- Wikileaks: William Waack, da Globo, é citado três vezes como informante dos EUA

 

Jornal do Brasil - Jorge Lourenço

 

O jornalista William Waack, da Rede Globo, se tornou um dos assuntos mais discutidos no Twitter nesta quinta-feira graças a supostos documentos da Wikileaks que o apontariam como informante do governo americano. Apesar de vagas e desencontradas, algumas informaçõess são verdadeiras. O Informe JB entrou em contato com a jornalista Natalia Viana, responsável pela Wikileaks no Brasil, que confirmou a história. Waack é citado não apenas uma, mas três vezes como informante da Casa Branca. Dois dos documentos que o citam são considerados "confidenciais".

 

Consulta sobre as eleições

Um dos arquivos é sobre a visita de um porta-aviões dos Estados Unidos em maio de 2008. Na ocasião, a Embaixada Americana classificou como positiva a repercussão na mídia do evento, citando William Waack diretamente por ter ajudado a mostrar o lado positivo das relações do Brasil com os Estados Unidos em reportagens para o jornal "O Globo". Os outros dois documentos são sobre informações repassadas por Waack a representantes americanos sobre as eleições presidenciais do ano passado.

 

Documento relata reunião na qual Waack dá detalhes sobre os presidenciáveis em fevereiro

 

Dilma incoerente

 

O jornalista da Rede Globo reportou aos americanos em fevereiro de 2010 que um fórum econômico em São Paulo deixou as seguintes impressões sobre os possíveis candidatos à presidência: Ciro Gomes era o mais preparado, Serra era "claramente competente" e Dilma era... incoerente.

 

William Waack errou previsão sobre união de Aécio Neves com José Serra


Bola fora

Em agosto de 2009, novamente Waack manteve contatos com funcionários americanos, mas passou uma informação errada. Ele apontou que Serra e Aécio Neves já haviam selado a paz para uma candidatura a presidente e vice, respectivamente, no ano seguinte. A profecia, como todos sabem, não se confirmou. Aécio tentou encabeçar a candidatura tucana à presidência, mas acabou tentando o Senado por Minas Gerais.

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Respostas a este tópico

Rigorosamente não há impedimento nenhum de um repórter não pertencente a uma rede pública ser informante de qualquer governo estrangeiro. O problema é que há nisto sonegação fiscal. Certamente um informante tão bem colocado nos meios de comunicação recebe por seus Jabás um boa grana, a minha curiosidade é se o mesmo paga imposto de renda sobre isto.

 

Mesmo que ele receba num banco norte-americano, por seus serviços serem prestados em território nacional ele deveria declará-los na sua declaração de renda e pagar imposto sobre isto. Lembro que o Brasil e os USA não tem acordo de tributação, logo atividade remunerada para qualquer serviço no Brasil deve ser taxada aqui.

 

Acho que não devíamos nos preocupar sobre ele ser ou não informante, mas quem deveria se preocupar era a receita federal. E se algum fiscal da receita ler o que estou escrevendo, por dever de ofício ele deverá tomar as devidas providências senão estará prevaricando.

Além da questão tributária, que é importante... É sempre interessante conhecer as relações e afinidades desse pessoal da imprensa. Imagine se fosse o inverso: um cidadão norte-americano a serviço de um governo estrangeiro?

"É muito difícil para a população entender o que se passa em outros lugares, principalmente quando só possuem televisão e parada na REDE GLOBO"


O Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) é uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas por eles considerados tendenciosos, que se utilizariam do que chamam grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política contrária

Conforme a opinião daqueles que se utilizam do termo, seriam três as famílias que manipulariam a opinião pública, dominariam e condicionariam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa: os Marinho (Organizações Globo), os Frias (Grupo Folha) e os Mesquita (Grupo Estado). Estas três famílias controlam alguns dos principais orgãos da impressa no Brasil, tais como os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e o portal UOL.

Também são incluídos os Civita (Grupo Abril), que publicam a revista Veja.

O negócio é ler, e ler bastante várias e diferentes opiniões pra que possamos formar a nossa PROPRIA opinião. Mas a maioria das pessoas tem simplesmente preguiça de ler, e, às vezes, só tem um tipo de leitura como citado ai a cima. Aí fica difícil.

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