Hoje, em conversa com meu opulento e direitista amigo Norberto, tive que citar dois brilhantes sábios, um russo e um indiano: o grande médico, detentor do Nobel, fisiologista emérito, Ivan Petrovich Pavlov e o indiano Jiddu Krishnamurti, grande filósofo. Interessante! Todo russo que

se chama Ivan, é também Petrovich e todo Pieter ou Piotr, é também Ivanovich. Epa! Pera aí! Estou divagando... não é disso que quero falar não. Virge! Hoje eu estou disperso mesmo. Acabei colocando duas negativas na mesma frase.

           Voltando ao assunto: estávamos eu e meu amigo Norberto (rico e tremendo direitaço) conversando sobre a atual briga dos bispos neo-pentecostais. Comentávamos principalmente os nomes das igrejas: Universal, Mundial, Continental, Internacional. Nenhuma delas pretende ser regional. O negócio é para todo o planeta. Falávamos também do uso constantes de altissonantes aforismos, mas que ninguém sabe o que significa. Mundial do poder de Deus. Fogueira santa de Israel. Labaredas do fogo eterno. Vitória em Cristo. (eu nem sabia que o Jesus disputava algo).

           O papo ia bem, sem discussões e desentedimentos, parecendo até que finalmente estávamos do mesmo lado, mas eis porém, senão, quando, a coisa engrossou. O Norberto resolveu, (outra vez)

questionar o meu ateísmo. Eu canso de dizer que não converso tais assuntos, que minhas ações, meus pensamentos e crenças são de minha única e exclusiva responsabilidade, mas não adianta, ele sempre tem que questionar. Foi aí, devido ao enjoamento dele, que tive que citar os sábios, Pavlov e Krishnamurti, os dois papas do condicionamento humano, para fazê-lo entender que a frase que proferi,  durante a conversa, era fruto de condicionamentos gerados pelo meio em que vivi desde a infância. Não houve um raciocínio prévio em minha mente, durante a construção instantânea da locução: “graças a Deus eu sou ateu e se Deus quizer, ninguém vai me convencer do contrário!”

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Respostas a este tópico

Senão, crash...

Pois,

fazer isto num carro de um deus!

caramba!

viu só!

Oi Stella!

Explica pra mim esse mistério, você é bacharel em teologia e, pelo jeito, não vê muito bem a idéia de um deus. Tô confuso!

Abs.

Oi gente! Acaba de acabar minha semana, delícia! Preguiça de pegar estrada agora, então fazer uma horinha aqui. Stella, vc é bacharel em teologia, mas eu é que sou feliz sendo bacharel em direito. Eu tô tranquila, tranquilíssima. É que o inferno não tem um advogado: o capeta não quer concorrência kikiki. Além disto, na improvável hipótese do medo da concorrência não funcionar, eu já vou subir ( ou descer ) documentada. Dependendo do veredito eu já entro de cara com uns dois recursos, um mandado de segurança, um habeas corpus preventivo, embargo um monte de coisa e creiam, passarei a eternidade discutindo o mérito. Logo, tranquila aqui com a situação. So não quero morrer dormindo, pra não correr o risco de perder os prazos, aí tô fu....

Lindo esse conversível.

Mas eu gosto de algo mais retrô.

Este não é o ideal ainda, mas é o que achei agora no Google images:

Vocês conhecem o Cruiser da Chrysler? É um carro muito caro quando novo, mas já tem no Brasil há alguns anos. Foi moda em 2007/2008, acho.

Bom, eu penso que mais alguns anos vai dar pra adquirir bem mais em conta, esses caros desvalorizam muito rápido. Têm a versão conversível também, é essa que estou namorando (estou consciente que pode levar muitos anos.) Aí é mandar adesivar com vinil rosa-pétala fosco.

Acho que se eu bolar umas rifas virtuais pode ajudar nesse projeto...

Um Trabant, rosa e conversível, prontinho para você:

Delícia, ai seu eu pego um!

mas que sujeito mais do contra! o que ele vai falar quando a Máfia Gay sequestrar?!? ;-)

Ha, quem possa sustentar as razões que levam a se confessar ateu?

Parece-me, pelos comentários, que finalmente consegui, num âmbito geral, trazer todos os amigos para o espir...(ops) sentido real da coisa. É isso aí. Conversa alegre e bem humorada, sem chegar no cerne da questão com questionamentos improfícuos, aleivosias ou ataques pessoais. Estou deliciando-me. Cheguei até, a lembrar de minha adorada mãe, que era kardecista fanática, dizendo para mim, quando eu disse que não acreditava na existência dos espíritos: "quem não chega pelo amor, chega pela dor. Um dia você vai ter motivos para crer". Ao que eu respondi: "olha, mãe! Eu não creio neles, mas também não quero que venha nenhum deles, durante a noite quere provar-me que existem"

Mas você não sabe se eles/as já não vêm para lhe orientar. Não existe isso de necessidade de prova.

Euripedes,

Pois é, parece que só o Antonio e o Aristeu ainda exigem o nosso ato de contrição. Será só um problema de denominação? Talvez se nos declararmos pastafarianistas a questão se resolva...

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