A iniciativa de abrir este tópico veio de uma conversa por email com várias pessoas. Estávamos discutindo o fato de certas postagens no blog-mãe favorecerem um clima não amigável às mulheres, por vezes até misógino, e como ele desanima as mulheres de postarem lá, por já saberem de antemão que terão de lidar com comentários desagradáveis, quando não ofensivos, como foi o caso do post Antidepressivo que acalma a mulher: o sêmen. Pensamos então em fazer uma espécie de "manifesto" a ser posto no Fora de Pautafalando em como aquele clima nos incomoda. Mas, para que isso não fique só atribuído a uma ou duas pessoas, combinamos que eu criaria primeiro um tópico aqui no Portal, onde várias pessoas pudessem se manifestar. A palavra está aberta.

Links para os dois topicos que provocaram nossa indignaçao: 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/antidepressivo-que-acalma-...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-semen-como-antidepressiv... 

   

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Respostas a este tópico

Será Antonio que homens e mulheres tem o mesmo direito e responsabilidades? Na prática não é isso que constatamos, milhares de mulheres abandonadas por seus maridos criam e sustentam seus filhos sózinhas, passando por toda sorte de necessidades e privações. Nas empresas os salários das mulheres são quase sempre inferiores aos dos homens, com raras excessões.

Tudo isto sem falar nos casos de violência contra a mulher, onde persiste altos índices de ações criminosas, apesar da lei Maria da Penha.

Portanto, citar a presidente da república, um caso raro e único da república brasileira, no intúito de reforçar sua afirmativa equivocada "onde, homens e mulheres, têm os mesmos direitos e responsabilidades", não é honesto de sua parte, diante de tantas mazelas que vivem grande parte das mulheres brasileiras.

A existência de leis não significa que a maioria da sociedade se submeta ou até mesmo uma parte dos responsáveis pela sua aplicação, façam justiça.

Grato pela citação Marli.

Webster Franklin, você tocou em algo relevante. Em todas as classes sociais, e digo todas com plena convicção e partipação ora numa, ora em outra que as mulheres NÃO TÊM as mesmas possibilidades e oportunidades que os homens. Houveram avanços com certeza, mas será somente sair do "tanque" é tão significante assim? No divórcio as mulheres saem prejudicadas na maioria das vezes. Não são raros os casos em que são retirados seus bens materiais e a justiça é lenta, muito lenta,para quem dela espera um resultado justo. A Lei Maria da Penha é ótima, necessária, mas não podem por falta de contingente policial, fazer muito pelo os que dela se valem. A vara de família pouco funciona seja lá por quais motivos forem e são muitos. Os salários para mulheres bem qualificadas são baixos em comparação ao mesmo cargo ocupado por homens. A idade também se torna um agravante as que têm que mudar o seu status e são muitas. Os homens normalmente preferem esquecer que os filhos existem depois do divórcio. Mulheres são roubadas, agredidas física, psicologicamente e depois voltam não para REcomeçar mas sim para COMEÇAR a vida junto aos filhos. Até os amigos costumam "desaparecer". Bom, ficaria aqui por muito tempo a escrever sobre o assunto mas preciso COMEÇAR amanhã pela manhã.
Tenham uma boa noite!

Valéria,

Ainda existem muitas injustiças e discriminações contra as mulheres. A violência doméstica é uma tragédia no país. Leia as informações a seguir.  

"Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica;

A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém uma relação de afeto;

As estatísticas disponíveis e os registros nas Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro;

Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos;

O Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica, perdendo de 10,5% do seu PIB (Produto Interno Bruto); porém, a magnitude das conseqüências da violência doméstica no Brasil na economia; nos custos para o sistema de saúde, a polícia, o Poder Judiciário, os órgãos de apoio à mulher na própria saúde das mulheres, ainda não pode ser medida com maior precisão, pois as nossas estatísticas necessitam de dados importantes que não são coletados, sobretudo nos serviços de saúde."

Nassif, eu agora estou na dúvida do que está ou nao dentro dos limites do que você considera ofensivo ou nao. Denunciei este aqui, mas gostaria de algum critério para estabelecer o limite, já que os que você nao considera ofensivos eu considero, e muito. Entao por favor determine se isso aqui é ofensivo ou se está dentro da "liberdade de expressao": 

daft

Vejo muitos cavaleiros brancos (white knighting: checar no urbandictionary.com) nesse forum, defendendo incondicionalmente a pobre mocinha, que não sabia aonde estava sendo conduzida! É claro que ela sabia, só ver nas imagens anteriores, quando os 2 ainda eram um casal dentro da casa:

estes são apenas alguns exemplos, podem procurar no google e youtube, há muitos mais esperando para ir de encontro à realidade que vocês nao querem aceitar.

Eu lamento por vocês terem dado com a cara na parede.

Eu lamento por vocês serem contrariados por ela, que não propôs acusação de estupro, e que caso este seja proposto e o réu acionado, será contra a vontade dela.


Eu lamento pelas suas tentativas de fazer a suposta vítima se sentir culpada por algo que ela deixou acontecer, consentiu passivamente, pois é função do homem tomar iniciativa, algo que as feministas não tem instrução nenhuma, pois suas mentes perversas consideram qualquer investida do homem contra a mulher uma agressão desleal.

Eu lamento ainda as feministas de plantão, por considerarem que ela foi abusada por ele, quando na verdade ela estava feliz por estar com ele.

Eu lamento, finalmente, pelo Brasil, anteriormente uma sociedade saudável onde cada gênero sabia o lugar que se encontra, estar se tornando um domínio de feministas radicais, misandristas e manginas.

Parece-me no "limite da irresponsabilidade".

A primeira parte é maliciosa e sofismática. É introdução a uma ofensa direta: "pois é função do homem tomar iniciativa, algo que as feministas não tem instrução nenhuma, pois suas mentes perversas consideram qualquer investida do homem contra a mulher uma agressão desleal."

A frase acima é ofensiva pois associa por preconceito uma característica negativa (ser perverso) a um grupo (feministas)

Idem aqui : "anteriormente uma sociedade saudável onde cada gênero sabia o lugar que se encontra, estar se tornando um domínio de feministas radicais, misandristas e manginas."

Provocação pura, os velhos golpes da autovitimização, superestimativa do antagonista (esse domínio de feministas radicais lembra os comentários que falam em "domínio da máfia gay") e acusações infundadas, juntos para servir de cortina de fumaça para um comportamento machista. De que século saiu isso de "gênero ter lugar"?? E há uma tentativa subreptícia de se desqualificar as críticas aos "estupros televisionados"

Eu não gosto por tudo isso e denunciaria (qual é o post?) 

Mas precisa ter critério para aquilo em que não há risco? É muito simples:

a) denunciamos o que achamos perceber como contrário a princípios gerais de bom senso. Seja lá o que for essa visão intuitiva, ficará, pela lógica, entre nosso pensamento individual e o coletivo.

b) aguardemos que complete 3 denúncias. (b1 : Se o comentário nunca sair do ar é porque não completou esse número. O que em geral significa que somos mais críticos que a maioria, ou nos sentimos mais afetados.)

c) se o comentário não voltar a aparecer, blz nós estamos acompanhados em 3 comentaristas + equipe do blog que revisou. (c1 : se o comentário voltar, estamos acompanhados ainda em 3, mas não pela equipe do blog e isso faz parte, somos mais críticos que a administração do blog, o que é parecido com b1)

Nem b1 nem c1 são situações ruins. Estamos fazendo nossa parte, talvez mais que a média e devemos nos sentir felizes conosco. Talvez no futuro mais gente pense igual a nós (a tendência é essa mesmo.)

Se eventualmente nós, os mais patrulheiros (eu sou patrulheiro assumido, sem medo de ser feliz, quando acho que estou no "lado certo", "bom combate" ou o nome que tiver), errarmos na mão, não há injustiça, o comentário volta e não pode mais ser denunciado. Aí paciência, é sinal apenas que nosso pensamento é diferente da média e/ou maioria, ainda não quer dizer que não estejamos certos, apenas que reagimos de outro modo a provocações.

Tranquilo, portanto, não precisamos perguntar. Não há risco, pois comentários podem voltar (e rápido, durante o horário comercial). Na dúvida se denuncie, pois o tempo em que um comentário fica exposto não volta atrás.

Gunter nao é por nada nao, mas eu preferia que o Nassif respondesse, o Blog é dele, é ele quem decide, e eu pessoalmente preciso saber quais sao as linhas divisórias que agora valem. 

Hehe, eu não quis responder por ele, expus mais minha compreensão do mecanismo, conforme 2 ou 3 posts ao longo do ano passado sobre isso (a bem da verdade, posts surgidos depois de brigas políticas, não machistas)

Mas, bom, se acontecerem ou c ou c1 já vamos saber! (só que se alguém fizer a 3a. denúncia agora desconfio que só será lido por alguém da equipe - ou pelo Nassif mesmo - amanhã de manhã.)

Uma coisa eu noto (razão de eu falar "no limite") : não há uso de baixo calão nem ofensa dirigida a um comentarista especificado. Nem é o caso ilegal (injúria a personalidade pública e/ou matéria fake já desmentida e/ou sem link.)

Meu senso de medida leva em conta o conceito de injúria a um grupo, não considero isso, um preconceito explícito, "liberdade de expressão válida". Mas há tempo sou mais crica que a média.

Mas encontrar o post é fácil, nem precisa dizer. Basta selecionar, entre aspas, uma frase com 5 ou 6 palavras + advivo no google:

Dá direto na página 3 de 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mpf-de-sao-paulo-entra-no-...

Comentarista não cadastrado, típico.

Mas o comentário é das 9:46, a esta hora acho que ninguém volta pra essa página, mas só falta um denunciante pro comentário ir pra análise. 

Analu, não preciso determinar nada. Basta três comentaristas cadastrados acionarem o botão DENUNCIAR para o comentário ser suspenso automaticamente para análise. Exerça seu livre arbítrio, sem receio.

Sugestão de quem já tratou com muitos trolls: ao ler uma baixaria, em vez de responder, denuncie. Uma resposta agressiva alimenta mais o troll do que a concordância. Ignore-o ou denuncie-o.

Bom, OK. Mas, como meu livre-arbítrio inclui como baixaria muita coisa que para você nao é ofensiva, vou acabar dando muito trabalho aos debatedores, seria melhor pelo menos uma noçao mais clara do que vale ou nao. No caso desse comentário que citei, por ex., seria cortado ou nao? Isso daria pelo menos uma idéia dos limites. 

Huum, desculpa eu me intrometer de novo, mas um estabelecimento de limites não cristalizaria uma posição "do passado"? Isto é, se houver uma definição muito clara com muitos exemplos os trolls vão se prender a ela, ficar sempre no limite, dizer que de acordo com o parágrafo 4 do artigo 5º podia...

Sem limites oficiais me parece que acompanha mais o curso da humanidade por dois motivos:

- o número total de comentaristas cadastrados só faz aumentar, a regra fixa em 3 denúncias. Assim, a cada ponto do futuro podemos esperar, mesmo com um percentual constante de pessoas "críticas", um aumento no número absoluto destas. Cada vez haverá maior chance das baixarias serem percebidas e clicadas. Isso vai lentamente tornando o sistema mais vigilante, ou não?

- no caso de assuntos ligados a comportamento ou política ou escândalos (os mais sujeitos a trolls), o próprio sentido do que não é apropriado vai se aprimorando na sociedade. Se fixarmos um conjunto de exemplos de limites hoje, ele poderá parecer condescendente aos olhos do futuro, mas as pessoas o obedecerão e não denunciarão de acordo com "novas visões". Se não fixarmos demais, os comentaristas é que farão o fluxo de conteúdos impróprios e o Nassif poderá acompanhar pelo teor do material denunciado o que anda incomodando a sociedade. Acho que a "subjetividade" da sociedade é mutante e que talvez em blogs, por ser uma forma jovem de comunicação interpessoal, as mutações sejam até mais rápidas (há um atraso na correspondência com a sociedade presencial a recuperar)

Mas é claro que uma regra mínima deve ter, mesmo que pareça vaga. Algo como "denunciem o que consideram inadequado para a convivência em grupo, ofensas pessoais, injúrias e matérias falsas"

Mas só estou viajando, desculpem me intrometer.

Agora, algo que talvez faça falta é o Nassif dizer que não há nenhuma reprimenda a quem clique denunciar demais... Se ele percebe que o número absoluto de comentários denunciados é pequeno (e provavelmente é muito menor do que as coisas que ele filtra antes de aparecerem) e que não aumentou muito a cada vez que ele divulgou o mecanismo, é sinal de que somos pessoas sensatas, não histéricos querendo chamar a atenção. Também pode haver um limite sistêmico ao número de vezes que uma pessoa possa clicar por semana.

Puxa, é difícil um sistema à prova de falhas. Mas por ora sou fã do atual. 

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