Ter a sorte realizada na vida consentida

de horror do que foi poupado: sangue fluído

no corpo doente do progresso. Ante o mundo

conhecido o infante descobre a cabeça: morto

o corpo os olhos nada enxergam embaçados

em conspurcadas mãos no realizado

em gritos e lamentos.

 

A sorte preda ideias no resfolegar

da fera presente no vento que bate

os enfeites contra a parede.

 

(Pedro Du Bois, inédito)

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