Por que a preguiça?

APRESENTAÇÃO



A pergunta é na exata proporção da importância de uma atividade esquecida, pois classificada, irrefletidamente, como inatividade. Na exata proporção em que se aceita a preguiça, tão prontamente, indexada entre os pecados capitais (o termo, aqui, em ambos os seus sentidos), ao mesmo tempo em que se marginaliza toda uma linhagem reflexiva que quis dar ao tempo outro sentido (pois, enfim, é disso que se trata) – “tempo” avesso a sentidos, em que o pensamento assume novo tom: o sem finalidades, e, não por isso, menos criador; não, pelo menos, segundo Tales, Sêneca, Platão, Aristóteles, Montaigne, Jean-Jacques Rousseau, Charles Baudelaire, Paul Lafargue, Walter Benjamin, Bertrand Russel, Wittgenstein, Michel Foucault, T. S. Eliot, Bob Black, Bernardo de Guimaraens, Mário Quintana.

Enfim, uma frase de autoria de Albert Camus dá conta da subversão implícita ao tema: “São os ociosos que mudam o mundo porque os outros não tem tempo algum”, o que é uma forma espirituosa de suscitar perguntas, cujas inflexões permeam todas as conferências integradas ao evento: “O que se deve fazer?” Ou: “O que estamos fazendo de nossas vidas; de nossas vidas em sociedade?” Ou ainda: “Deve-se fazer sem pensar o que se faz?”.

 

 

A programação está detalhada no blog:

 http://elogioapreguica.com.br

"Lembro que todas as conferências do Rio de Janeiro serão transmitidas ao vivo pela internet no site da Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.bra partir do dia 15 de agosto até o dia 5 de outubro, às segundas, terças e quartas às 19h."

 

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Respostas a este tópico

um hino de amor à preguiça:

 

mas falar de preguiça e não falar de caymmi... dos caymmi...

 

Caymminhando com rimbaud: é preciso ser absolutamente baiano.

 

Ele era também um grande pintor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Elogio da incomodidade

 

Hermano Taruma que me enviou o e-flyer do simpósio é um excelente fotógrafo.

Um andarilho de tantas cidades, de onde recolhe a beleza dos muros, dos restos esquecidos no chão, do céu, até mesmo no cinema e no teatro Hermano, produtor cultural de Mutações, sempre com Novaes, dispara o prazer de olhar.

Mais imagens em:http://fotola.com/berylium/hermano/

 

 

Ser e distrair, uma homenagem. O bicho:

 

Eu ia postar alguma coisa mas não sei se é propício uma baiana falar da "preguiça". 

 Vou pensar mais um pouquinho....

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Não é bem assim , rs

Posso provar! 

 

Eu não tenho preguiça. Nunca tive. Assim também como não tenho vergonha. Nunca tive. Nunca fiz nada de que eu me envergonhasse. Tudo que fiz foi de acordo com meu código de moral, que por sinal é muito condescedente. De atos alheios, de parentes ou amigos, não me envergonho. Agora, de trabalhar eu não gosto não. Mas não gosto mesmo! Não é preguiça. É uma questão de gosto! Eu não tenho preguiça de dançar, de ler, de assistir a filmes, de nadar, de caminhar, de fazer amor. Este último item aí, já não é tão frequente, mas não é por preguiça. O que eu não gosto é de TRABALHAR!

Hoje é o aniversário da nascimento dele.

"Para fazer uma coisa que não me diverte tenho que fazer um esforço muito grande."

      Jorge Amado

 

  O que nos dá prazer não nos deixa preguiça ! 

Grande Jorge Amado!!!

O prazer realmente não tem preço!!

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