Os médicos estão aborrecidos por não poderem ganhar R$20.000,00 por mês por quarenta horas, protestam e não olham a realidade la fora, fiz uma tabela de salários de Médicos SUECOS (aquele país que todos acham riquíssimo), pois neste país o rendimento dos médicos é o seguinte.

Os dados são de um sindicato Sueco, lá onde o país tem 6 vezes mais recursos para aplicar na saúde de seus moradores, o salário líquido dos médicos iniciantes é de R$19.000,00, aqui eles querem ganhar mais do que médicos suecos.

é um país sem solução.

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Respostas a este tópico

E na Suécia, creio que ainda deva ser assim: Só aqueles que conseguem as notas mais altas no ensino básico conseguem seguir a carreira da medicina.

Aqui, temos um número muito grande de médicos formados nas faculdades particulares, com baixo nível de ensino. Isso acontece porque faltou nível para ingressar numa UNIVERSIDADE FEDERAL. E quem estudou na FEDERAL, todos nós pagamos.

Aceitem atender aqueles que precisam do SUS. Estando lá, se o estado não der a devida atenção e condições de trabalho, denunciem.

O Brasil não pode continuar sendo, apenas, um país para 15 a 20% da sua população!

Sejam solidários, exijam que se invista na educação básica! Essa seria uma atitude elogiável

Lafaiete.

Nem entrei em considerações sobre nível de ensino, pois aí estaria exorbitando a minha competência, mas o que escrever no fim é precioso:

"O Brasil não pode continuar sendo, apenas, um país para 15 a 20% da sua população!"

E o que querem estes médicos é simplesmente garantir o seu e o resto que se exploda.

Há também nas reivindicações dos mesmos, melhores condições de trabalho, ou seja, laboratórios, serviços de radiologia, ultra-sonografia, ressonância magnética, tomografia axial computadorizada e outras engenhocas que nós engenheiros inventamos para facilitar a vida das pessoas. Só um pequeno detalhe, para que todo o interior brasileiro ter isto, seria necessário que os prefeitos vendessem todo o patrimônio das prefeituras e ficassem ainda dois ou três anos sem  ter dinheiro para pagar mais nada.

Hoje em dia, muitos dos médicos desta nova safra só trabalham na base de exames, se não tem exames não tem nada! Esta reclamação tenho escutado de médicos, que no momento que viram pacientes sofrem como um humano qualquer. Acho que este estágio em locais do interior possa servir para muitos novos médicos apreenderem a diagnosticar resfriado sem pedir hemograma!

Hoje, o projeto dos 02 anos no SUS recebeu um apoio de porte e insuspeito.

O criador da CPMF para a saúde, o importante médico Dr Jatene declarou que o Brasil precisa, principalmente, de médicos gerais, sendo essa a escola necessária.

Não só de especialistas vive a medicina!

A presidenta Dilma tem que aparecer mais vezes, na TV, para explicar ao povo o significado da decisão. O povo necessita de esclarecimentos!

Que regalia é essa da classe dos médicos exigentes do Brasil para atuar e morar no interior. Será que são mais importantes para o desenvolvimento do Brasil que Geólogos e Engenheiros entre outras profissões que já atuam no interior e não reclamam por tão elevados salários. A criação de cursos de medicina no interior de cada estado do Brasil seria a solução. O Brasil precisa se interiorizar e não ficar no litoral como caranguejo. O ASSU RN como Cidade Polo, histórica e tradicional situada no centro do interior do RN deveria e merece ter um curso de medicina. Muitos médicos que dão plantão aqui vem da capital e já chegam um tanto fatigados depois de viajarem por mais de 200 Km. Importar médicos do exterior não é uma ideia interessante para o nosso país.

Rogério,

concordo em tudo com vc.

às vezes.... a impressão que se tem é que os médicos não tem nenhum compromisso com o social.

Stella.

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Tenho refletido sobre o assunto e cheguei algumas conclusões que talvez possam contribuir para a solução do problema.

Acho que na realidade há várias vertentes sobre o assunto, a primeira delas é a elitização que ocorreu no ingresso as Escolas de Medicina causadas por vestibulares cada vez mais complexos e que exigem um esforço que considero em parte inútil para o ingresso na carreira. O vestibular para escolas de Medicina premia não só quem sabe biologia e química, assuntos que vão impactar positivamente no curso, mas também o aluno deverá conhecer português, literatura, matemática e demais matérias. Tudo isto porque acertar ou errar uma questão possa definir o ingresso ou não na faculdade.

Alguns vão dizer que este vestibular é guiado pela meritocracia, porém na realidade a maior parte dos que ingressam nos cursos de Medicina são alunos que fizeram dois ou mais anos de cursinhos específicos em dedicação exclusiva e pagando rios de dinheiro nestes cursos. Não pensem que o ENEM vá corrigir este erro, pois ele mesmo sendo uma prova universal tem as MESMAS CARACTERÍSTICAS do vestibular. Com isto quem tem família que o sustente por vários anos em cursinhos caros conseguem o ingresso.

A elitização no ingresso leva estes alunos a uma falsa ideia que são melhores do que os outros e por consequência com direito de serem remunerados acima da média de todos os outros profissionais liberais. Como fugir disto, é muito difícil, mas é um problema que tem de ser atacado.

A outro problema que ninguém tem se dado conta, do porque da especialização precoce e da relutância dos jovens médicos em irem para locais mais remotos. Atribuir isto somente ao mercantilismo é colocar tanto os que cursaram Medicina por esta representar status social como aqueles que a cursaram por verdadeira vocação.

Com a minha experiência de professor APOSENTADO do ensino superior posso dizer com certeza que há um segundo fator que ninguém fala e que acho extremamente louvável, e este fator é o

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MEDO!

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Medo do que? Medo da solidão de ficar fronte a problemas que não estão devidamente treinados. É um medo responsável, pois uma falha pode definir ou não uma vida! Ou seja, prolonga-se o máximo possível a formação, especializam-se o máximo possível para restringindo o seu campo de especialização, com o maior número possível de exames, não cair em erros.

A solidão de um médico numa cidade no nosso interior, talvez seja um pesadelo de nossos recém formados. Não ter alguém para auxiliá-los, não ter alguém para conversar sobre seu diagnóstico ou compartilhar ações sobre os pacientes deve tirar o sono daqueles que pensam um dia em ir para o interior.

E por que hoje em dia a iniciativa de médicos formados há trinta ou quarenta anos venciam este medo e iam para distantes pontos do interior brasileiro? Simplesmente porque eram outra geração, uma geração que mesmo não sabendo, encarava estes problemas com maior naturalidade. Se fizessem o melhor de si mesmo e desse errado, encaravam como um tropeço natural característica da condição da falibilidade humana. Hoje em dia a adolescência é esticada ao máximo, a condição de adulto é algo que se prorroga para um futuro distante, e como não há no dia da formatura uma fada madrinha que num toque de sua varinha transforme os jovens e brilhantes acadêmicos em jovens e brilhantes profissionais, estes ficam em pânico quando tem por sua própria conta, autotransformar-se em profissionais.

Poderíamos dizer que estamos num impasse ético, em tornar compulsória a migração de acadêmicos, mesmos os bem formados, em profissionais com todas as responsabilidades que o cargo lhes impõe. Isto tudo numa sociedade bem mai exigente que encara muitas vezes falhas normais, porém letais, como crimes de negligência e imperícia.

Há trinta anos um erro médico ou mesmo algo que poderia parecer um erro médico, era tomado como uma fatalidade que o destino nos trás, hoje cai sobre os ombros do profissional, que teoricamente deveria conhecer tudo como um problema de má formação ou de má prática.

Bem, mas nem tudo são problemas, temos hoje em dia mecanismos que podem manter um vínculo desses profissionais com outros sem que se esteja próximo. Poderíamos ao mesmo tempo que se faz esta internalização da Medicina fornecer suporte a esta. Como? Simplesmente utilizando os mecanismos da informática e das redes de forma coordenada, estruturada e eficiente de manter a ligação desses profissionais com profissionais e meios mais modernos.

Se o governo Federal quisesse, poderia utilizar a excelente qualificação dos inúmeros pós-graduações como um apoio concreto aos primeiros anos desses jovens. Não algo improvisado e confuso como Facebook ou redes sociais, mas algo articulado e consistente com toda a experiência que se tem nos dias atuais em Ensino a Distância (EAD).

Se fosse criada uma rede específica e bem estruturada para apoio aos jovens médicos, poderia qualquer médico em qualquer parte do Brasil ter acesso a milhares de especialistas vinculados a formação superior. Isto não é difícil, trabalhoso sim, porém não impossível.

Temos nas Universidade o acesso ao chamado Portal da Capes, em que neste portal qualquer participante desta universidade tem acesso as inovações em todas as áreas. Porém este portal seria uma pequena parte da rede, ele poderia ser ampliado para a área da medicina ampliando-o com livros textos on-line que o governo poderia comprar os direitos autorais para colocá-los a disposição de todos os médicos que participassem do programa.

Isto seria tudo? Não, poderíamos incentivar os mestres em colocar aulas ou demonstração de procedimentos em filmes na rede. Alguém pode dizer que não haveria material para isto, e que não haveria disposição para fazê-lo. Errado, se a própria CAPES, incluir este tipo de material na pontuação dos curso de pós-graduação, rapidamente as coordenações destes providenciariam a confecção deste material.

Terminamos por aí? Não, poderíamos montar uma rede de tele conferências em que qualquer médico tivesse acesso a especialistas em diversos assuntos. Também isto não é caro nem impossível, se estes acessos fossem contabilizados nas cargas horárias dos mestres, estes tranquilamente nos escritórios de suas casas, ou até recostado tranquilamente em seus leitos, poderiam contar o tempo que utilizariam para dar estas informações como carga horária.

Ou seja, estou levantando hipóteses para eliminar a solidão e o medo dos jovens médicos em tomar decisões importantes sem ter apoio de alguém com mais experiência. Com isto as falhas humanas seriam compartilhadas com pessoas que sabem melhor os limites que a atuação de um médico pode ter e mais, registrado as intervenções o problema do pseudo erro médico por negligência ou imperícia seria praticamente eliminado, pois teríamos apoiando decisões pessoas que tem bem mais experiência.

Taí, Maestri, excelente comentário. 

bom comentário.

Eugênio,

Certo, engenheiros e geólogos embrenham-se em plena selva amazônica. Os jovens médicos não devem se entusiasmar com falsos líderes.

Certo, também, que o ensino, em geral, deve interiorizar-se.

A educação sempre esteve abandonada, desde que Cabral chegou ao Brasil.

Não só faltam médicos. Faltam engenheiros, geólogos, falta quase tudo.

Falta, principalmente, investimento na educação básica que deve ser federalizada.

Publiquei, aqui, no FÓRUM, o tópico UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

Sugiro que todos nós tomemos a iniciativa de exigir investimento pesado na educação básica.

Sem educação, a injustiça social aumenta e seremos mais e mais vulneráveis em nossa segurança.

Que pode fazer o governo contra a espionagem e a sabotagem das potências do Norte, se não temos tecnologia? Só protestar com a garganta e a caneta! Não impomos respeito!

As comunicações são deles, os satélites são fabricados e lançados lá fora, nossas distribuição de energia depende deles. Só temos produtos primários!

Lafaiete,

As comunicações são deles, os satélites são fabricados e lançados lá fora, nossas distribuição de energia depende deles. Só temos produtos primários!

Nós no Brasil optamos por copiar, por satanizar os vencedores, por colocar chifres em cabeça de cavalos. E, nos esquecemos que ninguém suplanta os que:

01 - trabalham pra valer

02 - Estudam pra valer

03 - Pesquisam pra valer

04 - produzem pra valer...

Se quisermos melhor o país, é necessário criarmos, produzirmos e provarmos que o que criamos e produzimos é bom e interessa a todos. Enquanto seguirmos a teoria da semana da arte moderna, estaremos sempre esperando alguém fazer alguma coisa para copiarmos.

Falou...

Publiquei o que é a prioridade: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

A classe média pouca importância está dando ao assunto! 

Lafaiete, leia o texto acima e dê a sua contribuição.

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