Tática e estratégia, a diferença entre o que planejam as PMs e o baixo oficialato do exército e o alto comando das forças armadas.

Bolsonaro durante toda a sua vida como político o que mais fez foi política sindical para os baixos escalões das forças armadas e nos quadros das PMs nos estados. Esta ação direta nas bases destas forças militares rendeu frutos em termos de apoio as suas loucuras e seus arroubos verbais, porém esta atividade sindical nunca é bem vista numa corporação militar de qualquer gênero onde o mais importante é o seguimento da hierarquia.

Neste período se vê claramente que a ação de Bolsonaro assim como de quadros de baixo escalão das polícias militares está centrada no desenvolvimento de táticas de intimidação da esquerda, como pode ser visto nas diversas ações de invasões de sindicatos e reuniões. Porém todas estas ações não estão sendo levadas num sentido estratégico de médio prazo, se configurando em ações isoladas que não tem um comando central.

Por outro lado, há um fator mais importante nestes movimentos que passam despercebidos para a maior parte da população, excetuando alguns elementos de extrema direita das forças armadas que estão no governo, por consequência sem tropas, a maior parte das forças armadas (as três armas) estão intrigantemente quietas, porém certamente seus comandos estão agindo de forma estratégica esperando a oportunidade de retornar a realidade do período de 64 quando quem falavam e mandavam eram os generais e congêneres das outras armas.

Em breve haverá um sério problema nas polícias militares que ninguém está se dando conta, estamos no mês 8 e daqui a três meses deverá ser definido os aumentos dos soldos nos estados. Como os estados estão endividados provavelmente não haverá recursos nos governos estaduais para suprir as demandas das polícias militares e como o governo federal não estenderá a mão para auxiliá-los, a militância sindical de Bolsonaro perderá força, neste momento teremos ações mais claras das forças armadas para que volte a hierarquia de novo.

Todo este embate forçará um esgarçamento entre a base de apoio de Bolsonaro, ficando possível que a luz verde que o auto comando mandará para o congresso para o impeachment dele, ou seja, podemos prever que de uma forma ou outra tenhamos muitas novidades para o próximo verão.

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