Pessoal, falar em indignação não reflete mais o sentimento que nós estamos passando com a via crucis que o delegado Protógenes vem sofrendo, pelo simples fato de cumprir o seu dever como funcionário público. A única diferença é que ele ousou investigar e prender um banqueiro bandido poderoso, gestado na era FHC. Ele foi o rei dos arremates das privatizações. Tornou-se a fonte provedora do financiamento da campanha de muitos políticos, na época, todos ligados a base aliada do governo FHC.

Foi também o caixa do mensalão cujo administrador era o senador Eduardo Azeredo, presidente do PSDB. Pelo o que a gente percebe tudo se encaixa. O "grande" idealizador da proposta de perpetuação do PSDB no poder - falava-se na época em vinte anos - foi do Serjão Motta, conhecido também como trator, que por coincidência era ministro das Comunicações, justamente o setor em que aconteceram as maiores bandalheiras.

Como o governo FHC foi um desastre, Lula veio a sucedê-lo, e estranhamente houve a transição do poder de maneira "civilizada" tendo o novo governo Lula todo o acesso as informações do governo que se encerrava.

Esse fato na mídia foi comemorado como fato inédito, "exemplo" para o mundo civilizado. Pura enganação de trouxas. Dava-se ali o "El grande acuerdo".

O esquema do mensalão continuava funcionando a todo vapor e o senhor Daniel Dantas tinha que se aproximar de Lula a todo custo. Não sei se conseguiu. Fala-se que Lulinha tem negócios com ele. Não vi nenhuma prova. Se considerarmos a doentia campanha da mídia contra o governo Lula, acho muito estranho que ela não tenha produzido mais um factóide.

O mesmo não podemos dizer do governador Serra. A mídia alternativa divulgou documentos, nunca contestados, da sociedade da sua filha em uma empresa em Miami, com a irmã do banqueiro bandido. E lógico, com dinheiro deste.

Quero acreditar na boa fé de Lula, que ele não esteja envolvido nesse lamaçal de corrupção. Sempre vejo ele num jogo estratégico mexendo as peças do xadrez para poder driblar o cerco covarde da mídia.

Acabo de assistir um vídeo (blog cidadania. com) o presidente em Telêmaco Borba PR comentando a difusão de pessimismo pela grande mídia, Existem jornalistas escalados nos grandes meios de comunicações exclusivamente com essa tarefa. Cito alguns exemplos mais notórios: Mirian Leitão e Ricardo Noblat do Globo, o patético Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi do esgoto chamado Veja, Eliane Cantânhede e Clóvis Rossi da Folha e outros.

O fato é que no noticiário hoje informa que o delegado Protógenes foi afastado da PF, embora não de forma definitiva, mas que se pressupõe que o será. O delegado escalado a dedo para conduzir o processo nada mais é do que o sr. Amaro, um desafeto de Protógenes. Já vi essa história. Quando dentro de uma instituição o chefe quer pegar o seu subordinado, é só escalar o seu pior inimigo. Foi o que aconteceu.

Quem perde é o país. Desta forma conclamo que todos aqueles que se mostram indignado com essa situação se levantem numa corrente para que possamos expressar a nossa insatisfação com essa patifaria. Punir funcionário público honesto, via de regra não deixa de ser exceção, principalmente quando mexe com interesses muito escusos. Enquanto isso o banqueiro bandido condenado continua solto.
Vamos aceitar isso bovinamente?

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Nao acho que esteja fazendo o jogo de ninguém, Luiza. E, que eu saiba, o Ministério da Justiça negou a demissao, mas confirmou a suspensao, que já é um absurdo.

Gente, se o Governo nao quer que se faça exploração eleitoreira disso, a solução nao é o "abafa", mas sim a revogação da perseguição. A chefia da Polícia Federal nao é autônoma. A solução política é eliminar o flanco...
Saiu no PHA hoje sobre mais uma perseguição ao Protógenes (a 13a!)

"O ínclito delegado Protógenes Queiroz recebeu a Portaria número 174/2009, da Corregedoria Geral da Polícia Federal, que instaura processo disciplinar para apurar a responsabilidade funcional do servidor Protógenes Pinheiro de Queiroz, delegado de primeira classe, matrícula 8452, “em virtude de cometer a pessoas estranhas à Polícia Federal encargo de natureza policial durante a Operação Satiagraha”."

Isso depois da participação dos agentes da ABIN já ter sido declarada legal.

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