Ontem li pela primeira vez as famosas pérolas do ENEM e acabei me perguntando se aquilo era realmente verdade ou fruto de uma mente desocupada e viciada em internet? Já parei de estudar a algum tempo para criar os filhos e não passar essa obrigação para as empregadas domésticas que hoje além de lavar passar e cozinhar precisam educar nossos filhos.mas...voltando ao assunto,estar fora da sala de aula não significa que sou burra descobri isso lendo as tais das pérolas, a pouco tempo prestei o vestibular para história na UFF e saí de lá arrasada pois achei que precisaria voltar para a escola, então descobri que existe um oceano entre os alunos que prestam vestibular e a banca que elabora as provas. Num país onde a discução mais importante e o kit homofóbico precisamos saber se a maioria dos alunos que prestam vestibular tem chances de disputar uma vaga com quem investe 5 mil reais em cursinhos pré vestibulares.Na minha opinião quem escreve " sero mano"(traduzindo:ser humano) não tem a menor chance de distutar com igualdade com os frequentadores de cursinhos pagos.Não troco meu nível cultural por nenhum deles e acho que vestibular virou um subterfúgio para os cursinhos virarem franquias de negócio. ou quem sabe tudo isso e criação de mente perversa que anda aqui pela internet...

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Com isso concordo em gênero, número e grau. E ainda digo mais: se nao for possível melhorar muito para todos, se melhorassem ao menos o ensino dos 3 primeiros anos (dar uma boa alfabetizaçao) já seria um grande caminho andado, porque se as crianças aprendem bem a ler e foram incentivadas a gostar de ler, elas podem aprender o resto com muito mais facilidade.
Pois é. Hoje o ensino pode estar péssimo, mas há vagas para todos. A gente tem que exigir a melhora do que está, claro. Mas nao elogiando uma suposta excelência da escola de antes, que nunca existiu (ou só existiu em condiçoes nao reprodutíveis, felizmente...).
Não sei de quem é o mérito, mas meus quatro filhos, todos formados em universidades federais, desde o pré-primário até o colegial, estudaram em escolas públicas e nenhum deles precisou de repetir vestbular, como foi o meu caso, que fiz 3 vezes até passar. Tenho uma filha jornalista, que atualmente faz assessoria de imprensa para a prefeitura de Uberlândia e para uma empresa de Los Angeles. Tenho um filho agrônomo, mestre e doutor, mora em Rio Verde go. Tenho uma filha, artista plástica, professora de artes e um filho caçula, também mestre e doutor em filosofia, professor no IFET em Porto Seguro, ba. Nós tinhamos condições de pagar escolas particulares, mas nunca quizemos, para não elitiza-los e fazer com que convivessem com pessoas de vários níveis, sem discriminá-los. Minha esposa e eu, formamos em escolas particulares. Não creio que fossem melhores que as públicas. Atualmente, não sei como é.
Há escolas públicas ditas "de excelência" mas todas (CEFETS, Pedro II, militares, colégios de aplicaçao) fazem seleçao para entrada. Assim nao vale.

Mário, está sem link abaixo do seu comentário. Nao estou defendendo ensino decoreba. Mas conteúdos explícitos, sim: o aluno saber o que tem que ser estudado, e ser aquilo o que é cobrado. Nao conhecimentos difusos que vêm de um meio mais letrado...

Logo que saiu o ENEM, eu vi uma prova. Fiquei chocada com a primeira questao. Havia um texto enorme, os alunos tinham que lembrar de tudo o que era dito nele, e comparar com 2 mapas do céu EM ESCALAS DIFERENTES! e depois responder aquele tipo de questao igualzinha a de vestibulares, em que a prova dá várias afirmaçoes, e depois é que vêm as alternativas de resposta, tipo A) As afirmativas 1 e 3 estao corretas, as 2 e 4 nao; B) só a afirmativa 1 está correta; C) as afirmativas 1, 2 e 3 estao corretas; D) nenhuma das afirmativas está correta; E) as afirmativas 1,3 e 4 estao corretas.

Isso numa prova com 60 questoes. Eu levei um tempao para resolver essa questao, que exige muita MEMÓRIA, e nem ao menos é memória do que se estudou, é de conteúdos recém apresentados, e do teor de cada afirmativa e de cada alternativa de resposta. Agora põe aí o nervosismo de hora de prova, o tempo restrito, etc., e só quem tem um grande treinamento em fazer esse tipo de prova consegue.

AnaLú,

 Não estou defendendo os exames específicos do ENEM, nem poderia, não os vi nem de perto nem de longe.

 Mas tou voltando um pouco não aos conteúdos específicos a serem ensinados no EM (e, nem por sonhos, sou favorável ao pessoal "não-conteudista", aquele do "aprender a aprender" sem saber o quê), mas sim às famosas competências e habilidades.

 SE (e o "se" aí em caixa alta e negrito) a TRI for aplicada corretamente, o índice de acerto dessa questão específica faria com que os eventuais acertos a essa resposta fossem minimizados. Claro, isso não diminuiria o peso da tensão. Mas o valor da nota dessa questão específica poderia ser minimizada.

Esse é o princípio básico da TRI. Mas como disse, não sei como ainda está sendo aplicado no ENEM.

Se todas as questoes forem assim, isso nao adiantaria muito... Mas verificar isso exigiria um exame mais detalhado do que eu fiz. Só vi uma prova, e nao tive saco de tentar fazê-la toda, até porque eu levaria bomba, nao por errar, mas pelo tempo que estava levando. Só isso já é um absurdo, a prova tem que medir conhecimento, nao adestramento em fazer provas.

Mário.

Este é o problema,  a TRI não foi feita para num exame favorecer um ou outro tipo de origem social, é só uma forma de avaliação que pretende ser mais justa dando pesos diferenciados a questões a partir dos acertos, só isto.

Agora as provas, tanto eu como a Ana Lú já estamos olhando a mais de dois anos. E antes disto eu tinha postulado uma hipótese que se tem demonstrado cada dia mais correta, que o ENEM é mais elitista que o vestibular.

Isto eu levantei a quase dois anos e cada dia que passa estou mais convencido, tanto pelo conteúdo, como pela forma, neste ano se prevê 5,5 horas contínuas para a prova que terá redação. Isto é um massacre e só resiste a uma prova desta quem é treinado para isto.

Outra coisa, o ENEM tem longos textos com 3,5minutos para cada questão, isto exige que o aluno demore no máximo 2 minutos para ler cada questão e muitas vezes os próprios textos que precedem as questões não tem nada com a resposta. Em resumo o ENEM é algo montado para ser decodificado por especialistas e resolvidos pelo mesmos, passando posteriormente para os alunos por cursinhos e congêneres.

 

Outra coisa, o nível de organização do ENEM é um caos, não há treinamento adequado do pessoal que cuida a prova, alunos olham o celular durante a prova (muitos fiscais não recebem treinamento para isto) ele tem tudo para ser burlado. Posso dizer com toda a segurança, a prova do ENEM não tem a mínima estrutura que impeça a fraude. É só verificar como ela é montada. Podem escrever, neste ano haverá certamente outro escândalo.

Outra coisa, e o mais grave de tudo, tu confirmaste a minha suspeita, estás defendendo o ENEM sem nunca olhares uma prova, e isto é geral. Um prócere da educação dá uma declaração que o ENEM é melhor que o vestibular, as universidades para diminuir o seu trabalho aceitam a prova, toda a esquerda apoiá o ENEM porque acham que é melhor e os alunos se ralam.

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