Religiosidade. Seria uma utopia ou ainda é a única esperança ?

Aceitei participar desta 10ª Reunião das CEBs Brasileiras,que ora realiza-se em Porto Velho,abrindo mão de estar participando do lançamento do livro do Luis Nassif,na minha São Paulo,entretanto acho que o motivo deste retiro foi positivo,pois aqui reencontreia a fé dos irmãos católicos,que para cá vieram,e aqui estão discutindo,como melhorar a relação sociedade-religião,e levar o evangelho de Jesus Cristo,a todas as criaturas,conforme ele mesmo pediu.
Aqui,se falta o mínimo(daquilo ao qual estamos acostumados e dele dependentes,na cidade grande)para termos qualidade de vida,sobra vontade popular e fé do povo na fé cristã,e na confiança que os nossos governantes,mesmo num país láico,de que a governança jamais esqueça que os pobres são a presença de Deus na terra.
Hoje ao almoçar na casa de um participante da reunião,um "picadinho de peba"nome que se dá aqui à carne de tatú cozida com muitas ervas e bastante tempêro,que excetuando a têxtura um tanto quanto dura da dita carne,é deliciosa,tive a certeza de que mesmo distante das facilidades que a cidade grande nos proporciona,a vida sem o falso luxo que ostentamos nos grandes centros,é possível de ser vivida na mais plena intensidade,se tivermos alem da ganancia material,o sentimento que somos responsáveis pela confraternização entre os povos,e esta reunião mostrou que isto é possível de ser feito,se o compromisso cristão prevalecer,nas nossa relaçoes com os "diferentes"' E como são próximos de nós,os "diferentes" habitantes deste longínquo Brasil,que quase ninguem conhece !

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Respostas a este tópico

Raí, respondendo sua pergunta: utopia. talvez nem isto, porque utopia pressupõe um outro lugar... possível.
eu aposto no homem, nos homens. na história. na história concreta vivida por homens concretos, reais. e, nesta condição, compreendo e acolho esta necessidade, mas a coloco como uma forma de afastar o homem da luta por sua humanidade, no contexto mesmo das lutas reais.
Ao ler este tópico um conflito se interpõe.
Por um lado, o desejo, sentido como dever, de proferir um ataque frontal, pois ataque frontal (de ideias e não pessoal) impõe-se, ao meu ver, como única obrigação (da qual 99% correm como o 'diabo da cruz').
Por outro, o respeito intríseco e inerente a todo ser humano (bem longe de mim o 'amor cristão) refreia-me.
Como fazer a devida síntese aqui?
A 'boa notícia' é que o ataque mais virulento já foi proferido no "Anticristo" de F Nietzsche. O que não impede de decompor a frase do esperançoso autor do tópico:

"Se perdermos este pequeno fio de esperança na conquista da salvação e da eternidade,depois de uma vida cheia de desencontros como a que vivemos,qual seria o interesse do "Criador"em colocar na terra as pessoas,com a responsabilidade de levar a sua mensagem a todas as criaturas ?"

Salvação de quê? Das agruras do mundo? Do sofrimento inerente ao ato de existir, de ter fome, de amar? Parece-me muito mais lisonjeiro a um possível criador aceitar o pacote todo (junto com a finitude e a desimportância humana diante do cosmos e da eternidade 'real' e não antropocêntrica) do que desqualificar um eventual criador pelo fato de a existência não ser como uma fantasia infantil.

Por fim... respondendo à pergunta que entendo como retória acima: ("...Se perdermos este pequeno fio de esperança na conquista da salvação e da eternidade...")

Considerar este mundo, tal como nos mostra os sentidos, como a única realidade e humildemente deixar de lado fantasias como "salvação após a morte, outra vida, outro mundo" traria, após período conturbado, incontáveis benefícios ao mundo e à vida... Este mundo... Esta vida... Em todos o sentidos - principalmente ecológicos. Já que mundo e vida únicos! Sem qualquer outra chance no além. Isso sim, um bela utopia... Seria quase como declarar: "O reino dos céus é AQUI e agora"

Respeitosamente
Meu caro,sua última frase "Aqui e agora"não prevalece,frente ao compromisso batismal(acredito que voce foi batizado na igreja católica)de que ao entrarmos na família cristã,assumimos o compromisso de sermos evangelizadores e discípulos de Cristo,e nada(bens materiais)têm mais valia que a fé no criador.
A fome,o desemprêgo,a falta de perspectiva,os abusos dos "donos da verdade",a intolerancia social,não serácpaz de desvirtuar os sentimentos para com o criador,e faze-los seguir o caminho errado.
Repito o que coloquei no post da Comunidade: Qual o significado da vida,sem a religiosidade ?Seríamos iguais aos animais irracionais ? Se a religião é o ópio do povo(conforme Marx)qual o verdadeiro sentido de "estarmos aqui"?

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