O dia de amanhã é sempre uma incógnita para quem está vivo. A maioria das pessoas, entretanto, acredita que o que acontecerá no futuro depende exclusivamente das condutas individuais consideradas isoladamente, como se as sociedades fossem constituídas de indivíduos independentes, cada um lutando por seus objetivos egoísticos. Na prática, não é assim, cada ser humano vive dentro de uma sociedade organizada que funciona como um disciplinador de suas condutas, desde sua formação mais tenra até o desenvolvimento da vida adulta. Falar dos seres humanos sem referir-se à cultura em que vivem é simplesmente não dizer nada, pois o que os diferencia dos demais animais, que são puramente instintivos, é o fato de serem condicionados pela cultura que eles mesmos constroem.
A História nos mostra que durante os seis mil anos ou mais em que os serem humanos habitam a terra já existiram várias formas de organização social dentro das quais os homens produziram os bens materiais e culturais que necessitavam para sua sobrevivência. Cada uma dessas formas acabou sendo substituída por outra mais avançada. Nenhuma delas, podendo ser tida como natural e definitiva.
A forma de organização produtiva dentro da qual vivemos atualmente na grande maioria dos paises é o capitalismo, cuja principal característica é que os meios de produção (as instalações industriais, as terras, os conhecimentos acumulados e os recursos monetários utilizados na atividade produtiva) são, em sua maior parte, propriedade de particulares, isto é, de capitalistas.
São os capitalistas, ou seus agentes, que organizam a atividade produtiva
da sociedade. Os demais membros da sociedade, os trabalhadores, participam da produção exclusivamente com seu trabalho e por ele recebem uma renda que representa uma parte da produção realizada. O restante da produção é transformado em renda que vai para os capitalistas, que têm como objetivo principal de sua atuação aumentar ao máximo possível sua participação na produção, sob a forma de lucros. Os capitalistas, embora constituindo uma parcela ínfima da população, respondem por grande parte das decisões de produzir e fazer os bens produzidos chegarem aos consumidores, cuja grande maioria está constituída pelos trabalhadores.
Essa forma de organização da produção tem grandes virtudes e grandes defeitos. Sua maior virtude é permitir acumular novos meios de produção e desenvolver a técnica aplicada à produção e, assim, aumentar constantemente a capacidade de produzir. Durante grande parte de seus mais de três séculos de existência, o capitalismo, iniciado na Inglaterra por volta de 1650, foi fundamental para a expansão da produção e o desenvolvimento das técnicas produtivas que aumentam a produtividade do trabalho. Os países atualmente ricos não teriam chegado a esta situação se não fosse o mérito do capitalismo para retirar recursos do consumo dos trabalhadores e transformá-los em aumentos da capacidade de produção.
O capitalismo, por sua própria natureza, concentra os resultados da expansão da produção nas mãos da minoria capitalista, que se beneficia de sua condição de proprietária dos meios de produção para aumentar seu consumo, sua riqueza e seu poder, em detrimento da maioria da população, os trabalhadores, Essa concentração do consumo, da riqueza e do poder acarretou a existência de paises pobres e paises ricos, e dentro dos paises, de pessoas pobres e pessoas ricas. Ao mesmo tempo, tem sido a causa de grandes disputas entre os paises que se transformam eventualmente em guerras destrutivas que visam a controlar territórios, recursos naturais e mercados, tendo em vista a expansão do sistema capitalista.
Na forma de ser do capitalismo, mediante a qual os capitalistas agem individualmente buscando aumentar sua participação na renda gerada na produção (os lucros), em competição com outros capitalistas, reside seu grande defeito.
A crise econômica que atualmente está afetando o mundo surgiu de um movimento especulativo que levou à superprodução de imóveis nos Estados Unidos, obrigando à realização de vendas a compradores que não puderam pagar as prestações dos financiamentos contratados para adquirir os imóveis, que acabou por contaminar o resto do sistema interna e externamente.
Por seu turno, a crise ambiental atual, está intimamente associada à conduta das empresas capitalistas que focadas exclusivamente em seus lucros e pressionadas pela competição de outras empresas, não tomam em consideração os impactos de suas decisões sobre o meio ambiente.
O mundo, já há algum tempo se encontra, diante de um grande desafio, o de encontrar uma nova forma de organização produtiva que evite as crises econômicas a que o capitalismo está condenado, as conseqüências negativas deste sistema sobre o meio ambiente e as guerras entre paises e as grandes desigualdades sociais.
As tentativas até agora realizadas, com a implantação do socialismo em alguns paises, fracassaram rotundamente. Daí que os defensores do sistema capitalista argumentem que não existe alternativa ao sistema capitalista. Se assim for o mundo estará condenado a viver à beira do abismo, permanentemente ameaçado por guerras que inclusive podem destruir o planeta, por crises econômicas de grandes proporções e pela crescente destruição do meio ambiente. Neste caso, também, podendo levar à destruição do planeta.
Somente a introdução de uma nova forma de organização produtiva que possibilite um maior controle da população, através da política, sobre as decisões econômicas poderá permitir afastar a terrível incerteza sobre o futuro em que o mundo atualmente vive.
Essa nova forma de organização vai requerer alterar a própria essência do capitalismo, a propriedade dos meios de produção por uma minoria, em favor de um sistema em que a propriedade seja social e no qual a população em seu conjunto, através de seus representantes legítimos, tome as decisões econômicas de forma planejada e visando exclusivamente os interesses da maioria. Enfim, uma forma de socialismo democrático, mediante o qual a Humanidade possa decidir sobre o futuro que deseja para as futuras gerações.

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Respostas a este tópico

Paulo: Nada mais sensato do que seu comentário. É uma pena que contra a vontade de muito de nós estejamos numa sociedade de verdadeiros escravos do capitalismo. que está nos conduzindo passos largos para o abismo. Um abraço.
Paulo,

Concordo que a imagem do boi é um pouco exagerada, embora ele venha a se tornar indispensável, o avanço do conhecimento se preserva, e as fontes renováveis instaladas garantem uma certa quantidade de energia. Quanto ao retorno da Idade Média, acho que vivemos sob o dilema de Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie, a possibilidade de fracassarmos ronda o nosso futuro, as trevas medievais são um fantasma. De resto concordo que a crise de energia vai nos conduzir para a reorganização do campo e das cidades, sem falar na redução populacional. Megacidades estão condenadas num quadro grave de crise energética.

Um abraço.
n almeida e Paulo: Suspeito que estaremos ameaçados por um expressiva queda da produtividade do trabalho, o que poderá levar as empresas capitalistas, na tentativa de manter a taxa de lucro sobre o capital a aumentarem o desemprego ou forçarem a redução dos salários, produzindo um crise de graves proporções. Isto só reforçara a queda na taxa de lucro, desestimulará os investimentos e aprofundará a crise. Esta hípotese precisa ser melhor desenvolvida e fundamentada, o que farei mais para frente. Um abraço.
Vou deixar para discussão este pequeno artigo que recolhi, da autoria de François Cellier: "A escravidão do petróleo".( http://www.resistir.info/peak_oil/slavery_of_oil_p.html )

Ele especula sobre a idéia de um limite para o preço do petróleo, e em consequência para o da energia, que travaria toda economia, uma vez que o custo da energia é onipresente em toda cadeia produtiva, assim como os salários. Ele usa valores do PIB nominal para seus cálculos.
Observei, em um trabalho mais simples do que ele realizou, que substituir o PIB nominal pelo de paridade de poder de compra mostra correlação mais forte entre valor do PIB e consumo de energia; acredito que essa correção seria necessária ao trabalho dele. Usei os seguintes dados:

1 PIB (Paridade do Poder de Compra) segundo o Fundo Monetário Internacional, em milhões de dólares (2008)
Fonte: Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_(Paridade_do_Poder_de_Compra)

2 Consumo de energia primária em milhões de tonelada de óleo equivalentes em 2008
Fonte: British Petroleum. http://www.bp.com/liveassets/bp_internet/globalbp/globalbp_uk_engli...

3 Juntei os PIBs de Bélgica e Luxemburgo para compatibilizar as tabela. Os dados estão em duas planilhas, na segunda efetuo os cáculos. Perdi o arquivo em que faço o cálculo de correlação para o PIB nominal, lembro apenas que dava um fator abaixo de 0,70; anexo portanto apenas um arquivo.
Anexos
Almeida

Há fatores que não estão sendo levados em conta para a determinação do preço do petróleo. Primeiro a eficiência energética, segundo a necessidade do petróleo e terceiro a substituição do insumo.

Quanto maior a eficiência energética maior será a capacidade de pagar pelo petróleo, ou seja, caso o consumo das famílias de petróleo (direto ou indireto em produtos) maior será a capacidade de pagar pelo produto.

Quanto a necessidade, quanto maior ela for, países de clima extremamente frios pagarão mais pelo preço do petróleo.

Quanto a substituição, países em que fontes alternativas são concorrentes do petróleo, com o aumento deste a substituição não permitirá seu aumento.

Como conclusão se estes parãmetros forem colocados na análise talveaz a regressão fique mais homogênea e se possa atingir o preço limite. Análise do artigo me pareceu falha em detectados os pontos longe da curva não se procurou corrigi-los e ter um resultado mais exato. Caso estas correções forem introduzidas talvez se veja em países como o Brasil o preço não tão alto e nos USA, Canadá e Europa um preço maior. Como se procederia isto com um diferencial no valor do bem, esta é a questão.
Rogério,

Devo ressaltar que o preço do petróleo é internacionalizado, diversos fatores concorem na sua formação, não podemos desprezar, de modo algum, a componente geopolítica desse insumo. Como principal energético, o petróleo tende a balizar o preço dos demais energéticos que afluem para sua substituição; vantagens localizadas de outras fontes de energia, como fontes hídricas, de carvão, eólicas, biocombustíveis, gás, etc, todas elas acompanharão o custo do petróleo dentro de uma economia de mercado sob controle privado.
Outro aspecto da formação do custo do petróleo é o rendimento energético para obtê-lo. Estima-se que nos EUA, nos anos 50, gastava-se um barril de petróleo para extrair mais de cinquenta, em campos totalmente situados em terra ou águas rasas. Hoje o rendimento está situado em um décimo daquele rendimento, extrai-se pouco mais de cinco barris para um barril de petróleo em energia equivalente gasto. Nas areias betuminosas do Canadá, o gasto é de um barril de petróleo equivalente para cada quatro obtidos. Esse rendimento tende a cair para o futuro, deve-se lembrar que a exploração de um recurso começa sempre pela parte mais fácil de se extrair, para remunerar de forma mais rápida o capital investido.
Quanto ao trabalho, deve-se considerar que é uma primeira aproximação, muitas considerações têm de ser feitas. Países muito frios, como Canadá e Rússia, igualmente dotados de indústrias de transformação de suas abundantes matérias primas e extensões territoriais que requerem gastos de transporte, saem da curva. Países exportadores de energia, principalmente petróleo, podem se mostrar energéticamente perdulários. Há o fenômeno de exportação de indústrias dos países centrais para o terceiro mundo, a troca desigual efetuada entre eles, etc. A importância do artigo reside em chamar a atenção para os efeitos da elevação do custo da energia. Esse custo mais alto resulta em queda do rendimento retirado da economia, contribui para queda geral do lucro. Por enquanto é isto.

Um abraço.
Um outro fator que altera um pouco as escolhas políticas e técnicas com relação ao cenário energético é a volta da energia nuclear, uma tendência notada após a quasi-fobia do aquecimento global.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100314/not_imp524043,0.php

Alguns países, como a Alemanha haviam banido a energia nuclear e dado
um prazo para desativação de suas usinas, prazo este que pode ser revisto...

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1029338,00.html

De fato, depois de condenada por gerar um lixo que leva milhões de anos
para decair, é capaz de ser a tábua de salvação para tentar manter uma situação
por mais alguns anos. Apesar de serem recursos esgotáveis, ainda existem muitas
reservas de Urânio não exploradas no mundo, inclusive o Brasil (que possui
a quinta ou sexta reserva mundial).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio



PS: O Brasil possui a tecnologia de separação via ultracentrifugação para
o fabrico de combustível nuclear para reatores. Se quiser pode um dia se tornar
exportador de Uranio enriquecido.
Duas observações:

1) As reservas mundiais de urânio: http://www.euronuclear.org/info/encyclopedia/u/uranium-reserves.htm

2) As reservas garantem algumas décadas para o consumo atual, mas o declínio será rápido em caso de aumento da demanda: "Global consumption of uranium to quadruple over next 30 years"
http://www.miningweekly.com/article/uranium-demand-to-increase-four...


Acho que temos de fazer pelo lado do consumo de energia: poupar, poupar, poupar. Isso tem implicações na mudança de paradigmas na nossa surrada civilização.
Infelizmente acho que a mudança verdadeira de paradigma ocorrerá após grande crise. O povo americano é o modelo a não ser seguido, mas será difícil de convencer a humanidade antes da canoa afundar...
Almeida

Eu já sabia que o preço do petróleo é internacionalizado, entretanto há um limite que a população brasileira pode pagar pelo petróleo, e se este limite for atingido este preço deverá ser SUBSIDIADO, não estou falando em um preço que leve ao desperdício, mas na ausência de substituitivos a curto prazo se o país é auto-suficiente não há porque transferir riquezas do povo como um todo para acionistas de empresas de petróleo (nacionais ou não). Há um limite que compromete o desenvolvimento e a questão é saber qual é este limite e agir.
Prezado Flavio,

Sobre sua suspeita na queda da produtividade do trabalho, eu afirmo que está mais do que confirmada. Aliás, o que vai cair não será a 'produtividade', será a produção mesmo. Sem energia será impossível manter os atuais níveis de produção. Para se produzir uma tonelada de alumínio, são necessários mais de 15 megawatt.hora de energia; uma tonelada de cimento precisa da energia de uns dois barris de óleo; o zinco, o cobre, o aço, a cal, a celulose e o papel, o vidro, a uréia, o fosfato, o potássio, os metais, as cerâmicas, e assim por diante, todos eles requerem energia na ordem de grandeza proporcional que eu citei para os dois primeiros produtos. Depois deles obtidos, é necessário ainda energia para conformá-los para a utilização que se deseja. Mais energia vai para transportar e distribuir a produção obtida. Isto para ficar apenas na esfera econômica industrial.

Temos de lembrar de um mundo econômico esquecido dos economistas, apesar da etmologia da palavra economia. Precisamos de energia nos nossos lares, não só para iluminar as noites, mas para processar e conservar alimentos, proporcionar conforto térmico nos dias frios e no calor, o asseio da casa e do vestiário, além de fornecer alguma diversão e alegria. A eletrificação dos lares no século XX forneceu condições para mecanizar o trabalho doméstico, feito que libertou as mulheres de uma servidão milenar.

A agricultura é um capítulo muito especial, da encrenca que se aguarda no futuro minguado de energia. A máquina a vapor era restrita aos trilhos como transporte terrestre, de sorte que a mecanização intensa chegou ao campo depois da invenção do motor a explosão. Levou um certo intervalo de tempo entre seu advento e as aplicações em massa, o início coincide com a expansão da indústria automobilística nos anos 20 do século passado. A mecanização plena da agricultura levou algumas décadas para ser atingida nos países mais desenvolvidos, ainda se podia ver emprego de tração animal na paisagem rural européia nos anos 50, nos países periféricos ainda persiste práticas agrícolas semi ou pré-mecanizadas; Samir Amin expõe as diferenças de produtividade do trabalho nesses três tipos de lavoura, enquanto se extrai, por trabalhador ocupado no modelo tradicional pré-mecanizado, algo próximo de uma tonelada de grãos, na lavoura intermediária o resultado é de cinquenta a cem vezes mais por trabalhador, na mais avançada o resultado chega a dez vezes o alcançado na intermediária; como resultado, a participação do trabalho agrícola nos países avançado mobiliza de um a três por cento da PEA, o agronegócio atual impõe essa tendência no mundo.

A lavoura moderna é responsável pela grande produção de grãos que sustentam a humanidade. O emprego de energia na agricultura não se restringe a mecanização, ao se produzir adubos, defensivos e corretivos de solo, alguma energia é agregada na lavoura, que faz aumentar de modo efetivo a produção da área plantada; por se encontrarem longe muitas vezes dos centros de consumo, gastos de energia em transporte, beneficiamento e conservação são essenciais na garantia da segurança alimentar das populações. Estima-se que um frango viaja em média dois mil quilômetros, para chegar a mesa do consumidor americano; na viagem e na estadia do frango no supermercado, há gasto de energia para fornecer o devido 'conforto' térmico, para não se deteriorar; os frangos brasileiros fazem viagens de quinze a vinte mil quilômetros para alimentar populações no Oriente. Para cada ração de calorias que ingerimos, boa parte delas vêm do petróleo.

O fantasma de Malthus ronda a segurança alimentar da humanidade. Contra o velho economista sempre se alegou que o aumento da 'produtividade' o desmentia; imaginou-se que para sempre a 'produtividade' cresceria. A sabedoria do economista Kenneth Boulding nos ensina que, qualquer um que acredite em que num mundo finito, as coisas cresçam infinitamente, ou é um maluco, ou é um economista. O mundo tem limites, nesse aspecto, o velho Malthus não pode ser desmentido, e ele ri por último dos seus detratores, o que não tem limites é a ganância do capitalismo e sua classe dirigente. Imagine o quadro de queda de produção agrícola mundial, o encarecimento dos custos alimentares pela elevação do gasto com energia, a necessidade de deslocamento para o campo de populações urbanas, sem vocação para atividade agrícola, devido não só a perda de produtividade das lavouras e dos trabalhadores que lá permaneceram, mas também a um quadro caótico de sustentabilidade das cidades. Na grande crise dos anos trinta houve retorno das cidades para o campo no EUA, mas se tratava de populações urbanas recentes, com laços familiares no campo, não é o caso hoje em dia.

Pareço pessimista? Deixo três constatações que recolhi, de um cenário preparado para o atual governo americano, sobre o futuro energético que nos aguarda:

1) "Todas as tecnologias atuais são inadequadas para substituir a matriz energética tradicional, na escala necessária".

2) "Um estudo recente do setor energético revelou que leva em média 25 anos para que uma nova tecnologia de produção seja amplamente instalada"

3) "... a produção fora da OPEP de hidrocarbonetos, petróleo cru, gás natural e de produtos não convencionais, como a areia betuminosa — não crescerá proporcionalmente à demanda. A produção de petróleo e gás de muitos produtores tradicionais já está decrescendo. Em outros lugares — China, Índia e México —, a produção estagnou. Países com capacidade de expandirem significativamente a produção sofrerão retração. A produção estará concentrada em áreas de instabilidade. Como resultado disso e de outros fatores, o mundo se verá em meio a uma mudança fundamental das fontes de energia, de petróleo para o gás natural, carvão e outras alternativas".

Um forte abraço.
Rogério: Parabéns pelo comentário! Está excelente. Vou usar seus dados em um artigo em que pretendo explicar o que é a produtividade econômica e como ela se presta para medir o que se passa com a disponibilidade de matérias primas e recursos naturais. Um abraço.

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