Retrocesso neoliberal: a ameaça que pesa sobre o avanço da Economia Social no Brasil.

Beatriz Cequeira, do Sind-UTE-MG publicou em seu blog números e comentários que apenas reforçam uma análise que já havíamos apresendo aqui neste espaço: em que pese seu insucesso nos Estados Unidos e em toda a Europa, aqui no Brasil o neolibralismo continua afirmando sua hegenonia contra as prioridades do Estado Social. As políticas neoliberais, que transformam o cidadão em cliente e a ação cidadã em atos de consumo, possuem esta feição amarga de ampliar a exclusão social. Por isto a educação pública perde espaço para a educação privada. Por isto repercute tão pouco os clamores dos professores do ensino público junto ao governo. O governo do presidente Lula representou um grande avanço na construção do Estado Social, mas o fez a custa de muitas alianças com setores representantes do Capital (em detrimento dos representantes do Trabalho), como mostra o grande leque de partidos do arco de apoio à presidente Dilma. Na realidade os representantes da sociedade organizada, como sindicatos, associações e Ongs não foram capazes de aprofundar a inclusão política das categorias populares, que daria um maior respaldo aos partidos políticos mais comprometidos com as políticas de esquerda, em sua disputa de hegemonia com os representantes do neoliberalismo. A CUT, o MST, as Pastorais, os grupos vinculados à Economia Solidária e a Tecnologia Social, os movimentos organizados das chamadas minorias precisam com urgência recuperar este papel, sob pena de todo avanço social do período Lula resultar apenas em uma modernização para dentro do mercado doméstico, em sua dimensão puramente capitalista. Este seria um retrocesso histórico imperdoável.
Em algum momento do Estado Social avançou em sua disputada com as políticas neoliberais ou crescimento do mercado interno no Brasil apensas fortaleceu e modernizou capitalismo em nossas bandas?

Frederico Drummond

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Sem essa de anonimato. Assim não tem conversa.

 

Frederico Drummond

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