O PODER DA MÍDIA GOLPISTA MONOPOLIZADA ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS

Ainda hoje, lendo o blog do Josias de Souza, onde ele expõe duas dezenas de ítens sobre a ficha de Dilma Roussef, conseguida junto ao STM, notei, nos inúmeros comentários de  leitores, uma verdadeira surra no Blogueiro oficial da Folha. Isso foi no UOL, um site que é do Grupo Folha ou vice-vesa, não sei ao certo.

Foi-se o tempo em que as pessoas não tinham a alternativa da Internet, que, tem na Rede Record uma fiel retransmissora das podridões daquilo que Paulo Henrique Amorim chama de PIG.

Mesmo assim precisamos ficar atentos com o que ocorre nos bastidores do Congresso a ser empossado, ver qual ligação ele pode ter com políticos e militares reacionários e com o poder judiciário em seus vários níveis, pois há promotores e há promotores, assim como há juízes e há juízes.

Mesmo assim, o que citei no parágrafo anterior pode não ter muita relevância, desde que Dilma Roussef consiga, não sem árdua batalha, aprovar um marco regulatório para as concessões públicas de rádio e  TV, com abrangência para a imprensa escrita. Porque não podemos permitir que uma emissora de TV consiga concatenar um golpe de Estado como o que ocorreu com Hugo Cháves, golpe este frustrado depois de vitorioso, porque a população mostrou sua força.

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Respostas a este tópico

Tudo bem, mas não basta ficar esperando pela iniciativa da nossa Dilma Roussef, é preciso mobilização, seja na Internet, na rua, ou ainda no Congresso Nacional, pois quanto maior for a pressão do nosso lado, mais poder terá Dilma para enfrentar a dura e poderosa oposição do lado oposto, e quando cito oposição é claro que não estou falando apenas dos partidos de oposição, mas principalmente da mídia, das Igrejas, do Papa, do Agronegócio, e todo este conjunto de forças reacionárias, inclusive do exterior, pois uma reforma destas não interessa ao imperialismo estadunidense, que sempre encontrou na nossa mídia, não apenas na Globo, um aliado incondicional.
O que eu posso falar é que o pig esta cheio de fariobacas. Presidente Dilma a senhora é o orgulho da maioria do povo Brasileiro. Eu mesmo não me envergonho de dizer que joguei muita bola de gude na cavalaria da força publica de Ribeirão Preto, proximo ao campo do comercial. Foi muita porrada.
Num pais cuja população se informa basicamente a partir do noticiário televisivo, sonha e deseja a partir da teledramaturgia global, é importante também que a linguagem midiática, seu discurso, seus conteúdos, sejam objetos de estudo nas escolas. A televisão comercial brasileira é inimiga das transformações sociais, e não basta fazer uso de jargões (bem ao gosto de tantos colegas professores/as) do tipo "a TV é o ópio do povo", "a TV aliena"... É preciso e necessário desvelarmos, com capacidade analítica, nas salas de aula, junto a turmas da educação básica e superior, as múltiplas estratégias de constituição de subjetividades contidas na discursividade televisiva. Por outro lado, devemos ter o cuidado, na nossa luta pela regulação dos meios de comunicação, para não incorrermos na aceitação acrítica de um EStado autoritário. ATV precisa "abrir pra dentro", com espaço para a produção independente.
Esta resposta vale para o Fernando Augusto, para o Edson e para o Fernando Santos.
Desde o golpe de 1964, a mídia, comandada pelos MARINHO, MESQUITA, FRIAS E CIVITA, deitou e rolou, ditando os destinos da nação, elegendo presidentes, governadores e deputados e, talvez, ainda interferindo no Judiciário. Meteram-se até mesmo com a política externa, apoiando atitudes de nações imperialistas ou parceiras destas. Assim creio que nossa luta deve ser um pouco diferente de uma mera mobilização Na Internet, em escolas, igrejas, etc. É preciso algo mais conciso no sentido de calar as vozes malígnas dos poderosos. Os métodos? Isso fica a cargo do pensamento de cada um. Podem ser improvisados discursos em praças públicas. Podem ser outras coisas, dependendo de como possamos ver e sentir o que são essas outras coisas.
Trecho de um excelente artigo de venício lima, na carta maior:

Publicidade oficial: onde o calo dói

"Mudança radical

De fato, uma importante reorientação na alocação dos recursos publicitários oficiais teve início em 2003: sem variação significativa no total da verba aplicada, o número de municípios cobertos pulou de 182 em 2003 para 2.184, em 2009, e o número de meios de comunicação programados subiu de 499 para 7.047, no mesmo período
(no original do texto, aparecem duas tabelas que mostram a distribuição de recursos)

Essa política de regionalização atende aos melhores princípios da "máxima dispersão da propriedade" [ver, neste Observatório, "Concessões de Rádio & TV: Pela máxima dispersão da propriedade"], promove a competição no mercado de comunicações, estimula o mercado de trabalho do setor e, acima de tudo, colabora para o aumento da pluralidade e da diversidade de vozes na democracia brasileira.

Há ainda um longo caminho a ser percorrido para que o Estado cumpra o seu papel e contribuía efetivamente para o cumprimento do "princípio da complementaridade", isto é, do equilíbrio entre os sistemas privado, público e estatal de comunicações, como reza o artigo 223 da Constituição de 1988.

Para isso, a reorientação da distribuição dos recursos da publicidade oficial precisa contribuir, de fato, para o surgimento e a consolidação dos sistemas público e comunitário de mídia no país.

De qualquer maneira, ao final de dois mandatos, a mudança de orientação na distribuição das verbas oficiais de publicidade ficará na história como talvez a principal contribuição do governo Lula no sentido da democratização das comunicações."

para ver o excelente artigo na íntegra, aqui o link: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=...
Eu recebo todas as edicações da "Carta Maior" e não me lembro de haver lido este texto. Talvez o tenha arquivado sem ler, por alguma distração. Agradeço-lhe pelo envio, assegurando que fiquei feliz com o conteúdo.
Falando ainda de imprensa, você pode dizer-me o que está ocorrendo com a TV Cultura de São Paulo que se transformou numa retransmissora da TV Senada, abandonando programas de sua grade, como PROVOCAÇÕES, SENHOR BRASIL e outros tantos que eu via durante a semana, fosse noa Cnais abertos ou nos pagos?
Se você não é de São Paulo ou vive em alguma cidade onde não chega a programação da Cultura, queira desculpar-me.

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