Porque somente Amaury Ribeiro Júnior chegou a verdade (e com provas)!

O repórter investigativo Amaury Ribeiro Júnior chega a notoriedade e todos podem se perguntar por que este jornalista um pouco desconhecido ao grande público chega a publicar um livro tão impactante, A Privataria Tucana?

Talvez a chave de tudo esteja num só parágrafo de uma entrevista do jornalista em que ele diz:

.

"-Então eu trabalhava no Globo naquela época e comecei a investigar. Retomei as investigações quando eu estava na IstoÉ e surgiu o caso do Banestado (suspeita de evasão de divisas para o exterior pelo Banco do Estado do Paraná). Na ocasião eu publiquei uma matéria e ele me processou. Pedi o direito de exceção da verdade e o juiz deu. Aí, muitos documentos que estavam na CPI do Banestado escondidos foram obrigados a serem entregues à minha defesa, o que facilitou o trabalho. "


Primeiro há o profissionalismo e a perseverança, durante dez anos de sua vida ele se debruça numa especialidade, o crime financeiro e continua apesar de todas as adversidades, segundo algo que não está sendo dado importância, ele pelo seu trabalho profissional, que lhe levou a um processo teve acesso a documentos que o judiciário mantém sobre sigilo, os documentos do Banestado, que segundo o mesmo jornalista lavaram mais de 33 bilhões.


Agora duas perguntas, uma para os colegas do Amaury e outra para o público em geral.


Primeira: Por que não adotar posturas profissionais como ele?

Segunda: Por que o judiciário que está com todas estas informações há mais de dez anos não processa ninguém? Será que estão esperando a prescrição dos crimes?


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Respostas a este tópico

A resposta a sua segunda pergunta está nos dois Habeas Corpus concedido ao DD no caso Satiagraha. Procure ver quem telefonou para GM logo após a prisão de DD. Quais foram os ministros do STF nomeados pelo governo FH? Qual a relação de amizade entre os advogados de DD e o Sr. Ministro presidente do STF à época? Onde passou o natal o Sr. GM e sua família em Dez daquele ano, logo após a concessão dos dois HC em menos de 48 horas?

As respostas a essas perguntas foram amplamente divulgadas em diversos artigos nos blogs, revista CC e  inúmeros comentários em artigos do LNO.

Algumas dessas questões levantadas pelo Amauri tb foram investigadas pelo delegado da polícia federal à época Protógenes Ferreira, no caso da operação Satiagraha e hoje deputado federal.       

Complementando a resposta à segunda pergunta, a partir do momento em que um ministro do STF concede liminar impedindo que o CNJ investigue magistrados, fica claro que num ponto há isonomia: a podridão dos três poderes se equivale.

Assim, o Poder Judiciário é na verdade um clubinho fechado, mas com poderes que afetam diretamente a vida do cidadão de bem.

Muito pertinente essa sua indagação, Rogerio. Além de respostas "técnicas", como as apontadas aí pelo Webster, também há a relação pessoal com o poder que grande parte da mídia possui. Muitos desses chamados grandes jornalistas têm relação de amizade, ou de relacionamento muito próximo com estes políticos, de um modo geral. Há, também, um toma lá da cá sem-vergonha. E alguns destes políticos são fontes fiéis e fidedignas, o que impede que sejam expostos em matérias como esta do Amaury Jr. São as chamadas relações incestuosas do poder com a mídia.
ROGÉRIO,

Por comentários como
este seu é que você não
pode nem pensar em
deixar o BLOG.
Você foi breve, mas
preciso nas duas perguntas.
Por que aquela gente do
CANSEI não faz a cobrança
deste caso do BANESTADO?
Por que o Movimento Contra
a Corrupção, tão apoiado pela
Rede Globo não levanta
essa questão?
Resposta:
É porque toda essa gente
está envolvida nela.
Ninguém mais se lembra
daquele Juiz que descobriu
os escândados da conta CC5?

Quando as fraudes do BANESTADO
envolvem empresários, alguns
foram punidos, mas o mesmo
não acoanteceu com políticos.
Vejamos este caso:

A Justiça Federal do Paraná condenou três empresários que foram beneficiados financeiramente por empréstimos internacionais milionários concedidos de forma irregular pelo Banestado, em agosto de 1998. Segundo sentença do juiz da 2.ª Vara Federal, Sérgio Moro, os financiamentos concedidos pela agência de Grand Cayman (paraíso fiscal no Caribe) a três empresas renderam, indevidamente, US$ 330 mil a Maria Cristina Jabur, José Maria Ribas Muller e Sergio Fontoura Marder. A Justiça concluiu que esse montante foi utilizado como caixa 2 na campanha de reeleição do ex-governador Jaime Lerner, em 1998.

A Justiça Federal não tem competência para investigar crime eleitoral. As contas da campanha de Lerner já foram aprovadas há muitos anos e a possibilidade de elas serem revistas é pequena, de acordo com uma fonte em direito eleitoral.

Marco Nogueira

Resposta sucinta à ultima pergunta: estao.

Na página 31,Amaury termina com estas palavras:" Será gratificante se, depois da última página,o leitor mantiver seus olhos bem abertos. É uma boa maneira de impedir que aqueles que já transformaram o público em privado para seu próprio proveito tentem reprisar algum dia o que foi feito na era da privataria."

E isso cabe a todos nós. Deixar que nunca seja esquecida esta época em que fomos roubados.

Aqui,no Blog do Nassif, no Facebook temos que sempre relembrar este livro e fazer com que tantos outros não esqueçam, nem passem uma borracha por cima.

É isso aí. Volta e meia devemos acrescentar algo a este tópico, e, se nao houver algo novo, apenas um "bom dia", para upar o tópico.

.

Alexandre, seu comentário nao saiu...

E aproveito para corrigir meu comentário anterior: mais do que este tópico, o que deve ser permanentemente refrescado é o do Webster, com todas as matérias sobre o livro.

Porque todo brasileiro é safado ou conivente.

Ô Gabriel!

Ofendeste a ti e a milhões de brasileiros que lutam, trabalham duro  e ganham a vida honestamente, em sua maioria por baixos salários.

Conheces a história do teu país em que muitos lutaram e lutam contra todas as formas de opressão, para desfrutares do mau uso da liberdade de expressão e proferir tamanha asneira?

 

 

 

  

Webster

Correto, se o brasileiro fosse bem informado pelos órgãos de imprensa que deveriam fazer isto, não teríamos a corrupção que temos, fala-se muito dos agentes públicos corruptos, porém jamais se fala dos corruptores. É importante notar que a verdadeira constante na nossa República é a presença de determinados elementos da iniciativa privada que são na realidade os maiores beneficiários. Importante destacar que propinas são geradas a partir de lucros excedentes que são obtidas por empresas que enganando seus próprios concorrentes contam com benesses previamente acertadas.

É fácil identificar e punir o funcionário que aceitou o superfaturamento de uma determinada obra, mas ninguém fala da empresa, que conhecedora das regras da licitação pública, superfaturam as mesmas.

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