Ontem li pela primeira vez as famosas pérolas do ENEM e acabei me perguntando se aquilo era realmente verdade ou fruto de uma mente desocupada e viciada em internet? Já parei de estudar a algum tempo para criar os filhos e não passar essa obrigação para as empregadas domésticas que hoje além de lavar passar e cozinhar precisam educar nossos filhos.mas...voltando ao assunto,estar fora da sala de aula não significa que sou burra descobri isso lendo as tais das pérolas, a pouco tempo prestei o vestibular para história na UFF e saí de lá arrasada pois achei que precisaria voltar para a escola, então descobri que existe um oceano entre os alunos que prestam vestibular e a banca que elabora as provas. Num país onde a discução mais importante e o kit homofóbico precisamos saber se a maioria dos alunos que prestam vestibular tem chances de disputar uma vaga com quem investe 5 mil reais em cursinhos pré vestibulares.Na minha opinião quem escreve " sero mano"(traduzindo:ser humano) não tem a menor chance de distutar com igualdade com os frequentadores de cursinhos pagos.Não troco meu nível cultural por nenhum deles e acho que vestibular virou um subterfúgio para os cursinhos virarem franquias de negócio. ou quem sabe tudo isso e criação de mente perversa que anda aqui pela internet...

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Respostas a este tópico

Abramo, é dos mais tradicionais, não disse que o melhor, tanto que meu filho está - e permanecerá - em outro..

Nenhum exame equalizaria essas chances. Mas exames feitos de outro modo aumentariam a chance de um aluno popular muito estudioso. E, sobretudo, poderiam nao abrir essa chance de estudantes dos estados mais desenvolvidos pegarem as vagas de estudantes de outros estados, causando inclusive problemas futuros a esses estados, ao voltarem para os estados de origem, e deixando os estados que financiaram seus estudos sem os formados.

Mas isso é realmente uma discussao que merece ser feita com mais calma. Aliás há um tópico do Rogério sobre isso, podíamos ressuscitá-lo.

Abs

 

Vamos esperar o Mário! Mas poderíamos recomeçar com o item, pois acho que eles nem viram que há o problema, agora imagina, se não localizaram o problema quanto mais procuraram as respostas. Precisa a teoria da resposta.
Rogério, nao entendi nada do seu comentário abaixo. Mas proponho esperarmos sim o Mário, porque ele é uma pessoa de mente aberta, nao creio que se feche de antemao à discussao.

Desculpe, AnaLú, mas qual forma? Privilegiar um estudo "decorativo" (lembra de todos os tipos de coordenadas sindéticas e assindéticas? Eu só de um par de meia dúzia; e das figuras de linguagem, eu ainda confundo anacoluto com catacrese)?

Alguém ainda lembra de toda a sequência do ciclo de Krebbs? Ou o que significa "Minha velha, traga meu jantar: sopa, uvas e passas"? Ou "Por você nunca rachei tanto"?

Mário

 

Pelo que eu saiba a Teoria da Resposta não equaliza coisa nenhuma da forma que é aplicada. Fico surpreso das pessoas falarem isto, a equalização que poderia ser feita pela Teoria das Respostas é se os grupos diferentes fossem avaliados diferentemente, ou seja, a utilização da teoria da resposta com um grupo único torna-se simplesmente uma forma de ponderação das respostas em relação ao grupo todo. Ao se considerar os alunos uma só população a validade do uso desta teoria torna-se completamente cosmética e serve para transformar um processo que seria transparente em algo completamente obscuro.

Outra aplicação da teoria da resposta para uma só população é para o chamado testes de habilidades e competências, que parece ser o objetivo do ENEM aplicando este processo. Entretanto isto supõe várias condições:

 

1ª) Que haja uma cadeia de questões que direcionem ao teste de uma habilidade ou competência.

 

2ª) Que estas questões sejam preparadas para tanto.

 

Acho basicamente que na realidade quem está propondo este tipo de estrutura para o teste de alunos, me parece que tem é dificuldade de entender a matemática envolvida nesta teoria e ficam simplesmente embevecidos com tudo isto e pensam que tudo é MÁGICO.

 

Não há teoria nenhuma que a partir de uma prova de conceitos difusos, logo uma prova CULTURAL, corrija a origem.

 

Mário, gostaria que tu me indicasse qual o processo mágico que faz com que um aluno A que acertou as questões 1, 12, 14, e 16, tire uma nota maior do que um aluno B que acertou as questões 1, 12 e 16.

 

Vocês não entendem que o problema são as perguntas não a forma de pontuá-las.

Rogério, releia o que escreveu. Você se confundiu, nao? Quis dizer uma nota MENOR do que etc.

Nao entendo dessa teoria. O que focalizei foi sim o tipo de perguntas.

Ana Lú

 

O Mário escreveu " o ENEM...pretende, e talvez ainda não consiga, medir competências e habilidades, conforme descritos nos PCNs. E é baseado na Teoria de Resposta ao Item, que, ao que eu saiba, embasa também o PISA e aquele exame final do colégio nos EUA que esqueci a sigla."

e aí está a chave de toda a lambança que estão fazendo no ENEM, logo, espero a presença dele para refutá-lo.

Por partes?

 Não é um processo mágico, Maestri. Vc certamente já ouviu falar em Análise Multivariada. Lembra? Komolgorov, Smirnof (não, não é a vodka não, que serve pra outro tipo de análise).

 E a formulação das perguntas tem aspecto fundamental nisso. As respostas não são binárias: não existe apenas o certo e o errado, mas o meio certo, o menos certo, o menos errado, e assim por diante.

Vc conhece o último PISA?

 

Bom, a autora afirma ter descoberto que "não é burra" lendo as tais "pérolas", o que pode ser interpretado tanto como uma crítica a quem escreve errado quanto como uma crítica a quem escreve besteiras. Às vezes o preconceito está nos olhos de quem vê. Êta fórum pesado.

Nao desanime, Felipe. Vá ganhando seu espaço aos poucos. E nao deixe os "donos do pedaço" te intimidarem. Vale a pena apesar de tudo.

 

Obrigado, Anarquista, não vou desanimar. Gosto bastante do que você escreve, a propósito.

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