... da tragédia da Boate Kiss, há um preparativo para homenagens aos que desapareceram. Palavras que marcam esse mês e mais se destacam: Justiça, Culpas, Culpados, Fé, Paz, Conforto, Religião...(não ordenadas).

Chamou-me a atenção o posicionamento da associação dos Pais dos entes queridos atingidos. Calmo, dividindo muito bem o que é de sua atribuição e o que é da atribuição das autoridades, o Presidente da associação preocupa-se em buscar e ter apoio para equilibrar-se psicologicamente. Louvável. Com certeza os jovens que se foram (dessomados – saídos dos somas- conforme a Conscienciologia) não gostariam de sentir que seus familiares estão ou estarão sendo enterrados com eles. Com enterrados, pretendo caracterizar o desânimo de viver, o viver com culpas, o viver recordando de maneira doentia sem esforço para mudar, o viver de lembranças.

Acho que eles gostariam que os seus ente queridos tivessem outras palavras também presentes.

Compreensão e Apoio.

Vi e coloquei em postagens anteriores, a posição daquela mãe que consolava os amigos do segundo filho que havia morrido em decorrência dos fatos da Boate. Na ocasião escrevi que ela tinha consciência da Vida, da Morte e da Vida após a Morte. Isso foi o que senti. Provavelmente outros diriam que ela estaria atordoada ou sob efeitos de medicação. Quisera que somente eu estivesse certo. Não tenho certeza. Não tive contatos posteriores, porém conforta-me saber que poderia ser assim.

Estudioso da conscienciologia, sempre busquei algumas explicações que religiões e irmandades não me deram. A Conscienciologia me deu.

Então a primeira palavra Compreensão.

Compreensão do porque da vida. A compreensão do que há depois da vida. A compreensão do porque vivermos e porque morrermos. Não as metáforas e mistérios que a religião nos ensina . Mas do que há mesmo, no duro! Sem Parábolas, mas olhando nos olhos e dizendo com todas as letras há vida após a morte física. Estamos aqui vivos para acertarmos muitas burrices que fizemos em outras vidas. Esta vida será no tempo, o suficiente para acertarmos muitas coisas, independente de curto ou longo! Se prematuramente, foi complemento, se foi longa, tinha muito mais coisas a fazer!

Aí, com esta compreensão e certeza, a outra palavra: Apoio!

Qual o apoio que daremos aos entes queridos que se foram? Só lamúrias e lamentações? Deixar de viver sem cumprir com os nossos “destinos”? Raiva? Culpa? Evocando-os e desta maneira aprisioná-los perto de nós, mas sem auxiliá-los pois que prendendo-os não os libertaremos para que busquem auxílio bom, evolutivo?

Mas ninguém é dono da verdade. Muito menos eu. Cada um busque o refúgio que melhor se encaixe ao seu momento. O apoio psicológico é muito bom. Se a religião satisfaz, busque a religião, seja qual for. Se o Espiritismo lhe traz conforto e explicações, muito bom. Orações pessoais, não as dogmáticas, fazem o elo entre nós e os nossos amparadores (anjos da guarda, anjos superiores ou santos) e com os nossos que se foram. Se pedir ajuda ao mesmo tempo diga aos entes queridos que eles têm que procurar os seres de luz que irão ajudá-los! É minha humilde contribuição!

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