunistas sinceros, em sua grande maioria, por ter, exatamente, a compreensão do papel do homem nos rumos da sua História e a necessidade de superar a barbárie das sociedades de classe, em busca da verdadeira Civilização, estes, sempre, procuram ser tolerantes e humanos com seus semelhantes de todo tipo e ajudar-lhes, no possível, a superar a ignorância e indicar-lhes o caminho da verdadeira libertação!
É, de fato, uma luta desigual e titânica, pois os donos do poder e seu capital, dominam quase monopolicamente todos os meios de comunicação, cultura, informação e saber, além dos meios de produção e bombardeiam, as 24 horas de cada dia, com sua ideologia macabra de vilência, dominação, medo e alienação, cooptando até as mais simples e espontâneas manifestações culturais do povo, como as festas populares (carnaval, folias, festas), esportes, etc., além das novelas televisivas e radiofônicas, reality shows, drogas, consumismo insensato, bebidas, etc.
Há que se ser muitíssimo perseverante e paciente para lutar contra tudo isso.
Mesmo quando isso, um dia, acontecer, se houver tempo de salvar a espécie da hecatombe, levará muito tempo e trabalho para limpar a mente humana de tanto lixo disseminado pelo capitalismo!
Como já dizia Rosa Luxemburgo: "Socialismo ou barbárie!"

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