Por Marco Aurélio Dias

Enfim, Dilma Roussef assumiu a presidência da república.

O que esperar de uma mulher liderando um país complexo e grande como o Brasil?

O mesmo que esperaríamos de qualquer político que fosse eleito.

Em primeiro lugar, não acredito que o homem tenha mais capacidade do que a mulher para dirigir e liderar. Em segundo lugar, ninguém dirige nada sozinho. Toda liderança eficaz é uma cooperativa de esforços e entendimentos. Logo, Dilma não estará sozinha nas decisões. Em terceiro lugar, não acredito na suposta má intenção premeditada da direita ou da esquerda. Normalmente, um político quando erra, estava tentando acertar. Ou erra por apostar em convicções erradas. Ou erra porque não acompanhou a história. Mas não erra por má intenção. Podemos esperar, portanto, de Dilma Roussef a boa intenção.

O que mais podemos então esperar da presidente? Primeiramente, e antes de tudo, a boa intenção de erradicar a pobreza, desenvolver o país e melhorar a vida de todos os cidadãos, e isto é o que qualquer um de nós tentaria fazer se estivesse no comando do país. Portanto, podemos esperar o melhor.

Só nos resta desejar uma boa sorte a Dilma Roussef e aguardar que o universo conspire a favor do seu sucesso como conspirou a favor do sucesso do ex-presidente Lula durante os seus 8 anos de governo.

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Respostas a este tópico

Se ela errar, errará como um ser humano. Se ela acertar, acertará igualmente como um ser humano. Votei nela. Torço para que ela acerte muito mais do que erre, e certamente será isso que irá acontecer, apesar do PIG.
Espero algumas coisas mais, com medo de que nao sejam prioridades para a presidenta: luta contra o PIG, regulamentação dos meios de comunicação; reforma política, especialmente voto em lista e financiamento de campanha, para tornar possível a moralização das campanhas (sem isso, falar contra a corrupção é puro discurso moralista, estéril e contra-producente); luta contra o crime de colarinho branco (ai, aí os sintomas nao sao nada bons, com um ministro da Justiça aliado a Daniel Dantas e um chefe da PF que foi um dos que perseguiram Protógenes); avanços no campo e nas periferias urbanas; luta contra a  desindustrialização; melhorias na saúde e na educação (estas acredito que sejam contempladas, pelo menos numa boa medida).
E a reforma tributária? Não podemos esquecer que dependerá muito da presidente o avanço nas negociações, no Congresso Nacional, sobre as reformas tributária e fiscal, embora este não seja um assunto que agrade muito aos políticos mais ligados ao governo federal. Normalmente, ministros e senadores não gostam de justiça tributária e distribuição mais justa da riqueza do país entre os três entes da federação: Estados, municípios e União. Eles preferem os prefeitos comendo nas mãos dos políticos intermediários: deputados, senadores, ministros, etc. Vamos esperar.
Disso nao falo porque nao entendo nada de Economia. Imagino que você tenha razao.

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